{"id":33655,"date":"2013-03-05T08:15:42","date_gmt":"2013-03-05T11:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=33655"},"modified":"2013-03-05T08:15:42","modified_gmt":"2013-03-05T11:15:42","slug":"elementos-praticos-para-a-construcao-do-casal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/elementos-praticos-para-a-construcao-do-casal.html","title":{"rendered":"Elementos pr\u00e1ticos para a constru\u00e7\u00e3o do casal"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p align=\"right\"><em>A Ordem Franciscana Secular anda refletindo sobre o tema da fam\u00edlia. Os\u00a0 respons\u00e1veis pela anima\u00e7\u00e3o da Fraternidade Nacional acharam por bem que os temas da fam\u00edlia, do casal, da educa\u00e7\u00e3o dos filhos e de sua forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 fossem objeto de estudo entre 2012 e 2014. Em nosso tema de estudos precedente come\u00e7amos a tecer considera\u00e7\u00f5es a respeito da\u00a0 constru\u00e7\u00e3o do casal. Continuamos o tema. Hoje queremos nos debru\u00e7ar sobre alguns elementos bem\u00a0 concretos da constru\u00e7\u00e3o ( ou desconstru\u00e7\u00e3o) do casal.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<div>\n<blockquote>\n<hr \/>\n<p><strong>Pensamento de abertura<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/familia_g05.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-33656\" title=\"familia_g05\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/familia_g05.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"290\" \/><\/a>\u00a0 O amor n\u00e3o se realiza no dia em que nasce&#8230;<\/p>\n<p>O amor \u00e9 uma \u00e1rvore que cresce devagar, bem devagar..<\/p>\n<p>Mas \u00e9 vivo, uma realidade viva.<\/p>\n<p>A vida, sabemos, n\u00e3o conhece imobilismo.<\/p>\n<p>Deixemos que o amor cres\u00e7a suavemente,<\/p>\n<p>\u00e1rvore com s\u00f3lidas ra\u00edzes&#8230;<\/p>\n<p>Na medida em que cada dia aprendemos a amar um pouco mais&#8230;<\/p>\n<p><em>Han Suyin<\/em><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Casamento e Fam\u00edlia <\/strong><\/p>\n<p>O la\u00e7o conjugal \u00e9 forte e fr\u00e1gil. O amor \u00e9 fr\u00e1gil como uma delicada plantinha e forte como a morte. A vida conjugal se situa entre\u00a0 dois extremos: o frescor dos primeiros tempos da\u00a0 uni\u00e3o e a esta\u00e7\u00e3o em que o casal comemora bodas de ouro. Entre uma e outra dessas esta\u00e7\u00f5es est\u00e1 a vida do casal. Conhecemos muitas trajet\u00f3rias de casamentos. Casamento \u00e9 vida e a vida se desenvolve lentamente. Na medida em que o tempo passa, surgem crises, h\u00e1 transforma\u00e7\u00f5es e o casal precisa prestar aten\u00e7\u00e3o a tudo o que torna a vida conjugal esplendorosa\u00a0 e aquilo que pode, eventualmente,\u00a0 fazer com que se viva apenas uma apar\u00eancia de uni\u00e3o. O casamento tem que ser casamento. \u00c9 sempre o tema da aventura do casal:\u00a0 \u201cDe um ponto de vista externo, centenas e centenas arriscaram mais do que um esposo: arriscaram reinos e prov\u00edncias, milh\u00f5es e milh\u00f5es, perderam tronos e ducados, fortuna e prosperidade. E, no entanto, um esposo arrisca muito mais. Aquele que ama arrisca todas as coisa e aquele que ama em todas as circunst\u00e2ncias da vida, arrisca mais\u201d (<em>S. Kierkegaard<\/em>).<\/p>\n<ol>\n<li><strong>1.\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Elementos da constru\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O que vamos agora escrever parece banal. E, no entanto, s\u00e3o pe\u00e7as importantes para a constru\u00e7\u00e3o de uma vida conjugal e tamb\u00e9m familiar que valha a pena.<\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Conviv\u00eancia e confabula\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Cada um \u00e9 cada um. Cada casal \u00e9 cada casal. N\u00e3o basta apenas morar sob o mesmo teto, comer \u00e0 mesma mesa, dormir no mesmo quarto.\u00a0 Ser\u00e1 preciso\u00a0 conviver, viver com&#8230; Trata-se de se\u00a0 consagrar tempo um para o outro\u00a0 (claro tamb\u00e9m\u00a0 para os filhos, para os parentes, para os amigos). N\u00e3o se fala aqui de uma absolutiza\u00e7\u00e3o do casal, como casal. Casal equilibrado \u00e9 aquele que sabe e aprecia conviver com outras pessoas, outros casais e n\u00e3o encastela no pequeno mundo.<strong> <\/strong>Fundamental, no entanto, que o casal conviva. Pode-se falar da chuva e do bom tempo, das alegrias e aborrecimentos, aqui e ali, mas sobretudo \u201cse contar\u201d, dizer aquilo que marcou sua vida, como foi sua inf\u00e2ncia, quais as traumatizantes\u00a0 experi\u00eancias, o que significou o encontro com o c\u00f4njuge.<strong>\u00a0<\/strong>Confabular\u00a0 \u00e9 falar por falar. \u201cTodo casal que dura\u00a0 resulta de uma organiza\u00e7\u00e3o afetiva complexa\u00a0 tal que ela permite o equil\u00edbrio de cada um. Essa organiza\u00e7\u00e3o, na verdade, \u00e9 a rocha, ponto de apoio para o casal ser casal\u201d\u00a0 (Uma conselheira conjugal).<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Respeito &#8211;\u00a0<\/strong>Respeito pela pessoa do outro, respeito feito de cuidados para nunca expor o outro a situa\u00e7\u00f5es constrangedoras, respeito que significa fidelidade, linguajar digno, respeito pelas dores do outro, por sua limita\u00e7\u00f5es, respeito pelas luzes e sombras da fam\u00edlia de origem dele ou dela, respeito pela sua f\u00e9, respeito\u00a0 pelo seu mist\u00e9rio pessoal.<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Dar tempo ao tempo &#8211;\u00a0<\/strong>Em nossos tempos se quer tudo para hoje, quase, \u00a0se poss\u00edvel fosse, para ontem. J\u00e1 dissemos e repetimos: o amor demanda tempo para ser amor de verdade.\u00a0 N\u00e3o se pode destruir o que mal come\u00e7ou. Ele ou ela ainda n\u00e3o mostraram o que s\u00e3o.\u00a0 Suas riquezas ainda n\u00e3o vieram \u00e0 tona. Num primeiro momento ser\u00e1 fundamental aceitar as limita\u00e7\u00f5es: car\u00e1ter, sa\u00fade,\u00a0 heran\u00e7a familiar, costumes, manias, medos, feridas do passado. No casamento, corre-se o risco da rotina, da repeti\u00e7\u00e3o.\u00a0 Chega-se a momento de enfado.\u00a0 Sonha-se com outra vida.\u00a0 H\u00e1 um tempo para\u00a0 que o melhor do outro venha \u00e0 tona.<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Ausculta\u00e7\u00e3o dos anseios mais profundos. <\/strong>\u00a0N\u00e3o se trata apenas de se ter\u00a0 uma conversa ou outra, com\u00a0 televis\u00e3o ligada, na gritaria. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de fazer o relato da administra\u00e7\u00e3o da casa, das entradas e sa\u00eddas dos filhos. Trata-se de adquirir o h\u00e1bito de escutar e de ver, ter a capacidade de\u00a0 \u201cler\u201d a vida do outro. Esse outro \u00e9 uma pessoa, um mist\u00e9rio, um dom que n\u00e3o pode ser colocado dentro de uma vida sem mais. A pessoa cresce, precisa crescer, precisa ser tratada precisamente como pessoa.\u00a0 N\u00e3o pode ser usada. Ser\u00e1 fundamental ver os mais profundos anseios do outro.<strong> <\/strong>Neste contexto vale refletir nesta p\u00e1gina de Xavier Lacroix,\u00a0 te\u00f3logo leigo, casado. \u201cAntes de ser comunh\u00e3o, termo assaz ambicioso, o amor \u00e9, simplesmente comunidade. Ora, criar comunidade exige toda uma arte, uma sabedoria.\u00a0 Acentua-se quase sempre o lado subjetivo do amor, sua vertente de desejo, afei\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o.\u00a0 Bom lembrar-se tamb\u00e9m de seu lado objetivo, pr\u00e1tico, n\u00e3o somente no \u00e2mbito da sexualidade. Arte dif\u00edcil \u00e9 a de encontrar a boa dist\u00e2ncia (entre fus\u00e3o e paralelismo), renovar a conversa, saber dizer suas aspira\u00e7\u00f5es e aquilo que faz sofrer, saber conviver sabiamente com a fam\u00edlia de um e de outro, dar lugar para os amigos, praticar a hospitalidade,\u00a0 habitar a casa, criar um modo de vida original segundo o feitio de cada um dos c\u00f4njuges, integrar dimens\u00e3o espiritual, procurar abrir-se a uma comunidade maior. Depois de vinte anos de vida em comum, acontece que os casais t\u00eam a impress\u00e3o de serem novi\u00e7os na arte da comunh\u00e3o, de estarem apenas diante de um esbo\u00e7o de uma vida conjugal\u201d (<em>Les mirages de l\u201damour<\/em>,\u00a0 p. 207).<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Decentraliza\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Casamento \u00e9 \u00eaxodo de si, sa\u00edda, caminhada\u00a0 para&#8230; Estamos, aqui, diante do tema do amor que vale para os casais e para todos. Todas as vezes em que o individualismo, a busca incessante dos pr\u00f3prios interesses prevalece a constru\u00e7\u00e3o do casamento e da fam\u00edlia fica prejudicada. Ora, a comunh\u00e3o conjugal \u00e9 espa\u00e7o de busca do outro: esse homem com sua biografia pr\u00f3pria, essa mulher que se escolhe por companheira, interesse verdadeiro pelos filhos, pelo seu presente e por seu amanh\u00e3.\u00a0 Saber que mais cedo ou mais tarde ser\u00e1 preciso cuidar dos pais idosos e doentes.\u00a0 A descentraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 de parte a parte. Estamos convencidos de que o\u00a0 exerc\u00edcio de descentraliza\u00e7\u00e3o tem tudo a ver com o mist\u00e9rio pascal. Dar a vida. O casamento\u00a0 marca uma ruptura.\u00a0 \u00c9 um ato de f\u00e9 no futuro.\u00a0 Ningu\u00e9m se casa para ser feliz, mas viver a aventura do amor\u00a0 com todos os seus imprevistos<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Viver em estado de\u00a0 di\u00e1logo e de escuta &#8211;<\/strong>\u00a0 A palavra\u00a0 di\u00e1logo anda meia gasta. Di\u00e1logo n\u00e3o \u00e9 disputa, agress\u00e3o, cobran\u00e7a descabida. Trata-se de uma disposi\u00e7\u00e3o constante de deixar aberta ou entreaberta a porta de nosso interior para que esse outro possa entrar. Di\u00e1logo natural, sem hora marcada, vontade de conversar. Mas tamb\u00e9m revis\u00f5es mais demoradas da vida a dois,\u00a0 previstas e marcadas. De quando em vez, \u00a0o casal que deseja ser casal examina os caminhos percorridos, na delicadeza no di\u00e1logo, na vontade de acertar. Na vida ser\u00e1 preciso fazer reajustes.\u00a0 N\u00e3o se pode viver da ilus\u00e3o de um come\u00e7o de vida a dois marcado por um sentimento amoroso\u00a0 que o tempo leva.\u00a0 Por isso, o casal deve correr o risco de falar. A experi\u00eancia nos diz que raros s\u00e3o os momentos de verdadeira comunica\u00e7\u00e3o entre os esposos. Ele, ela\u00a0 e todos estamos jogados na corrida da vida. N\u00e3o temos sil\u00eancio, n\u00e3o refletimos, n\u00e3o visitamos nosso interior. Quando os casais se encontram falam de coisas n\u00e3o t\u00e3o profundas ou se agridem adolescentemente.\u00a0 Parece importante que os casais aceitemos que nem tudo\u00a0 \u00e9 completamente transparente em nossas vidas. \u00c9 ilus\u00e3o pensar que h\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o\u00a0 perfeita. Se de um lado n\u00e3o se pode jogar para debaixo do tapete as dificuldades comuns, n\u00e3o \u00e9 oportuno\u00a0 tentar escarafunchando acontecimentos do passado. Ser\u00e1 preciso respeitar a irredut\u00edvel solid\u00e3o de cada um.<strong><\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; \u00a0<strong>Harmonia\u00a0 conjugal e sexual &#8211;\u00a0<\/strong>Todos os pontos que elencamos podem levar o casal a viver uma bela harmonia conjugal: unidade na diversidade, respeito \u00e0s diferen\u00e7as, ajuda m\u00fatua, carregar os fardos um do outro, respeito pelas necessidades e anseios mais profundos do outro. Tudo isso deve levar a uma harmonia sexual.\u00a0 N\u00f3s, cat\u00f3licos, temos certo pudor em abordar o tema da sexualidade. No passado\u00a0 transparecia como primeira finalidade do casamento a procria\u00e7\u00e3o e todas essas manifesta\u00e7\u00f5es do amor m\u00fatuo, da ternura que se exprime pelo envolvimentos dos corpos eram vistas como\u00a0 tema e preocupa\u00e7\u00e3o menos nobre.\u00a0 Hoje estamos convencidos de que a rela\u00e7\u00e3o sexual precisa ser revista e corrigida.\u00a0 Muitos casais chegam ao termo da caminhada sem terem cuidado, de verdade, da qualidade da rela\u00e7\u00e3o sexual, o que n\u00e3o deixa de ser lament\u00e1vel.\u00a0 Em nossos tempos, \u00a0conhecemos uma liberta\u00e7\u00e3o\u00a0 total da sexualidade: vale tudo e de todos os jeitos.\u00a0 Compreendemos que os crist\u00e3os precisam reagir diante dessa desorganiza\u00e7\u00e3o das realidades da sexualidade criada por Deus.\u00a0 De outro lado, os casais precisam viver bela e profundamente o encontro dos corpos.\u00a0 Xavier Lacroix tem uma p\u00e1gina muito\u00a0 franca e verdadeira sobre esta tema.\u00a0 Afirma que o lugar do sacramento do matrim\u00f4nio\u00a0 n\u00e3o \u00e9 apenas\u00a0 junto do altar, mas a cama, a mesa, a casa.\u00a0 Ali \u00e9 que se concretiza o sacramento. \u201c\u00c9 toda a vida de ternura\u00a0 entre os esposos, sob formas variadas\u00a0 ao longo do tempo, que vai encarnar o sacramento do matrim\u00f4nio, dar-lhe carne, aliment\u00e1-lo como se alimenta uma lareira. A linguagem dos gestos, que \u00e9 a linguagem do\u00a0 desejo, confirma a voca\u00e7\u00e3o dos corpos a exprimir a alian\u00e7a. O carinho, o abra\u00e7o, o beijo, o pr\u00f3prio ato sexual s\u00e3o sinais da \u00a0acolhida e da entrega rec\u00edproca\u201d.\u00a0 Por isso, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia que os casais revejam a qualidade humana de seu envolvimento sexual.<strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>2.\u00a0 <strong>O que dificulta a constru\u00e7\u00e3o do casamento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong>\u00a0 Transcrevemos\u00a0 um texto\u00a0 escrito por casais que preparam noivos para o casamento, texto que aborda aquilo que torna dif\u00edcil a constru\u00e7\u00e3o do casal. H\u00e1\u00a0 dificuldades externas. \u201cH\u00e1 circunst\u00e2ncias externas, mas as dificuldades maiores est\u00e3o dentro de cada um: a rotina, o ficar instalado naquilo que se pensar ter conseguido, a falta de tempo sempre alegada para conversas, o invis\u00edvel ego\u00edsmo, as pequenas mentiras, a covardia e fuga diante de dificuldades da vida,\u00a0 evitar conversar, fugir diante de des\u00e1gios, incapacidade de reconhecer seus erros, fragilidade psicol\u00f3gica\u00a0 diante dos desafios da vida,\u00a0 o estar sempre contrariado (a), \u00a0manifestado por palavras que ferem, injustas, por vezes, palavras que manifestam desprezo.\u00a0 Tudo isso fica mais grave em algumas circunst\u00e2ncias:\u00a0 desemprego, superinvestimento profissional,\u00a0 uma patente infidelidade conjugal, viver em fun\u00e7\u00e3o do sexo, descuido no cultivo do amor, insuficiente educa\u00e7\u00e3o afetiva e sexual\u201d (<em>Da revista Alliance, n. 116, p.17<\/em>).\u00a0 A leitura deste texto pode ajudar a que seja feito um\u00a0 elenco daquilo que \u201cmata\u201d um casamento.\u00a0 Vejamos algumas situa\u00e7\u00f5es bem concretas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>Vidas paralelas<\/strong> &#8211; Cada um \u00e9 cada um. Ele trabalha fora e ela tamb\u00e9m. Ele \u00e9 homem, ela \u00e9 mulher. Ele gosta de esporte, ela tem suas atividades caritativas. Cada um pode e deve fazer aquilo que lhe enche o cora\u00e7\u00e3o desde que n\u00e3o prejudique unidade do casal, unidade na diversidade. Pode acontecer que, em determinadas circunst\u00e2ncias, os casais cheguem ao ponto de serem h\u00f3spedes de hotel em sua pr\u00f3pria casa e n\u00e3o pessoas que vivem comunh\u00e3o de vida.<\/p>\n<p><strong>Querer tudo&#8230; casa, carro, sucesso.<\/strong>.. &#8211; H\u00e1 casais que lutam para construir uma casa, terem certo conforto. Passam longo tempo construindo sua casa. A constru\u00e7\u00e3o nunca termina. H\u00e1 superinvestimento profissional porque o que se ganha \u00e9 pouco e os sonhos s\u00e3o muito elevados. Tudo \u00e9 feito por fazer: os filhos s\u00e3o colocados no mundo, estudam, crescem&#8230; mas \u00e9 s\u00f3. Constr\u00f3i-se a casa, demora a ser constru\u00edda. Quando est\u00e1 pronta, o casamento acabou porque o casal esqueceu do essencial: alimentar o amor, dar tempo de olhar nos olhos do outro. Esse frenesi de querer tudo&#8230; esse trabalho demais&#8230; p\u00f5e tudo a perder.<\/p>\n<p><strong>Superinvestimento nos filhos<\/strong> &#8211; A experi\u00eancia nos diz que certos casais t\u00eam dificuldade em serem de fato casal. Mulher ou marido, devido \u00e0s dificuldades de caracteres e decep\u00e7\u00f5es se refugiam nos filhos, cuidam dos filhos. N\u00e3o cultivam o amor conjugal. Quando o ninho fica vazio, marido e mulher nada t\u00eam a se falar. <em>Virtus in medio:<\/em> cuidar do casamento e cuidar dos filhos.<\/p>\n<p><strong>Mecanismos de fuga<\/strong> &#8211; Diante das dificuldades conjugais e familiares, ou simplesmente dos problemas do cotidiano, h\u00e1 esses mecanismos de fuga: bebida com amigos, os dois ou um s\u00f3, futilidades da vida, jogo etc. E h\u00e1 muitas outras fugas.<\/p>\n<p><strong>Imaturidade<\/strong> &#8211; Aqui se coloca uma grave quest\u00e3o: a falta de maturidade. O tema \u00e9 vasto e n\u00e3o \u00e9 aqui o lugar de refletir sobre os percal\u00e7os da imaturidade. N\u00e3o se pode dizer que ontem as pessoas fossem mais maduras do que as de hoje. Fato \u00e9 que um casamento n\u00e3o conhece \u00eaxito quando os dois ou um deles \u00e9 profundamente imaturo: incapacidade de colocar-se diante da vida, dificuldade de superar contrariedades, incapacidade de assumir compromissos (ajudar o crescimento do c\u00f4njuge e acolher os filhos). No tempo da juventude, por diferentes circunst\u00e2ncias, as pessoas vivem fora de si, derramadas nas coisas, incapazes de viver no sil\u00eancio. Seres superficiais e imaturos deveriam ser proibidos de se casar e colocar filhos no mundo.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>3.\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>Como alimentar o casamento?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Apenas algumas umas poucas regras:<\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li>Abandonar ilus\u00f5es de um romantismo do tempo da adolesc\u00eancia.\u00a0 Construir o casamento sobre o terreno do real:\u00a0 amor de verdade, atra\u00e7\u00e3o, palavra dada,\u00a0 vida de doa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Ter a coragem de exprimir seus medos, receios e temores.\u00a0 N\u00e3o deixar que o medo sufoque o interior.<\/li>\n<li>O casal n\u00e3o deve ficar fechado em si mesmo.\u00a0 Dever\u00e1 abrir-se aos outros e conviver\u00a0 com outros casais.\u00a0 Parece importante o frequentar grupos de casais de algum movimento de Igreja ou criar um grupo de fam\u00edlias e casais.<\/li>\n<li>Sempre de novo alimentar a confian\u00e7a m\u00fatua.\u00a0 Qualquer tipo de infidelidade, mesmo de pensamentos precisar\u00e1 ser recha\u00e7ada.<\/li>\n<li>N\u00e3o hesitar em pedir e conceder\u00a0 perd\u00e3o.<strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<ol>\n<li><strong>4.\u00a0\u00a0 <\/strong><strong>\u00a0Os crist\u00e3os constroem a santidade familiar ao longo do tempo da vida<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Precisamos ainda abrir um cap\u00edtulo destas reflex\u00f5es sobre a espiritualidade conjugal e familiar \u00a0sobre o lar como Igreja dom\u00e9stica.\u00a0 Neste tema da constru\u00e7\u00e3o do casamento, limitamo-nos a assinalar uns poucos t\u00f3picos ligados \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>Dois mist\u00e9rios, duas pessoas, dois crist\u00e3os, dois disc\u00edpulos de Cristo. Desse casal nasce a fam\u00edlia. Casa\u00a0 do homem, da mulher e dos filhos e casa de crist\u00e3os. O lar \u00e9 Igreja dom\u00e9stica\u00a0 e, por isso, h\u00e1 uma constru\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do casal.\u00a0 Hoje, fala-se de espiritualidade conjugal.\u00a0 Apenas uns lembretes:<\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li>Antes do casamento,\u00a0 homem e mulher t\u00eam\u00a0 caminhadas de busca de Deus cada um de seu lado. No casamento, os dois buscam juntos a Deus: na ora\u00e7\u00e3o, na medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, na viv\u00eancia do amor\u00a0 conjugal \u00e0 luz do amor de Cristo\u00a0 pela Igreja.<\/li>\n<li>Associam-se, de modo particular,\u00a0 ao mist\u00e9rio pascal de Cristo.\u00a0 No seio da fam\u00edlia h\u00e1 muitas mortes que precisam se transformar em ressurrei\u00e7\u00e3o: ofensas que precisam de perd\u00e3o, doen\u00e7a de um filho,\u00a0 incompreens\u00f5es.<\/li>\n<li>Cuidar que seus filhos possam ter ambiente prop\u00edcio para dar uma resposta de f\u00e9 a Deus. Tarefa dos dois, n\u00e3o s\u00f3 do pai, n\u00e3o s\u00f3 da m\u00e3e.<\/li>\n<li>Import\u00e2ncia capital \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o do casal como casal da Eucaristia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<p>Voltaremos a aprofundar todos esses temas.<\/p>\n<div>\n<hr \/>\n<p><strong>Texto para a reflex\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>O CASAL \u201cPERFEITO\u201d<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Um dia me pediram para escrever sobre o\u00a0 \u201ccasal perfeito\u201d:\u00a0 bom para quem gosta destes desafios.\u00a0 Minha primeira provid\u00eancia foi cercar com aspas\u00a0 o voc\u00e1bulo\u00a0 \u201cperfeito\u201d.<\/p>\n<p>O que justificaria o\u00a0 r\u00f3tulo\u00a0 sobre o qual eu devia escrever?<\/p>\n<p>Imediatamente ocorreu-me que parceiros de um casal \u201cperfeito\u201d precisam <em>se querer bem\u00a0 com se querem bem\u00a0 os bons amigos, e temperar este afeto com a sensualidade que distingue\u00a0 amizade de amor<\/em>. Duas pessoas que se compreendem, sem ressentimento nem cobran\u00e7as,\u00a0 a inevit\u00e1vel\u00a0 dose de peculiaridade\u00a0 do ser humano e sua dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o. Em \u00faltima an\u00e1lise, toda a sua complica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A melhor parceria\u00a0 deve ser aquela em que um aceita o outro sem ter de se submeter a <em>qualquer coisa<\/em> pelo outro; em que um aprecia e admira o outro, mas tem por ele ternura e cuidados. Sobretudo aquela em que o parceiro n\u00e3o investe no outro \u00a0<em>todos<\/em> os seus projetos, \u00e0 primeira decep\u00e7\u00e3o passando de amor a rancor.<\/p>\n<p>Se o outro servir de\u00a0 cabide para os nossos sonhos mais extravagantes de perfei\u00e7\u00e3o, o primeiro vento contr\u00e1rio derruba o pobre \u00eddolo que n\u00e3o tem culpa de nada.<\/p>\n<p>No casamento saud\u00e1vel\u00a0 h\u00e1 um prop\u00f3sito geral: quero passar com voc\u00ea o melhor de meus dias, construir com voc\u00ea uma rela\u00e7\u00e3o gostosa, importante\u00a0 e\u00a0 definitiva.<\/p>\n<p>\u00c9 importante n\u00e3o se correr para os bra\u00e7os do outro\u00a0 fugindo da chatice da fam\u00edlia, da mesmice da solid\u00e3o, do t\u00e9dio.\u00a0 \u00c9 essencial n\u00e3o se lan\u00e7ar no pesco\u00e7o do outro\u00a0 caindo na armadilha do \u201cenfim nunca mais s\u00f3!\u201d, porque numa uni\u00e3o com expectativas exageradas\u00a0 decreta-se o come\u00e7o do ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Amor bom, al\u00e9m do mais, tem de suportar e superar a conviv\u00eancia di\u00e1ria.<\/p>\n<p>A conta a pagar, a empregada que n\u00e3o veio, o filho doente, a filha complicada, a m\u00e3e com Alzheimer, o pai deprimido, o emprego sem gra\u00e7a e o patr\u00e3o grosseiro. Quando cai aquela \u00faltima gota\u00a0 &#8211;\u00a0 pode se ruma trivial\u00edssima gota\u00a0 -,\u00a0 a gente explode.\u00a0 Quer matar e morrer, e nos damos conta: nada mais em nossa rela\u00e7\u00e3o era como no come\u00e7o. N\u00e3o \u00e9 nem de longe como planej\u00e1vamos(&#8230;).<\/p>\n<p>Na verdade, na parceria amorosa, como em tudo o mais recome\u00e7amos\u00a0 tudo\u00a0 todos os dias. Ent\u00e3o, podemos tentar\u00a0 come\u00e7ar diferentes tamb\u00e9m aqui e agora. O cotidiano conforta, os seus pequenos rituais s\u00e3o os marcos\u00a0 de nossa vida\u00a0 mais segura, mas tamb\u00e9m traz desencanto e monotonia (&#8230;).<\/p>\n<p>Passada a primeira fase da paix\u00e3o\u00a0 (desculpem mas ela passa),\u00a0 a gente\u00a0 come\u00e7a a amar de outro jeito.\u00a0 Ou a amar melhor;\u00a0 ou, a\u00ed \u00e9 que a gente come\u00e7a a amar; a querer bem;\u00a0 a apreciar;\u00a0 a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder\u00a0 espa\u00e7o; a querer que o outro\u00a0 cres\u00e7a e n\u00e3o fique grudado na gente\u201d\u00a0 (<em>Lya Luft, in\u00a0 Perdas &amp; Ganhos, Ed. Record, Rio, p.78-79<\/em>).<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<hr \/>\n<p><strong>Questionamentos:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Como fazer para que o casal n\u00e3o viva vidas paralelas?<\/li>\n<li>Em que sentido \u00e9 importante exprimir medos e receios?<\/li>\n<li>O que seria um casal maduro?<\/li>\n<li>O que dizer a respeito da harmonia conjugal e sexual?<\/li>\n<li>Refletir sobre o texto\u00a0\u00a0 <em>O casal\u00a0 \u201cperfeito\u201d<\/em>\u00a0 , de Lya Luft.VEJA TAMB\u00c9M SOBRE O TEMA EM ARTIGOS (<a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/?cat=132\" target=\"_blank\">Clique aqui<\/a>)<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORDEM FRANCISCANA SECULAR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174770,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[56,47],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Elementos pr\u00e1ticos para a constru\u00e7\u00e3o do casal - 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