{"id":31873,"date":"2013-01-21T10:16:00","date_gmt":"2013-01-21T12:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=31873"},"modified":"2019-08-06T15:18:20","modified_gmt":"2019-08-06T18:18:20","slug":"clara-de-assis-vida-de-servico-e-amor-fraterno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/clara-de-assis-vida-de-servico-e-amor-fraterno.html","title":{"rendered":"Clara de Assis, vida de servi\u00e7o e amor fraterno"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" title=\"clara\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/clara.jpg\" alt=\"\" width=\"830\" height=\"385\" \/><\/p>\n<p><strong>Por Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>Somos membros da grande Fam\u00edlia Franciscana. Temos muita alegria em poder nos deixar formar e modelar pelo esp\u00edrito\u00a0 de Clara de Assis. Hoje queremos prestar aten\u00e7\u00e3o em seus gestos fraternos e nos servi\u00e7os que prestava \u00e0s irm\u00e3s e \u00e0 Ordem de S\u00e3o Francisco. Temos diante dos olhos o texto\u00a0 Nourrir&#8230; ch\u00e9rir&#8230; prendre soin, escrito por uma religiosa clarissa e publicado na\u00a0 revista\u00a0 \u00c9vangile d\u2019Aurjourd\u2019hui, n. 233. N\u00e3o aparece o nome completo da autora. Simplesmente se diz Irm\u00e3 Clara de Chamali\u00e8res (Fran\u00e7a).<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>1.<\/strong> O pano de fundo da presente reflex\u00e3o \u00e9 constitu\u00eddo por alguns vers\u00edculos da Regra de Santa Clara que transcrevemos: <em>\u201cPorque todas devem prover e servir\u00a0 suas irm\u00e3s enfermas, como gostariam de ser servidas, se tivessem alguma doen\u00e7a. Manifeste com seguran\u00e7a uma \u00e0 outra, sua necessidade. E se uma m\u00e3e ama e nutre sua filha (1Ts 2,7) carnal, quanto mais diligentemente deve uma irm\u00e3 amar e nutrir\u00a0 sua irm\u00e3 espiritual?\u201d<\/em> Com toda evid\u00eancia est\u00e1 por detr\u00e1s destas linhas, Clara que ama, alimenta e serve.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Durante muito tempo a Ordem de Santa Clara teve a reputa\u00e7\u00e3o de ser uma Ordem muito austera: priva\u00e7\u00f5es, jejuns, toda sorte de mortifica\u00e7\u00e3o, extrema pobreza, tanto pessoal quanto comunit\u00e1ria.\u00a0 Certos costumeiros da Ordem no in\u00edcio do s\u00e9culo XX ainda insistem muito nesse estilo extremamente duro de vida asc\u00e9tica.\u00a0 Inegavelmente muitas clarissas chegaram\u00a0 a uma alt\u00edssima santidade\u00a0 atrav\u00e9s de numerosas mortifica\u00e7\u00f5es. A redescoberta das fontes clarianas, o estudo comparativo das diversas formas mon\u00e1sticas do s\u00e9culo XIII, a reconstitui\u00e7\u00e3o paciente da forma de Vida das Irm\u00e3s Pobres aprovada no final de vida da santa nos obrigam a reconsiderar o projeto\u00a0 fundamental da Mulher de Assis. Queremos aqui destacar\u00a0 duas grandes preocupa\u00e7\u00f5es dela: a luta de toda uma vida para conseguir a aprova\u00e7\u00e3o do Privil\u00e9gio da Pobreza (o privil\u00e9gio de viver sem privil\u00e9gio no dizer de\u00a0 M. Bartoli) e o v\u00ednculo material e espiritual\u00a0 com a Ordem dos\u00a0 Frades Menores.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Talvez um aspecto que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha ainda fica t\u00e3o n\u00edtido foi a grande novidade do tipo de rela\u00e7\u00f5es fraternas que Clara queria instaurar deliberadamente em S\u00e3o Dami\u00e3o, na esteira de Francisco.\u00a0 Temos a chance de poder contar com depoimentos das irm\u00e3s e de alguns leigos no <em>Processo de Canoniza\u00e7\u00e3o<\/em> da santa. Apoiando-se nesse documento, Tom\u00e1s de Celano escreveu a Vida de Santa Clara a pedido do Papa. N\u00e3o se pode esquecer que, na Idade M\u00e9dia, a hagiografia era\u00a0 uma obra teol\u00f3gica: personagem principal\u00a0 n\u00e3o era o santo, mas Deus atuando em sua vida. Celano procura ser fiel \u00e0s Fontes sempre fazendo com que a santidade de Clara fosse\u00a0 conforme a ideia da santidade monacal da \u00e9poca. O bi\u00f3grafo \u00e9 particularmente sens\u00edvel aos aspectos da vida fraterna em S\u00e3o\u00a0 Dami\u00e3o. Perscrutar os fatos aqui e ali narrados, interpret\u00e1-los, comparar com a <em>\u00a0Regra de Clara<\/em>\u00a0 (1253),\u00a0\u00a0 \u00e0s sucessivas legisla\u00e7\u00f5es a que forma submetidas as irm\u00e3s antes que\u00a0 a fundadora resolvesse ela pr\u00f3pria\u00a0 escrever\u00a0 a forma de vida\u00a0 faz com que encontremos uma forma original de la\u00e7os e\u00a0\u00a0 liames fraternos.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Antes de seu ingresso em S\u00e3o Damiao Clara j\u00e1 demonstrava aten\u00e7\u00f5es para com os pobres.\u00a0 Encontramos na Legenda uma observa\u00e7\u00e3o que pode ser mero clich\u00ea para as biografias oficiais: \u201cEstendia a m\u00e3o com prazer para os pobres (cf. Pr\u00a0 31,20) e da abund\u00e2ncia de suas riquezas supria a indig\u00eancia\u201d\u00a0 (<em>Legenda<\/em>, 2). H\u00e1, no entanto, logo em seguida, um detalhe pessoal: \u201c&#8230; privava seu pr\u00f3prio corpinho dos alimentos mais delicados\u201d para socorrer pessoas indigentes, manifestando desta sorte empatia que viria a ser um tra\u00e7os caracter\u00edsticos de sua personalidade. Adolescente, toma uma iniciativa\u00a0 que\u00a0 manifesta determina\u00e7\u00e3o,\u00a0 perspic\u00e1cia e generosidade: envia import\u00e2ncia em dinheiro a Francisco e seus irm\u00e3os que est\u00e3o restaurando Nossa Senhora dos Anjos, para que comprassem carne(<em>Processo\u00a0 17,7<\/em>).<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Antes mesmo de ter deixado a casa paterna, Clara j\u00e1 estava \u00a0impregnada dos ensinamentos de Francisco. Sentia que este a olhava com solicitude pensando naquilo que ela poderia vir a ser. Entre\u00a0 os dois\u00a0 houve sempre respeitosa reserva.\u00a0 Francisco, de modo especial nos come\u00e7os, dedicava muita aten\u00e7\u00e3o a S\u00e3o\u00a0 Dami\u00e3o. Chegava mesmo a se preocupar com o regime alimentar da comunidade.\u00a0 Sabe-se pelo <em>Processo<\/em> que pediu que moderassem o dr\u00e1stico jejum\u00a0 determinado pela jovem fundadora. Fez mesmo com que o bispo interviesse sobre o tema. Na <em>Terceira Carta a In\u00eas de Praga<\/em> Clara toca na quest\u00e3o do jejum e das orienta\u00e7\u00f5es de Francisco a esse respeito: as\u00a0 irm\u00e3s\u00a0 n\u00e3o s\u00e3o obrigadas ao jejum\u00a0 no tempo pascal, nas festas de Nossa Senhora e dos ap\u00f3stolos, nem \u00e0s quintas feiras&#8230; normas\u00a0 n\u00e3o rigorosas para a \u00e9poca.\u00a0 No\u00a0 <em>Audite Poverelle<\/em>,\u00a0 Francisco pede as irm\u00e3s utilizem as esmolas sem excessivo escr\u00fapulo. Que se preste aten\u00e7\u00e3o nas irm\u00e3s doentes ou mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Em seu\u00a0 Testamento\u00a0 Clara se considera a \u201cplantinha\u00a0 de Francisco\u201d.\u00a0 Designa sua comunidade de planta\u00e7\u00e3o do bem-aventurado Pai que e cultivou e fez crescer,\u00a0 como fundador\u00a0 e plantador (jardineiro). Com estas imagens da horticultura\u00a0 sentimos como Clara via em Francisco um \u201ccuidador\u201d das irm\u00e3s. Francisco, efetivamente, tinha afeto e ternura para com elas. Este cuidado atencioso era fruto de admira\u00e7\u00e3o respeitosa. Quando o p\u00e3o era pouco, a metade que se tinha ia para os frades que moravam junto do mosteiro.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Quando\u00a0 Francisco tem d\u00favidas \u00a0a respeito de sua orienta\u00e7\u00e3o de vida, ou seja, vida erem\u00edtica\u00a0 ou de prega\u00e7\u00e3o itinerante,\u00a0 recorre a\u00a0 Clara (tamb\u00e9m a frei Silvestre).\u00a0 Gravemente doente ele vem descansar em S\u00e3o Dami\u00e3o\u00a0 por cinquenta dias e \u00e9 ali que ele comp\u00f5e\u00a0 o C\u00e2ntico do Sol.\u00a0 Quando ele fala de lua, estrelas claras, preciosas e belas, irm\u00e3 \u00e1gua pura e casta\u00a0 n\u00e3o podemos deixar de pensar que Clara esteja por detr\u00e1s de tais imagens.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Francisco j\u00e1 havia escrito em seu Testamento: \u201cNingu\u00e9m me mostrou o que devia fazer, mas o\u00a0 pr\u00f3prio Alt\u00edssimo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho\u201d. Clara, no cora\u00e7\u00e3o de sua Regra,\u00a0 transcreve o embri\u00e3o do texto normativo que ele havia composto para as irm\u00e3s de S\u00e3o Dami\u00e3o, texto em que se nota a identidade comum de sua voca\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica: \u201cVisto que por inspira\u00e7\u00e3o divina,\u00a0 vos fizestes filhas e servas do alt\u00edssimo e sumo Rei, o Pai celeste e desposaste\u00a0 o Esp\u00edrito,\u00a0 Santo escolhendo viver segundo a perfei\u00e7\u00e3o do Santo Evangelho, quero e\u00a0 prometo por mim e por meus irm\u00e3os ter sempre por v\u00f3s diligente cuidado e especial\u00a0 solicitude como tenho por eles&#8230;\u201d (<em>Regra de Santa Clara, Cap.VI<\/em>).<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Estudos recentes afirmam que, quando Clara se disp\u00f5e a escrever\u00a0 uma Regra n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de estabelecer normas a serem rigorosamente observadas em vista de se atingir um ideal de perfei\u00e7\u00e3o como as Regras\u00a0 de Hugolino e Inoc\u00eancio\u00a0 &#8211;\u00a0 mas de definir uma voca\u00e7\u00e3o, um encontro com\u00a0 uma pessoa viva, o Senhor Jesus Cristo.\u00a0 Estudos recentes assinalam que no modelo de vida proposto por\u00a0 Francisco e Clara\u00a0 \u201csomos irm\u00e3os e irm\u00e3s porque\u00a0 filhos\u00a0 do \u00danico Pai e irm\u00e3os do \u00danico Irm\u00e3o\u201d. Como caracterizar a novidade desta vida fraterna\u00a0 segundo o Evangelho?<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Fundamentalmente, sem d\u00favida, trata-se qualidade do olhar dirigido\u00a0 \u00e0s pessoas: olhar de confian\u00e7a, de esperan\u00e7a, de respeito, de maravilhamento, como olhar da m\u00e3e para com os filhos, como o olhar do jardineiro sobre as plantas que crescem. Este n\u00e3o sabe como se d\u00e1 o crescimento\u00a0 mesmo tendo ele sido o plantador.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Em seguida, uma aten\u00e7\u00e3o concreta para com as pessoas.\u00a0 Em S\u00e3o Dami\u00e3o havia muitas irm\u00e3s doentes. Em sua<em> Regra, <\/em>Clara alude ao fato em quase todos os cap\u00edtulos: faz-se necess\u00e1rio providenciar roupas, alimenta\u00e7\u00e3o, medicamentos, velar pelo repouso. As irm\u00e3s partilhar\u00e3o esses cuidados com a abadessa. Na enfermaria ser\u00e1 sempre poss\u00edvel falar com discri\u00e7\u00e3o para distrair as irm\u00e3s&#8230; quando pessoas v\u00eam visit\u00e1-las poder\u00e3o dizer palavras edificantes, o que em outras Regras \u00e9 formalmente proibido. Com as orienta\u00e7\u00f5es da Regra de Clara estamos longe das Constitui\u00e7\u00f5es de Hugolino\u00a0 sugerindo na medida do poss\u00edvel\u00a0 que as doentes tivessem um lugar afastado. L\u00e1 estariam separadas das irm\u00e3s de boa sa\u00fade para n\u00e3o causar desordem nem perturba\u00e7\u00e3o nas atividades da casa ou no descanso das irm\u00e3s&#8230;\u00a0 Vale observar que a maioria dos milagres operados por Clara, durante sua vida e depois de sua morte, visavam doentes e enfermos. Clara \u00e9 toda compaix\u00e3o. O <em>Processo de Canoniza\u00e7\u00e3o<\/em>, a Vita de Celano nos mostram Clara muito pr\u00f3xima de irm\u00e3s atormentadas: se uma ou outra fosse presa do desgosto e da tenta\u00e7\u00e3o, Clara chamava-a \u00e0 parte e chorava com ela&#8230; colocava-se de joelhos diante das irm\u00e3s que sofriam e lhes prodigalizava carinhos maternos&#8230;<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Uma vida segundo o Evangelho supunha, no pensamento de Clara,\u00a0 grande liberdade entre as irm\u00e3s.\u00a0 Em sua Regra, a maior parte das determina\u00e7\u00f5es\u00a0 se acham acrescidas de observa\u00e7\u00f5es como estas:\u00a0 \u201cse\u00a0 acharem bom..\u201d&#8230; \u201cse julgarem oportuno\u201d&#8230;\u00a0 Quando, de outro lado,\u00a0 h\u00e1 uma\u00a0 f\u00f3rmula do g\u00eanero : \u201cque sejam firmemente obrigadas\u201d&#8230; refere-se\u00a0 \u00e0 abadessa que dever\u00e1 pedir o consentimento de todas as irm\u00e3s&#8230;\u201d.\u00a0 Entre as irm\u00e3s, Clara\u00a0 v\u00ea igualdade total. Ela se comporta como m\u00e3e, irm\u00e3 e serva de todas. Deseja tamb\u00e9m que as irm\u00e3s desempenhem esses pap\u00e9is. Por isso, ela retoma textualmente\u00a0 no cap\u00edtulo\u00a0 VIII de sua Regra o que Francisco que havia escrito:\u00a0 \u201cE onde est\u00e3o e onde quer que se encontrarem os irm\u00e3os, mostrem-se mutuamente familiares entre si. E com confian\u00e7a um manifeste ao outro a sua necessidade, porque se a m\u00e3e nutre a \u00a0seu filho\u00a0 carnal, quanto mais diligentemente\u00a0 n\u00e3o deve cada\u00a0 um amar e nutrir a seu irm\u00e3o espiritual\u201d. Antes deste texto, para seus irm\u00e3os itinerantes,\u00a0 Francisco havia observado: \u201cEm todos os lugares em que se encontrarem os irm\u00e3os,\u00a0 mostrem-se da mesma fam\u00edlia uns para com os outros, o que implica simplicidade, familiaridade, tomada de considera\u00e7\u00e3o da vida cotidiana. Clara, por sua vez, mesmo num ambiente fechado\u00a0 como era o mosteiro de S\u00e3o\u00a0 Dami\u00e3o,\u00a0 pede que as irm\u00e3s se encontrem, se estimem,\u00a0 se \u201cnutram\u201d espiritualmente:\u00a0 \u201cPorque todas devem prover e servir\u00a0 suas irm\u00e3s enfermas, como gostariam de ser servidas, se tivessem alguma doen\u00e7a. Manifeste com sua seguran\u00e7a, uma \u00e0 outra,\u00a0 sua necessidade. E se uma m\u00e3e ama e nutre sua filha carnal, quanto mais diligentemente\u00a0 deve uma irm\u00e3 amar e nutrir\u00a0 sua irm\u00e3 espiritual?\u201d (cap. VIII).\u00a0 Clara n\u00e3o tem medo da ternura e de suas manifesta\u00e7\u00f5es. Em seu <em>Testamento<\/em> tem ela uma exorta\u00e7\u00e3o cheia de brilho: \u201cE amando-vos umas\u00a0 \u00e0s outras com a caridade de Cristo, demonstrai por fora, por meio de boas obras, o amor que tendes dentro para que provocadas por este exemplo, as irm\u00e3s cres\u00e7am sempre\u00a0 no amor de Deus na m\u00fatua caridade.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> Esta mesma dimens\u00e3o de amor compaix\u00e3o Clara manifesta para com a cidade de Assis (duas vezes sitiada) e para pessoas de fora do mosteiro:\u00a0 doentes, deficientes, infelizes acorrem a S\u00e3o Dami\u00e3o para buscar cura.\u00a0 Somos obrigados a relativizar a afirma\u00e7\u00e3o de Celano: \u201c&#8230; elas adquiriram especial gra\u00e7a de abstin\u00eancia e do sil\u00eancio a ponto de absolutamente n\u00e3o precisarem esfor\u00e7ar-se por coibir o apetite e a frear a l\u00edngua; e algumas delas estavam t\u00e3o desacostumadas a conversas que quando a necessidade exige que elas falem, mal se recordam de formar palavras como conv\u00e9m (1Celano 20). \u201cClara unificou profundamente sua vida e seu olhar para ir al\u00e9m\u00a0 das apar\u00eancias: na contempla\u00e7\u00e3o do Cristo pobre e crucificado de S\u00e3o Dami\u00e3o, Clara\u00a0 compreende o sofrimento\u00a0 indiz\u00edvel do homem Deus e por ele abra\u00e7a todos aqueles pelos quais ele morreu. Recebem elas seus irm\u00e3os e os filhos dos homens como seus filhos espirituais os quais ale nutre e ama \u00a0como uma m\u00e3e ama seu filho, manifestando-lhes afeto por ato sua ternura .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa Clara de Assis &#8211; Frei Almir Guimar\u00e3es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":176235,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[65],"tags":[108],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Clara de Assis, vida de servi\u00e7o e amor fraterno - Carisma - Franciscanos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/clara-de-assis-vida-de-servico-e-amor-fraterno.html\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Clara de Assis, vida de servi\u00e7o e amor fraterno - 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