{"id":177172,"date":"2020-10-06T07:25:49","date_gmt":"2020-10-06T10:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?p=177172"},"modified":"2020-10-06T07:29:34","modified_gmt":"2020-10-06T10:29:34","slug":"oitocentosanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/oitocentosanos.html","title":{"rendered":"800 Anos de Noviciado na Ordem dos Frades Menores"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_177173\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-177173\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-177173 size-full\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/francisco_0610.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/francisco_0610.jpg 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/francisco_0610-450x241.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/francisco_0610-768x411.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/francisco_0610-150x80.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><p id=\"caption-attachment-177173\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Cena do filme de Roberto Rossellini <\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>Frei Marco Antonio dos Santos<\/strong><\/p>\n<p>No dia 22 de setembro de 1220, com a Bula<em> Cum secundum Concilium<\/em> do Papa Hon\u00f3rio III, ficou estabelecido que, a partir de ent\u00e3o, nenhum dos irm\u00e3os poderia ser admitido \u00e0 Profiss\u00e3o em nossa Ordem sem antes ter feito o <em>Ano de Prova\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Por <em>Ano de Prova\u00e7\u00e3o<\/em>, entenda-se o que hoje chamamos de Noviciado.<\/p>\n<p>Inspirados pela \u201cgra\u00e7a da origem\u201d, celebramos tamb\u00e9m este jubileu, no qual queremos render gra\u00e7as por tantos benef\u00edcios que nos t\u00eam Deus concedido e, neste esp\u00edrito, para melhor incorporarmos esta gra\u00e7a recebida, vejamos um pouco da nossa hist\u00f3ria e espiritualidade.<\/p>\n<p>Narra-nos a Legenda dos Tr\u00eas Companheiros que: \u201c<em>Tornando-se conhecida de muitos a verdade de t\u00e3o simples ensinamento, bem como da vida do Bem-aventurado Francisco, ap\u00f3s dois anos de sua convers\u00e3o, por seu exemplo, alguns homens come\u00e7aram a animar-se para a penit\u00eancia e, abandonando todas as coisas, a unir-se a ele pelo h\u00e1bito e pela vida,&#8230;<\/em>\u201d (27,1).<\/p>\n<p>O modo como estes primeiros irm\u00e3os foram acolhidos por Francisco e, em seguida, a maneira como tamb\u00e9m eles acolheram os que come\u00e7aram a vir a n\u00f3s, marcou um novo jeito de ser e de estar na Igreja de ent\u00e3o. De forma que, tomados por esta consci\u00eancia e de cora\u00e7\u00e3o aberto para a gra\u00e7a recebida, os que \u201cpor inspira\u00e7\u00e3o divina, querendo aceitar esta vida\u201d viessem ao encontro dos irm\u00e3os, deveriam ser \u201drecebidos benignamente por eles\u201d (cf. RegNB II,1; Test 16). A palavra \u201creceber\u201d tem aqui, por intui\u00e7\u00e3o de Francisco, o sentido da gra\u00e7a, do dom da voca\u00e7\u00e3o que nos vem de Deus. E, portanto, quem move, inspira e d\u00e1 voca\u00e7\u00e3o para \u201creceber\u201d esta vida \u00e9 o Esp\u00edrito do Senhor (cf. 1Cel 26-28;31; AnPer 18; Leg3Com 36; 2Cel 40; LegM lIl,4).<\/p>\n<p>Deste modo, aos que por inspira\u00e7\u00e3o divina v\u00eam a n\u00f3s, Francisco nunca usa o termo \u201centrar\u201d para acolh\u00ea-los, pois, para ele n\u00e3o se \u201centra\u201d para formar parte de uma Fraternidade ou de uma Prov\u00edncia, nem t\u00e3o pouco se deve impor sobre eles uma determinada forma de vida, mas, sim, os que v\u00eam a n\u00f3s, por gratuidade divina, \u201crecebem\u201d um modo de vida j\u00e1 existente e o assumem e o abra\u00e7am de livre e espont\u00e2nea vontade; e, concretamente, este modo de vida \u00e9 a nossa Regra, cujo teor e esp\u00edrito nos movem em Fraternidade. E, por isto mesmo, a Fraternidade n\u00e3o deve p\u00f4r a prova o candidato que vem, mas, simplesmente acolh\u00ea-lo e lhe apresentar o que para ela \u00e9 a sua \u201cvida\u201d, de modo que a decis\u00e3o de aderir ou n\u00e3o a ela \u00e9 daquele que vem ao nosso encontro.<\/p>\n<p>E \u00e9 neste senso, que a Regra Bulada e N\u00e3o Bulada nos dizem: \u201cSe alguns quiserem aceitar esta vida e vierem aos nossos irm\u00e3os,&#8230;\u201d (RegNB II,1; RegB II,1). Vejam que os verbos querer e vir sup\u00f5em aqui uma decis\u00e3o pr\u00f3pria e n\u00e3o uma imposi\u00e7\u00e3o interna ou externa (cf. Frei Fernando Uribe, ofm). E, \u00e9 partindo desta concep\u00e7\u00e3o, que Francisco depois ir\u00e1 escrever em seu Testamento: \u201cE depois que o Senhor me deu irm\u00e3os,&#8230;\u201d (14).<\/p>\n<p>Movidos ent\u00e3o, por este esp\u00edrito, o modo como Francisco e os primeiros irm\u00e3os acolhem os que v\u00eam a n\u00f3s difere da pr\u00e1tica daquele tempo. A Regra de S\u00e3o Bento, por exemplo, diz expressamente aos que desejam fazerem-se monges que \u201cn\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser admitido\u201d, e estabelece que devem perseverar quatro ou cinco dias \u00e0s portas do mosteiro sofrendo com paci\u00eancia as injurias e a espera antes de serem admitidos (cf. Regra Beneditina, cap\u00edtulo 58). E muito mais r\u00edgidas eram as normas de Cassiano e dos chamados \u201cQuatro Padres\u201d (cf. DELAITE, Commentaire sur la R\u00e8gle de Saint Beno\u00eet par l\u2019abb\u00e9 de Solesmes, 424-425; A. DE VOG\u00dcE, La R\u00e8gle de Saint Beno\u00eet, 1313).<\/p>\n<p>Com este jeito de ser e apresentando para a Igreja daquele per\u00edodo, um novo modo de acolher e vivenciar o apostolado, ou seja, como itinerantes, Francisco e os nossos primeiros irm\u00e3os abrem uma nova perspectiva de experienciar e testemunhar o Evangelho, onde o \u201cclaustro\u201d passa a ser o mundo e, para acompanh\u00e1-los, era preciso evangelizar-se para evangelizar, assumindo assim uma vida apost\u00f3lica-erem\u00edtica.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram poucos os que se sentiram atra\u00eddos por este modo de vida. Tanto que, em pouco tempo, o n\u00famero dos irm\u00e3os cresceu consideravelmente (em 1220 \u00e9ramos mais de 3.000 frades). Juntos, buscavam \u201cseguir os vest\u00edgios de Cristo\u201d como fundamento da voca\u00e7\u00e3o a que foram chamados. E foi assim, movido por este esp\u00edrito, que Francisco depois escreveu na Regra: \u201cOs irm\u00e3os de nada se apropriem, nem de casa, nem de lugar, nem de coisa alguma. E, como peregrinos e estrangeiros (Cf. 1Pd 2,11) neste s\u00e9culo, sirvam ao Senhor na pobreza e na humildade\u201d (RegB VI,1-2). E os exorta que, em sua itiner\u00e2ncia como menores, fossem \u201cbrandos, pac\u00edficos e modestos, mansos e humildes, falando honestamente com todos como conv\u00e9m\u201d (RegB III,11). E exortou-os ainda: \u201c\u00c9 para isto que o Senhor vos enviou pelo mundo inteiro para testemunhardes a sua voz pela palavra e pela obra e fa\u00e7ais saber a todos que n\u00e3o h\u00e1 outro onipotente al\u00e9m d\u2019Ele\u201d (CtOrd 9).<\/p>\n<p>A vida santa e simples dos frades menores nesta itiner\u00e2ncia toca o cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas. Isto num tempo em que o movimento minor\u00edtico come\u00e7a a crescer dentro da Igreja e em meio \u00e0 sociedade. Contudo, sem querer aprofundar esta quest\u00e3o, basta-nos agora a consci\u00eancia de que neste tempo crescem tamb\u00e9m os movimentos her\u00e9ticos. E, com a persegui\u00e7\u00e3o da Igreja a estes movimentos her\u00e9ticos-pauper\u00edsticos, os frades, vivendo sem nada de pr\u00f3prio e como itinerantes, passam pelas mais variadas experi\u00eancias. Isto porque o nosso carisma era ainda uma novidade para a Vida Religiosa dentro da Igreja e, deste modo, \u00e9ramos pouco conhecidos. Consequentemente, para que n\u00e3o f\u00f4ssemos mais confundidos com os contestadores dos movimentos her\u00e9ticos, ser\u00e1 a partir do jeito de viver a penit\u00eancia, de se vestir e no apoio que recebemos dos Papas que nos ser\u00e1 dada uma identidade dentro da Igreja e no conv\u00edvio com o povo.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a Ordem est\u00e1 crescendo e j\u00e1 n\u00e3o pode ser acompanhada de um modo, vamos dizer assim, \u201ccaseiro\u201d, como vinha sendo feito at\u00e9 ent\u00e3o. Outro fator \u00e9 que estamos aqui num tempo de transi\u00e7\u00e3o entre a \u201cintui\u00e7\u00e3o\u201d e a \u201cinstitui\u00e7\u00e3o\u201d. Dizendo de um jeito muito simpl\u00f3rio e sint\u00e9tico, se at\u00e9 ent\u00e3o os que vinham a n\u00f3s eram acolhidos benignamente pelos irm\u00e3os e faziam com eles um itiner\u00e1rio formativo, sendo depois oficialmente recebidos por Francisco na Fraternidade, a nova realidade que est\u00e1vamos vivendo exigia naquele momento novas atitudes. Dentro de um conceito mais amplo e n\u00e3o abordado aqui, podemos ent\u00e3o supor que, entre os \u201crecebidos\u201d, havia os que, vindos de movimentos her\u00e9ticos, simplesmente eram acolhidos na Ordem, tanto que, em 1223 Francisco deixar\u00e1 prescrito na Regra Bulada que: \u201cOs ministros, por\u00e9m, os examinem diligentemente sobre a f\u00e9 cat\u00f3lica e os sacramentos eclesi\u00e1sticos\u201d (II,2). Um outro fator, \u00e9 que entre os que entravam havia tamb\u00e9m os que j\u00e1 n\u00e3o tinham mais a consci\u00eancia do esp\u00edrito que moveu os primeiros frades. Em vista disto, o acolhimento inicial j\u00e1 n\u00e3o tinha mais o mesmo efeito. E, se n\u00e3o bastasse, havia ainda os girovagos que n\u00e3o se assentavam na experi\u00eancia concreta de vida dos frades. Fatos estes que v\u00e1rios conflitos vieram a criar na Ordem nascente que trazia em si, como vimos, uma grande novidade pelo seu jeito de ser e de estar na Igreja e no mundo.<\/p>\n<p>Por conseguinte, h\u00e1 uma interfer\u00eancia que parte tanto da vida interna da Ordem quanto da pr\u00f3pria Igreja no modo de acolher e acompanhar os que v\u00eam a n\u00f3s. Exemplo disto se v\u00ea na Regra Bulada quando, num tom jur\u00eddico, Francisco tamb\u00e9m prescreve aos que quiserem vir a n\u00f3s, que sejam enviados \u201caos ministros provinciais, aos quais somente e n\u00e3o a outros se conceda a licen\u00e7a de \u2018receber\u2019 irm\u00e3os\u201d. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que o deslocamento desta espont\u00e2nea e calorosa acolhida de sabor evang\u00e9lico para um r\u00edgido procedimento jur\u00eddico esteja indicando tacitamente a inten\u00e7\u00e3o de subsanar alguns abusos que puderam ter ocorrido nos primeiros anos da Fraternidade, aos que em grande parte tratou de sair-lhe, ent\u00e3o, ao encontro a bula pontif\u00edcia Cum secundum Concilium de 1220\u201d (cf. Frei Fernando Uribe, ofm).<\/p>\n<p>\u201cPortanto, a ideia original de Francisco, como dita, pouco a pouco est\u00e1 sendo submetida aos sistemas organizativos da Igreja. Outro que, al\u00e9m da Igreja estar saturada de problemas criados por grupos de contesta\u00e7\u00e3o, pelo baixo n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o do clero e da presen\u00e7a dos gir\u00f3vagos que n\u00e3o assumiam compromisso com nenhuma Ordem, ajudando a piorar a situa\u00e7\u00e3o, a Ordem tamb\u00e9m n\u00e3o se v\u00ea alheia a este problema da forma\u00e7\u00e3o e dos gir\u00f3vagos. E \u00e9 ent\u00e3o com a finalidade de resolver estes problemas que, no dia 22 de setembro de 1220, o Papa Hon\u00f3rio III publicou a bula Cum secundum Concilium, que implantava a obrigatoriedade do Ano de Prova\u00e7\u00e3o\u201d (Frei Sandro Roberto da Costa, ofm; cf. De Paris, Histoire de la fondation et de l\u2019\u00e9volution de l\u2019O.F.M., 71-75).<\/p>\n<p>Este procedimento come\u00e7ou a firmar os passos formativos da Ordem Franciscana e assentou entre os frades menores uma experi\u00eancia, n\u00e3o sem suas crises, mas, certamente, provocada e iluminada pela consci\u00eancia do saber se estamos ou n\u00e3o sendo movidos pelo Esp\u00edrito do Senhor.<\/p>\n<p>E, \u00e9 neste esp\u00edrito que hoje a Igreja e a Ordem, segundo o tempo que estamos vivendo, possuem seu modo pr\u00f3prio de receber e encaminhar os irm\u00e3os que v\u00eam a n\u00f3s em sua Forma\u00e7\u00e3o Inicial.<br \/>\nA gratuidade e a benignidade no modo de acolher e receber permanecem sempre iluminadas pelo Esp\u00edrito do Senhor que continua chamando e enviando irm\u00e3os. Assim como a intui\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco, que nos diz: \u201cse ele estiver firme para aceitar a nossa vida,&#8230; O ministro, na verdade, receba-o benignamente, conforte-o e exponha-lhe diligentemente o teor da nossa vida\u201d (RegB II 2-3). Ou seja, o discernimento feito junto aos irm\u00e3os que recebemos, deve partir do \u201cteor da nossa vida\u201d que ter\u00e1, segundo o tempo que vivemos, as suas pr\u00f3prias exig\u00eancias. Tanto que nos \u00e9 dado hoje obedecer ao que nos prescreve, neste senso, n\u00e3o somente a Igreja, como igualmente, as nossas Constitui\u00e7\u00f5es Gerais e a nossa Ratio Formationis Franciscanae que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Forma\u00e7\u00e3o Inicial, dentre outros, nos orienta que:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>1.<\/strong> A forma\u00e7\u00e3o franciscana tem seu fundamento no encontro pessoal com o Senhor e inicia com o chamado de Deus e a decis\u00e3o de cada um de seguir com S\u00e3o Francisco as pegadas de Cristo pobre e crucificado, como disc\u00edpulo seu, sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>2.<\/strong> A forma\u00e7\u00e3o franciscana \u00e9 um processo cont\u00ednuo de crescimento e de convers\u00e3o que compromete toda a vida da pessoa (cf. VC 65), chamada a desenvolver a pr\u00f3pria dimens\u00e3o humana, crist\u00e3 e franciscana, vivendo radicalmente o santo Evangelho, em esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o, em fraternidade e minoridade.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>173.<\/strong> A forma\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 o tempo privilegiado em que os candidatos, com um especial acompanhamento do Mestre e da Fraternidade formativa, s\u00e3o iniciados no seguimento de Cristo, segundo a forma de S\u00e3o Francisco e a s\u00e3 tradi\u00e7\u00e3o da Ordem, assumindo e integrando progressivamente seus particulares dons pessoais com os valores aut\u00eanticos e caracter\u00edsticos da voca\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica do frade menor.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>179.<\/strong> O Postulantado \u00e9 uma etapa necess\u00e1ria para a adequada prepara\u00e7\u00e3o ao Noviciado (cf. CDC 597 \u00a72), durante a qual o postulante confirma a pr\u00f3pria determina\u00e7\u00e3o de converter-se atrav\u00e9s de uma progressiva passagem da vida secular para a forma de vida franciscana.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>190<\/strong>. O Noviciado \u00e9 o tempo em que o novi\u00e7o come\u00e7a a vida na Ordem, continua o discernimento e o aprofundamento da pr\u00f3pria decis\u00e3o de seguir a Jesus Cristo na Igreja e no mundo de hoje segundo o esp\u00edrito de S\u00e3o Francisco, conhece e experimenta mais profundamente a forma de vida franciscana (cf. CCGG 152).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>204.<\/strong> O tempo da Profiss\u00e3o tempor\u00e1ria aperfei\u00e7oa a forma\u00e7\u00e3o inicial franciscana nos seus diversos aspectos, te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos, a fim de tornar o Frade apto a viver mais integralmente a vida e a miss\u00e3o pr\u00f3pria da Ordem no mundo de hoje, e a preparar-se para emitir a Profiss\u00e3o solene (cf. CCGG 157; 158 \u00a71).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>215.<\/strong> No exame da idoneidade do Frade para a Profiss\u00e3o solene, alguns crit\u00e9rios que deveriam ser levados em conta s\u00e3o: maturidade afetiva; sinais evidentes de um adequado e maduro relacionamento com Deus pela ora\u00e7\u00e3o; iniciativa pessoal e responsabilidade pela pr\u00f3pria vida religiosa; capacidade de vida e de trabalho com a Fraternidade; capacidade de ser ativo e orientado para servir os outros, especialmente os mais pobres; sentido de justi\u00e7a, paz e respeito pela cria\u00e7\u00e3o; esp\u00edrito de miseric\u00f3rdia e de reconcilia\u00e7\u00e3o; capacidade de assumir um compromisso definitivo, observando os conselhos evang\u00e9licos; disponibilidade para testemunhar e anunciar o santo Evangelho; suficiente liberdade interior e pr\u00e1tica da pobreza; sentido de perten\u00e7a \u00e0 Fraternidade, \u00e0 Prov\u00edncia, \u00e0 Ordem e \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>Como temos visto, a gra\u00e7a da voca\u00e7\u00e3o religiosa foi e sempre ser\u00e1 inspira\u00e7\u00e3o de Deus e, \u00e9 a partir desta inspira\u00e7\u00e3o, que os que v\u00eam a n\u00f3s \u201crecebem\u201d um modo de vida j\u00e1 existente e o assumem e o abra\u00e7am de livre e espont\u00e2nea vontade, n\u00e3o querendo assim inserir ou impor outro jeito de ser e de estar conosco, mas, sim, por querer vir e aceitar este modo de vida, assumem a Regra e a Constitui\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria dos frades menores. Portanto, a decis\u00e3o de aderir ou n\u00e3o ao nosso modo de vida foi e ser\u00e1 sempre, em primeiro lugar, daquele que, por inspira\u00e7\u00e3o divina vem ao nosso encontro, e \u00e9 para isto que o seu tempo de Forma\u00e7\u00e3o Inicial tem a dura\u00e7\u00e3o de dez anos, tempo suficiente para ele ter uma decis\u00e3o madura, respons\u00e1vel e de ades\u00e3o \u00e0 Fraternidade, al\u00e9m, claro, de ser um tempo justo para que tamb\u00e9m a Fraternidade possa ter, em rela\u00e7\u00e3o a ele, a consci\u00eancia da sua inten\u00e7\u00e3o e do seu firme prop\u00f3sito no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo como frade menor e assim receber os Votos Solenes.<\/p>\n<p>\u201c<strong><em>E depois que o Senhor<\/em> me deu irm\u00e3os,&#8230;<\/strong>\u201d (Test 14).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Bendito e louvado seja Deus pelo dom de nossa voca\u00e7\u00e3o franciscana!<br \/>\nEm S\u00e3o Francisco e Santa Clara: Paz e Bem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo de Frei Marco Antonio dos Santos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":177174,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[112],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - 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