{"id":176889,"date":"2020-04-16T10:21:19","date_gmt":"2020-04-16T13:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?p=176889"},"modified":"2020-04-16T10:21:19","modified_gmt":"2020-04-16T13:21:19","slug":"irmas-clarissas-elementos-de-formacao-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/irmas-clarissas-elementos-de-formacao-i.html","title":{"rendered":"Irm\u00e3s Clarissas &#8211; Elementos  de Forma\u00e7\u00e3o &#8211; I"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-176891\" src=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/artigo_almir_01.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/artigo_almir_01.jpg 840w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/artigo_almir_01-450x241.jpg 450w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/artigo_almir_01-768x411.jpg 768w, https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/artigo_almir_01-150x80.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00a0JESUS, O VIVENTE ( Jo\u00e3o\u00a0 20,\u00a0 1- 18)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>\u00c9loi Leclerc,\u00a0 franciscano franc\u00eas de acidentada e dolorida biografia em campos de concentra\u00e7\u00e3o durante a\u00a0 Segunda Guerra Mundial,\u00a0 foi um dos pensadores\u00a0 e escritores\u00a0 franceses\u00a0 que mais se deixaram envolver pela\u00a0\u00a0 figura de Francisco de Assis.\u00a0 No texto a seguir, ele n\u00e3o aborda \u201cseu\u201d Francisco de Assis.\u00a0 Trata-se de uma medita\u00e7\u00e3o para este tempo pascal.\u00a0 Transcrevo seu texto com pequenas adapta\u00e7\u00f5es.\u00a0 \u00c9 tirado da obra tem como t\u00edtulo <\/em>\u00a0\u201cVida em Plenitude. Explorando o Evangelho de Jo\u00e3o\u201d, Ed. Franciscana.\u00a0 <em>Diante de meus olhos uma c\u00f3pia do cap. 9.\u00a0\u00a0 Boa leitura!<\/em><\/p>\n<p><strong>Frei\u00a0 Almir\u00a0\u00a0 Ribeiro\u00a0 Guimar\u00e3es, OFM<\/strong><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Era o primeiro dia da semana ap\u00f3s os tr\u00e1gicos acontecimentos da Sexta-feira Santa. Alta madrugada, estando ainda muito escuro, Maria\u00a0 Madalena foi ao t\u00famulo. Queria prestar uma \u00faltima homenagem \u00e0quele que tanto representava para ela,\u00a0 seu Mestre e Senhor.<\/p>\n<p>Quando l\u00e1 chegou, ficou estupefata e angustiada ao verificar que o t\u00famulo\u00a0 estava aberto. A pedra tinha sido\u00a0 retirada. \u00a0Sem perder um instante correu a prevenir Sim\u00e3o Pedro e o outro disc\u00edpulo, do qual Jesus era particular amigo.\u00a0 Os dois acorreram de imediato. Vendo o t\u00famulo aberto, entram nele,\u00a0 descobrem as faixas no\u00a0 ch\u00e3o,\u00a0 e dobrado \u00e0 parte, o sud\u00e1rio que lhe cobrira a cabe\u00e7a.\u00a0 Jo\u00e3o \u201cviu e acreditou\u201d, diz o evangelho.\u00a0 Mas nem ele, nem Sim\u00e3o viram o Senhor. E regressaram \u00e0 casa. Maria, essa continuou\u00a0 ao p\u00e9 do t\u00famulo, banhada em pranto,\u00a0 com o olhar\u00a0 fixo na abertura escancarada.\u00a0 O espanto inicial deu lugar \u00e0 desola\u00e7\u00e3o.\u00a0 N\u00e3o p\u00f4de conter as l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>Jesus tinha sido para ela a luz da vida.\u00a0 Tinha-a libertado, levando-a a descobrir a verdadeira vida e o verdadeiro amor.\u00a0 E ela, com toda a sua alma apaixonada, seguira-o at\u00e9 o fim, at\u00e9 junto da cruz, sofrendo, por v\u00ea-lo sofrer no mais completo abandono.\u00a0 Ap\u00f3s\u00a0 o repouso obrigat\u00f3rio do s\u00e1bado, logo ao raiar da aurora\u00a0 do domingo, acorreu pressurosa\u00a0 ao t\u00famulo,\u00a0 a fim de usufruir um pouco da presen\u00e7a do Mestre ao p\u00e9 de seus restos mortais. Mas o t\u00famulo estava vazio.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o tivessem contentado com fazerem-no sofrer e morrer e terem-no coberto de opr\u00f3brios diante de todo o povo, s\u00f3 faltava agora roubarem-lhe o corpo, fazendo-o desaparecer por completo.\u00a0\u00a0 Aos olhos de\u00a0 Maria Madalena, o c\u00e9u e\u00a0 terra\u00a0 passaram a estar privados da luz. Ela\u00a0 vivia um desses momentos de desespero em que a pessoa n\u00e3o consegue libertar-se da ideia\u00a0 de que o mundo\u00a0 n\u00e3o tem sentido, perante o vazio onde se afundam todas as esperan\u00e7as, certezas\u00a0 e amores.<\/p>\n<p>N\u00e3o restava qualquer\u00a0 vest\u00edgio sens\u00edvel\u00a0 do Mestre amado e adorado.\u00a0 Nenhuma rel\u00edquia\u00a0 daquele que dera sentido\u00a0 \u00e0 sua\u00a0 exist\u00eancia, \u00e0 sua \u00e2nsia de\u00a0 viver.\u00a0 A\u00a0 vida para ela perdera\u00a0 todo o sentido.<\/p>\n<p>Entretanto,\u00a0 ao inclinar-se para o interior\u00a0 do t\u00famulo,\u00a0 viu dois seres de luz, dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar\u00a0 onde fora deposto o corpo de Jesus.\u00a0 Perguntaram-lhe eles:\u00a0 \u201cMulher,\u00a0 por que choras?\u201d\u00a0\u00a0 Ela explicou:\u00a0 \u201cPorque levaram o\u00a0 meu Senhor, e\u00a0 n\u00e3o sei onde o puseram\u201d.\u00a0 A presen\u00e7a\u00a0 nesse lugar de dois seres de luz, parece n\u00e3o ter impressionado,\u00a0 e muito\u00a0 menos esclarecido:\u00a0 \u00e9 luz que n\u00e3o ilumina.\u00a0 Por mais extraordin\u00e1ria que seja, essa presen\u00e7a\u00a0 n\u00e3o lhe interessa.\u00a0\u00a0 S\u00f3 pensa numa coisa: roubaram-lhe\u00a0 o Senhor.\u00a0\u00a0 Nem lhe aflora uma ideia de ressurrei\u00e7\u00e3o.\u00a0 Uma vez que o\u00a0 corpo de\u00a0 Jesus n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1, s\u00f3 p\u00f5e a hip\u00f3tese de algu\u00e9m o ter tirado, de ter sido roubado.\u00a0 Maria n\u00e3o veio ao sepulcro \u00e0 procura de uma pessoa viva,\u00a0 mas apenas dos restos\u00a0 mortais de seu\u00a0 Senhor e Mestre, do \u00faltimo\u00a0 sinal de uma presen\u00e7a adorada. Estava t\u00e3o longe de esperar encontrar vivo o Senhor, que, ao voltar-se\u00a0 e ficar na presen\u00e7a\u00a0 dele n\u00e3o o reconheceu!\u00a0\u00a0 No entanto,\u00a0 \u00e9 ele, nem mas nem\u00a0 menos,\u00a0 que est\u00e1 ali,\u00a0 \u00e0 frente dela, e lhe pergunta,\u00a0 por sua vez: \u201cMulher, porque est\u00e1s a chorar?\u00a0 A quem procuras?\u201d\u00a0 Com os olhos inundados de l\u00e1grimas, at\u00e9 se\u00a0 compreende que n\u00e3o o tenha reconhecido por seu aspecto.\u00a0 Mas nem mesmo pela voz\u00a0 o identificou,\u00a0 t\u00e3o obstinada com a ideia de\u00a0 encontrar apenas um corpo inerte.\u00a0 Imaginando que fosse o encarregado da propriedade, suplicou: \u201cSe foste tu que o retiraste, diz-me onde o puseste e eu\u00a0 vou busc\u00e1-lo!\u201d<\/p>\n<p>Jesus chamou-a, ent\u00e3o pelo, nome:\u00a0 \u201cMaria!\u201d\u00a0 Essa palavra simples, pronunciada num tom afetuoso em que Jesus a ter\u00e1 dito,\u00a0 surtiu um efeito m\u00e1gico:\u00a0 Maria como que despertou, liberta de um pesadelo. Abriram-se- lhe os olhos, ficou delirante.\u00a0 Era ele, o Mestre e Senhor!\u00a0 <em>Rabuni<\/em>,\u00a0 exclamou.\u00a0 E num arroubo um tanto estouvado, quer tocar-lhe, agarr\u00e1-lo, prend\u00ea-lo&#8230; Como se tivesse medo de perd\u00ea-lo de novo.\u00a0 N\u00e3o.\u00a0 N\u00e3o se trata de um sonho ou de uma ilus\u00e3o. Ela\u00a0 est\u00e1 tocando-lhe, embora ele resista:\u00a0 \u201cDeixa-me, eu\u00a0 ainda n\u00e3o voltei para o meu Pai.\u00a0 Vai ter com os meus irm\u00e3os e d\u00e1-lhes o recado que eu volto para o meu Pai e vosso\u00a0 Pai, para o meu\u00a0 Deus e vosso Deus\u201d.\u00a0 Palavras\u00a0\u00a0 espantosas, cheias de\u00a0 mist\u00e9rio e tamb\u00e9m prenhes de sentido, encerando toda\u00a0\u00a0 a mensagem pascal que \u00e9 mensagem de vida.<\/p>\n<p>No seu enlevo impulsivo,\u00a0 Maria imaginava ter\u00a0 reencontrado\u00a0 Jesus tal\u00a0 como o tinha conhecido antes, o Mestre a quem acompanhara nas andan\u00e7as da Galileia. E n\u00e3o perdia tempo a rep\u00f4-lo no seu quadro\u00a0 familiar:\u00a0 estava j\u00e1 a v\u00ea-lo nesse rodopio de peregrina\u00e7\u00f5es, entrecortado de pausas para descanso e para conversas simples sobre o dom de Deus.\u00a0 Era a mesma pessoa, sem d\u00favida, aquele que ela acabava de encontrar, e viva como antes.\u00a0\u00a0 S\u00f3 que a nova vida tinha outra dimens\u00e3o.\u00a0\u00a0 Essa pessoa\u00a0 j\u00e1 n\u00e3o era o Rabi\u00a0 a quem ela fora t\u00e3o dedicada,\u00a0 numa venera\u00e7\u00e3o sem\u00a0 limites.\u00a0 Agora n\u00e3o se deixava\u00a0 encerrar\u00a0 num universo\u00a0 limitado e familiar.\u00a0\u00a0\u00a0 Passou a ser o\u00a0\u00a0 Senhor dos vivos. Foi isso mesmo que\u00a0 Jesus\u00a0 tentou lev\u00e1-la a compreender,\u00a0 com brandura e delicadeza.\u00a0 Pouco a pouco, docemente,\u00a0 foi lhe abrindo os olhos, para ela n\u00e3o ficar cega, deslumbrada\u00a0 com sua majestade.<\/p>\n<p>As palavras que lhe dirige s\u00e3o um convite a que ela o procure\u00a0 exatamente onde ele agora se\u00a0 encontra, onde vive em plenitude, voltado para o Pai:\u00a0 \u201cEstou de volta para meu Pai e vosso Pai\u201d.\u00a0 H\u00e1 que entender\u00a0 estas palavras\u00a0\u00a0 como o ru\u00eddo de uma torrente caudalosa a refluir para a nascente donde emanara.\u00a0 Nesse movimento de retorno,\u00a0 Jesus\u00a0 n\u00e3o vai sozinho:\u00a0 sobe para o Pai com todos os seus irm\u00e3os.\u00a0 \u00c9 a humanidade\u00a0 inteira por ele\u00a0 guindada pela luz.\u00a0 \u00c9 o velho desejo de atingir nele\u00a0 a plenitude da vida.\u00a0 \u201cQuando\u00a0 eu for levantado da terra,\u00a0 hei de atrair todos a mim\u201d,\u00a0 tinha ele declarado\u00a0 (Jo 12, 32) .\u00a0 Maria Madalena pretendia reter\u00a0 Jesus.\u00a0 Ele,\u00a0 por sua vez,\u00a0 convida-a a ela,\u00a0 juntamente com todos os seus \u201cirm\u00e3os\u201d a seguirem-no em seu movimento.\u00a0 \u00c9 um convite\u00a0 \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no j\u00fabilo pascal, na alegria da comunh\u00e3o com o Pai: \u201cSe\u00a0 me tiv\u00e9sseis amor, at\u00e9 vos alegrar\u00edeis\u00a0\u00a0 com minha ida, sabendo que eu vou para o\u00a0 Pai&#8230;\u201d\u00a0 (Jo 14,28).\u00a0 Jesus quer que a sua alegria se comunique a n\u00f3s,\u00a0 pois foi abrir-nos o caminho\u00a0 e levar-nos consigo\u00a0 para o seio do Pai, no seu regresso vitorioso.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio de seu\u00a0 evangelho,\u00a0 Jo\u00e3o apresentara os disc\u00edpulos a fazerem a Jesus uma pergunta:\u00a0 \u201cOnde \u00e9 que moras?\u201d;\u00a0 e\u00a0 Jesus a responder-lhes:\u00a0 \u201cVinde e ver!\u201d Na parte final\u00a0 do evangelho, mostra-lhes\u00a0 onde na verdade ora:\u00a0 no seu relacionamento com o Pai, na comunh\u00e3o de amor com ele &#8211;\u00a0 um comunh\u00e3o de amor a que tamb\u00e9m n\u00f3s nos associamos .<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 melhor para v\u00f3s que eu v\u00e1\u201d, dissera Jesus\u00a0\u00a0 aos disc\u00edpulos na \u00faltima conversa\u00a0 havida\u00a0 \u00a0com eles antes de morrer.\u00a0 E explicava: \u201cSeu eu n\u00e3o for, o Esp\u00edrito n\u00e3o vir\u00e1 para v\u00f3s.\u00a0 Mas seu for, em mesmo o enviarei\u201d\u00a0 (Jo 16,7).\u00a0 \u201cE quando\u00a0 vier o Esp\u00edrito da verdade,\u00a0 vai mostrar-vos toda a verdade (16, 13)\u00a0 \u201cV\u00f3s vereis ent\u00e3o que eu vivo\u00a0 e v\u00f3s igualmente haveis de viver.\u00a0 Nessa altura sabereis que eu estou unido ao Pai\u00a0 e v\u00f3s a mim&#8230;\u201d\u00a0 (Jo 14, 19-20).<\/p>\n<p>Quando\u00a0 Jesus percorria\u00a0 os caminhos da terra\u00a0 instruindo\u00a0 multid\u00f5es\u00a0 ou discutindo com escribas fariseus,\u00a0 os disc\u00edpulos que o acompanhavam\u00a0 viam-no de perto,\u00a0 de muito\u00a0 perto.\u00a0\u00a0 Mas que viam\u00a0 eles?\u00a0 Um homem fora do comum,\u00a0 sem d\u00favida,\u00a0 que despertava o entusiasmo do povo\u00a0 pelo poder dos milagres e pela autoridade do ensino. Na melhor das\u00a0\u00a0 hip\u00f3teses,\u00a0 consideravam-no um enviado de Deus, o seu Messias.\u00a0 Mas simplesmente\u00a0 um homem com sua fisionomia pr\u00f3pria, os seus tra\u00e7os caracter\u00edsticos, o\u00a0 seu timbre de voz, o brilho de seu olhar,\u00a0 seus\u00a0 gestos delicados,\u00a0\u00a0 sua maneira t\u00edpica de ensinar&#8230;\u00a0 Tantos pormenores\u00a0 exclusivos e \u00fanicos\u00a0 que o distinguiam de todos os mais.\u00a0 Os disc\u00edpulos ficaram cativados, e ficaram presos a\u00a0 essa figura radiosa.\u00a0 A proximidade sens\u00edvel e carinhosa do Mestre, a sua autoridade calma e soberana\u00a0 tinha-os impressionado e seduzido.\u00a0\u00a0 No entanto,\u00a0 precisamente esta imagem humana\u00a0 n\u00e3o os deixava descobrir\u00a0 o que Jesus tinha mais\u00a0 interesse e revelar-lhes: a vida profunda cujo\u00a0 segredo ele possu\u00eda. \u00a0A circunst\u00e2ncia de se viver muito perto de uma pessoa pode contribuir para n\u00e3o a conhecer bem. \u201cH\u00e1\u00a0 tanto\u00a0 tempo que convivo\u00a0 convosco \u00a0e n\u00e3o me conheces?\u201d, dissera\u00a0 Jesus\u00a0 a Filipe.\u00a0 Esse disc\u00edpulo, como\u00a0 os demais, pensavam que\u00a0 o conheciam perfeitamente.\u00a0 Mas a verdade \u00e9 que s\u00f3 o conheciam por fora.\u00a0 A familiaridade com o\u00a0 Mestre,\u00a0 refor\u00e7ando os aspectos humanos da conviv\u00eancia,\u00a0 fazia\u00a0 com que o seu olhar n\u00e3o passasse\u00a0 al\u00e9m das apar\u00eancias sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Por isso, o\u00a0 Mestre os prevenira:\u00a0 \u201c\u00c9 bom\u00a0 para v\u00f3s que eu me\u00a0 v\u00e1&#8230;\u201d\u00a0 (Jo 16,7).\u00a0 Era\u00a0 necess\u00e1rio\u00a0 que Jesus se afastasse dele,\u00a0\u00a0 que os privasse de sua presen\u00e7a sens\u00edvel, carnal\u00a0 a fim de\u00a0\u00a0 Esp\u00edrito poder vir abrir-lhes\u00a0 os olhos para\u00a0 sua presen\u00e7a\u00a0\u00a0 espiritual. Era preciso que o \u00eddolo, por ser t\u00e3o sedutor e humano, desaparecesse, permitindo que se revelasse o \u00edcone do Pai.\u00a0 \u201cNessa altura sabereis que eu estou unido\u00a0 ao Pai, e v\u00f3s a mim, e eu a v\u00f3s\u201d (Jo\u00a0 14,20);\u00a0 \u201cvereis que eu vivo\u00a0\u00a0 e v\u00f3s tamb\u00e9m vivereis\u201d\u00a0 (Jo\u00a0 14, 19).<\/p>\n<p>Da mesma forma,\u00a0 Maria Madalena ficara presa\u00a0 a uma vis\u00e3o demasiadamente humana de\u00a0 Jesus.\u00a0 \u00a0Mas os olhos iam-se-lhe abrindo\u00a0 \u00e0 luz pascal:\u00a0 \u201cEu vi o Senhor\u201d,\u00a0 n\u00e3o tardar\u00e1 a dizer.\u00a0 Viu e acreditou.\u00a0 No\u00a0 Jesus ressuscitado\u00a0\u00a0 podia contemplar essa vida eterna\u00a0 voltada para o Pai,\u00a0\u00a0\u00a0 a arrastar\u00a0 no seu \u00edmpeto de amor e de comunh\u00e3o a humanidade inteira,\u00a0 agora renovada.\u00a0 \u201cVai dizer aos meus irm\u00e3os\u00a0 que estou prestes a subir\u00a0 para meu Pai\u00a0 e vosso Pai,\u00a0 meu\u00a0 Deus e vosso\u00a0 Deus\u201d.\u00a0 Era o c\u00e2ntico de uma nova cria\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0 Como\u00a0 diz S\u00e3o Paulo:\u00a0 \u201cAinda que nutro\u00a0 tempo eu tenha tido acerca de Cristo um conceito demasiadamente humano,\u00a0 agora\u00a0 n\u00e3o penso assim. \u00c9 que quem vive unido a Cristo\u00a0 torna-se um pessoas nova.\u00a0 As coisas antigas passaram:\u00a0 tudo \u00e9 novo\u201d\u00a0 (2Cor 5, 16-17).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medita\u00e7\u00e3o de Frei Almir Guimar\u00e3es<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":176890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[65],"tags":[110],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - 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