{"id":133463,"date":"2017-05-18T11:20:30","date_gmt":"2017-05-18T14:20:30","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/?p=133463"},"modified":"2017-05-18T11:20:30","modified_gmt":"2017-05-18T14:20:30","slug":"regra-para-os-eremiterios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/regra-para-os-eremiterios.html","title":{"rendered":"Frei Almir comenta a Regra para os eremit\u00e9rios"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/franciscanamenteG_180517.jpg\" alt=\"franciscanamenteG_180517\" width=\"830\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p><strong>Frei Almir Guimar\u00e3es<\/strong><\/p>\n<p><em>De religiosa habitatione in eremo<\/em><\/p>\n<p>Diante de meus olhos, um espesso volume com o t\u00edtulo de Storia e teologia dell\u2019esperienza spirituale di Franceso d\u2019Assisi (504 p\u00e1ginas) de Cesare Vaiani, frade menor, professor de teologia espiritual e de hist\u00f3ria da espiritualidade medieval em faculdades da It\u00e1lia Setentrional, autor de s\u00f3lidas e numerosas obras de cunho cientifico a respeito de S\u00e3o Francisco, autoridade inquestion\u00e1vel na compreens\u00e3o das Fontes Franciscanas. Era (ou continua sendo) animador espiritual de duas fraternidades franciscanas em Mil\u00e3o. Apoiamo-nos fortemente em seu estudo para fazer estas reflex\u00f5es sobre a Regra para os Eremit\u00e9rios de S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>A vida da Fraternitas, em suas origens, fora marcada por intensa pr\u00e1tica de ora\u00e7\u00e3o, que se alternava com tempos de trabalho. Seria express\u00e3o desse ficar nas igrejas de boa vontade de que fala o Testamento. Ao lado do ritmo ordin\u00e1rio de ora\u00e7\u00e3o foram sendo acrescentados, provavelmente desde as origens, momentos de isolamento ou per\u00edodos dedicados a uma ora\u00e7\u00e3o mais intensa em lugares caracterizados pelo sil\u00eancio e prop\u00edcios para a contempla\u00e7\u00e3o. A Regra n\u00e3o bulada alude aos eremit\u00e9rios e outros lugares que podiam ser frequentados pelos irm\u00e3os, nunca por\u00e9m como propriet\u00e1rios (Rnb 7,13). Na Carta ao um Ministro encontramos tamb\u00e9m men\u00e7\u00e3o ao eremit\u00e9rio. O ministro em quest\u00e3o dever\u00e1 antepor a uma eventual vida no eremit\u00e9rio o cuidado com o irm\u00e3o de temperamento dif\u00edcil. Importante \u00e9 administrar as dificuldades com o frade que lhe causava dificuldade e n\u00e3o buscar o eremit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Segundo Esser e Paolazzi, a elabora\u00e7\u00e3o desse texto que Francisco consagra \u00e0 vida erem\u00edtica situa-se entre os anos 1217\/18 e 1221, levando-se em considera\u00e7\u00e3o que, no per\u00edodo de 1219\/1220, o Poverello esteve nas terras do Oriente. O pequeno escrito deve ter sido composto pouco antes ou pouco depois destas datas. Pode-se supor que j\u00e1 no per\u00edodo precedente a experi\u00eancia erem\u00edtica tenha sido vivida por Francisco e pela primitiva Fraternitas. Em 1211, em S\u00e3o Dami\u00e3o, Clara e suas irm\u00e3s viviam uma forma de vida retirada, parecida, em certos aspectos, com a Regra para os Eremit\u00e9rios. H\u00e1 uma semelhan\u00e7a entre a vida das irm\u00e3s e as determina\u00e7\u00f5es da Regra em quest\u00e3o: uma vida vivida em fraternidade, marcada pela recita\u00e7\u00e3o das horas lit\u00fargicas num espa\u00e7o de \u201cclausura\u201d limitando o contato com o mundo circunstante. Na aus\u00eancia de argumentos externos que possibilitem colocar em paralelo os dois textos, fica valendo a autoridade do argumento interno. Assim talvez se pudesse antecipar a data\u00e7\u00e3o da Regra para aos Eremit\u00e9rios. N\u00e3o se pode esquecer, no entanto, o destaque dado ao ministros. Esse termo ganha for\u00e7a pelos anos 1217. Assim, o texto que estudamos pode ser anterior \u00e0 viagem de Francisco ao Oriente e codificar uma experi\u00eancia que j\u00e1 era vivida e conhecida. Todos esses dados devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o quando se busca uma data\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O escrito \u00e9 apresentado pelos editores (tanto Esser, quanto Paolazzi) com o t\u00edtulo de Regula pro eremitoriis data. Necess\u00e1rio dizer que tal t\u00edtulo n\u00e3o \u00e9 o que aparece nos c\u00f3dices e sim De religiosa habitatione in eremo. Esser justifica o t\u00edtulo que deu pela leitura de seu conte\u00fado. A indica\u00e7\u00e3o de Regra, por\u00e9m, nos parece equivocada e certamente inadequada porque Regulae, nos Escritos de S\u00e3o Francisco, s\u00e3o textos de car\u00e1ter normativo a que certamente nosso texto n\u00e3o aspira. O lugar que ocupa em alguns c\u00f3dices, ou seja, no final das Admoesta\u00e7\u00f5es, leva-nos a considerar o texto como uma exorta\u00e7\u00e3o para os irm\u00e3os que vivem no eremit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o \u00e9 correta a designa\u00e7\u00e3o de Regula, equivocados tamb\u00e9m s\u00e3o os termos eremo e eremit\u00e9rio (eremus et eremitorium) que se encontram no t\u00edtulo de alguns c\u00f3dices e no pr\u00f3prio texto porque f\u00e1cil e erroneamente pensamos em eremit\u00e9rios posteriores: \u201cconventini\u201d que reproduzem, em pequena escala, a vida dos conventos grandes, com acentua\u00e7\u00e3o na dimens\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o. Necessitamos compreender a originalidade da descri\u00e7\u00e3o proposta por Francisco em tal estilo de vida. Observemos imediatamente que se trata de uma comunidade an\u00f4mala que n\u00e3o tem um guardi\u00e3o est\u00e1vel, diferente do que aconteceria posteriormente com os conventos. No eremo h\u00e1 rodizio das fun\u00e7\u00f5es. Enquanto de uma parte parece n\u00e3o existir uma igreja ou capela, de outra h\u00e1 presen\u00e7a de um vocabul\u00e1rio mon\u00e1stico, ausente em outros textos de Francisco. Necess\u00e1rio n\u00e3o pensar na modalidade de eremit\u00e9rios que conhecemos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAqueles que querem viver religiosamente nos eremit\u00e9rios sejam tr\u00eas irm\u00e3os ou no m\u00e1ximo quatro, dois deles sejam as m\u00e3es e tenham dois filhos ou um pelo menos. Esses dois, que s\u00e3o as m\u00e3es, levem a vida de Marta, e os dois filhos levem a vida de Maria (cf Lc 10, 38-42) e tenham um claustro em que cada um tenha sua pequena cela para rezar e dormir\u201d (1-2).<\/p><\/blockquote>\n<p>A primeira singularidade com respeito a uma concep\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de eremo consiste no fato de que se fala de tr\u00eas ou quatro irm\u00e3os, enquanto que o eremita, por defini\u00e7\u00e3o, deveria estar sozinho. Trata- de uma forma original de eremit\u00e9rio fraterno, experi\u00eancia comunit\u00e1ria de vida erem\u00edtica que funde numa \u00fanica s\u00edntese a dimens\u00e3o fraterna com a solit\u00e1ria ou de isolamento.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia \u00e0s figuras de Marta e Maria \u00e9 aventada tradicionalmente para designar a vida ativa e a vida contemplativa e est\u00e1 bastante presente nos Padres da Igreja. Limitando-nos ao \u00e2mbito mon\u00e1stico pode-se, por exemplo, comparar nosso texto com o teor da Regra de Grandmont (aprovada em 1189, uns trinta anos antes de nosso texto). Dela se depreende a convic\u00e7\u00e3o da superioridade da escolha de Maria com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de Marta e a diferen\u00e7a de ocupa\u00e7\u00f5es entre cl\u00e9rigos e conversos \u00e9 motivada com rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is diferentes de Marta e Maria. Nessa Regra os pap\u00e9is n\u00e3o se intercambiam. Os cl\u00e9rigos s\u00e3o sempre Maria e o conversos, sempre Marta.<\/p>\n<p>\u00c0 distin\u00e7\u00e3o entre Marta e Maria acrescenta-se a outra, mais pr\u00f3pria a Francisco, de m\u00e3es e filhos: no linguajar de Francisco a refer\u00eancia retorna em outros momentos, seja como convite para sermos m\u00e3es de Cristo, seja sobretudo como modelo do relacionamento fraterno. Com a imagem da m\u00e3e, Francisco aponta para um delicado e materno servi\u00e7o prestado ao irm\u00e3o, fraterno sim, mas tamb\u00e9m maternal.<\/p>\n<p>A men\u00e7\u00e3o do claustro (claustrum) ocorre, somente neste texto, por duas vezes, em todo o corpus dos Escritos de Francisco como mera refer\u00eancia \u00e0 cela (cellula). Trata-se de um vocabul\u00e1rio de inspira\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica que bem se encaixa no tema tratado. De acordo com tais indica\u00e7\u00f5es, no espa\u00e7o do claustro encontram-se as celas nas quais se reza e se dorme. N\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o de capela ou igreja e a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na pr\u00f3pria cela. Para comer deixa-se a cela e os irm\u00e3os se dirigem ao claustro. Afirma-se que ali se pode procurar as m\u00e3es e a elas pedir a comida em esmola.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cE rezem sempre as completas do dia logo ap\u00f3s p\u00f4r-do-sol; esforcem-se por manter sil\u00eancio e rezem suas horas can\u00f4nicas; e levantem-se na hora das Matinas e procurem primeiro o Reino de Deus e sua justi\u00e7a (Mt 6,33). E rezem a Prima na hora conveniente e, depois da Ter\u00e7a, podem romper o sil\u00eancio e falar e dirigir-se \u00e0s suas m\u00e3e. E quando lhes aprouver podem pedir-lhes esmola, como os pobrezinhos, por amor do Senhor Deus. E depois rezem sexta e noa; e rezem as v\u00e9speras na hora conveniente\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Enquanto que nas duas Regras de Francisco nada se diz a respeito do hor\u00e1rio da jornada, nosso texto tem a preocupa\u00e7\u00e3o de detalhar com certas min\u00facias a ordem de todo o dia por meio das recita\u00e7\u00e3o das horas lit\u00fargicas. Esta caracter\u00edstica se explica pelo car\u00e1ter sedent\u00e1rio da vida erem\u00edtica que se passa sempre no mesmo lugar e que desta forma \u00e9 bem diferente no tipo de vida descrito nas Regras, ou seja, vida itinerante nos caminhos do mundo sem possibilidade de organiza\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Que se atente para a recomenda\u00e7\u00e3o do manter sil\u00eancio (retinere silentium), indica\u00e7\u00e3o importante para garantir o clima contemplativo na vida do eremo. A mesma express\u00e3o vamos encontrar na Regra n\u00e3o bulada XI, 1-2 : \u201cE cuidem os irm\u00e3os para n\u00e3o se caluniarem nem porfiarem com palavras, muito pelo contr\u00e1rio, esforcem-se por manter sil\u00eancio, sempre que Deus lhes conceder a gra\u00e7a\u201d. Neste caso espec\u00edfico o manter sil\u00eancio \u00e9 pedido, em primeiro lugar, para que o irm\u00e3o n\u00e3o seja caluniado com a fala inconsequente.<\/p>\n<p>Significativa tamb\u00e9m a express\u00e3o procurem em primeiro lugar o reino de Deus e sua justi\u00e7a citada nesse contexto. N\u00e3o seria dar um cunho profundamente evang\u00e9lico e n\u00e3o apenas asc\u00e9tico \u00e0 reza das matinas?<\/p>\n<p>Observemos ainda o pormenor dos filhos que pedem esmola \u00e0s m\u00e3es Os filhos vivem na precariedade e na depend\u00eancia de outros, mesmo no isolamento e protegidos pelo eremo. Os irm\u00e3os descritos por Francisco n\u00e3o s\u00e3o \u201ceremitas privilegiados\u201d, eventualmente cuidados por terceiras pessoas, mas \u201cfrades menores\u201d que, tamb\u00e9m na condi\u00e7\u00e3o de homens de vida reclusa, reconhecem que tudo recebem do grande Esmoler atrav\u00e9s dos irm\u00e3os\/m\u00e3es.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cE n\u00e3o permitam que alguma pessoa entre nos claustro onde moram nem coma a\u00ed. Os irm\u00e3os que s\u00e3o m\u00e3es esforcem-se por ficar longe de qualquer pessoa; e por obedi\u00eancia a seu ministro guardem seus filhos de toda pessoa, para que ningu\u00e9m possa falar com eles. E os filhos n\u00e3o falem com ningu\u00e9m, a n\u00e3o ser com suas m\u00e3es e com seu ministro e cust\u00f3dio, quando lhe aprouver visita-los com as b\u00ean\u00e7\u00e3os do Senhor Deus\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>As prescri\u00e7\u00f5es do vers\u00edculo 7 fornecem informa\u00e7\u00f5es a respeito do conceito de claustro: trata-se de verdadeira e pr\u00f3pria clausura onde ningu\u00e9m pode entrar e onde, como j\u00e1 foi dito, n\u00e3o se come porque a refei\u00e7\u00e3o \u00e9 momento de encontro entre m\u00e3es e filhos e onde se quebra o rigoroso isolamento destes. Os irm\u00e3os\/m\u00e3es s\u00e3o convidados a terem um conveniente distanciamento do mundo, mas sobretudo a velarem que os filhos n\u00e3o tenham contatos com ningu\u00e9m. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o prevista \u00e9 dos ministros e cust\u00f3dios. Encontramos a\u00ed os dois t\u00edtulos, mas \u00e9 prov\u00e1vel que se trate de uma s\u00f3 encargo, porque posteriormente \u00e9 que se haveria de se distinguir os dois minist\u00e9rios. Essa alus\u00e3o aos ministros e cust\u00f3dios leva-nos a datar este escrito em tempo posterior ao Cap\u00edtulo de 1217.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs filhos, no entanto, assumam de vez em quando o of\u00edcio de m\u00e3es, em revezamento (rod\u00edzio) pelo tempo que lhes parecer melhor estabelecer; e esforcem-se por observar com solicitude todas as referidas coisas\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A \u00faltima norma prescreve o revezamento rec\u00edproco nos pap\u00e9is de m\u00e3es e filhos com uma caracter\u00edstica que bem ilustra o conceito de fraternidade de Francisco: a reciprocidade em todos os n\u00edveis, que se manifesta no rodizio.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es em forma de s\u00edntese &#8211; Da leitura do texto emerge um liame entre Francisco e a tradi\u00e7\u00e3o erem\u00edtivo-mon\u00e1stica precedente que precisamente no come\u00e7o do s\u00e9culo XIII conhece extraordin\u00e1rio florescimento. O vocabul\u00e1rio deste texto, fora algumas poucas palavras de Francico que ocorrem poucas vezes como chiostro e celletta mostra depend\u00eancia e liga\u00e7\u00e3o com o vocabul\u00e1rio da tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica.<\/p>\n<p>Significativa a conota\u00e7\u00e3o fraterna com que \u00e9 vivida a experi\u00eancia erem\u00edtica (s\u00e3o tr\u00eas ou quatro irm\u00e3os),como tamb\u00e9m a imagem materna que marca os relacionamentos dentro do grupo e o revezamento dos pap\u00e9is: trata-se de caracter\u00edstica tipicamente franciscana que n\u00e3o parece depender de uma tradi\u00e7\u00e3o anterior e que mostra como Francisco, embora inserindo no sulco da tradi\u00e7\u00e3o erem\u00edtica colore tudo com sua novidade espec\u00edfica. N\u00e3o \u00e9 mero acaso que estas caracter\u00edsticas girem em torno da dimens\u00e3o da fraternidade.<\/p>\n<p>O texto documenta certamente a import\u00e2ncia que desempenhou a dimens\u00e3o erem\u00edtica na primeira fraternidade e na pr\u00f3pria experi\u00eancia de Francisco. Nesse sentido pense-se nas quaresmas dedicadas \u00e0 ora\u00e7\u00e3o (2Cel 197; 3Com73;LM 9,2) durante as quais encontramos a presen\u00e7a de ao menos um companheiro ao lado de Francisco com \u00e9 documentado , por exemplo, durante o per\u00edodo passado no Alverne.<\/p>\n<p>Pensamos que este texto pode ser lido tamb\u00e9m como express\u00e3o da viv\u00eancia pessoal de Francisco, testemunho de sua experi\u00eancia erem\u00edtica. Nesse sentido as reflex\u00f5es sobre o texto n\u00e3o s\u00e3o palavras abstratas a respeito de um ideal de vida proposto, mas testemunho de sua viv\u00eancia pessoal<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o contemplativa, tamb\u00e9m na sua forma erem\u00edtica, \u00e9 vivida por Francisco como o que se vivia na veneranda tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica, mas tamb\u00e9m com uma clara conota\u00e7\u00e3o fraterna e materna.<\/p>\n<blockquote><p>Cesare Vaiani<br \/>\n<strong>Storia e teologia dell\u2019 esperienza spirituale di Francisco d\u2019Assisi<\/strong><br \/>\nEdizioni Biblioteca Francescana<br \/>\nMilano, 2013, p. 166-171.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franciscanamente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Frei Almir comenta a Regra para os eremit\u00e9rios - 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