{"id":175002,"date":"2018-11-06T14:57:47","date_gmt":"2018-11-06T16:57:47","guid":{"rendered":"http:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/?page_id=175002"},"modified":"2018-11-07T11:54:57","modified_gmt":"2018-11-07T13:54:57","slug":"santa-clara","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/santa-clara","title":{"rendered":"Santa Clara de Assis"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row_content_no_spaces&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1541533081664{background-image: url(http:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bg-clara.jpg?id=175011) !important;background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;A vida de Santa Clara&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|font_size:40px|text_align:left|color:%23ffffff|line_height:40px&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Playfair%20Display%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic%2C900%2C900italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_tta_tour style=&#8221;outline&#8221; color=&#8221;orange&#8221; spacing=&#8221;&#8221; active_section=&#8221;1&#8243; no_fill_content_area=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Inf\u00e2ncia e Juventude&#8221; tab_id=&#8221;1541514208205-e9957a9f-f930&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Inf\u00e2ncia e Juventude<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"277_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/277_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1165\" title=\"277_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/277_080911-213x300.jpg\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"300\" \/><\/a>S\u00e9culo XII, Assis, na It\u00e1lia. Nasce Clara Favorone, filha de Hortolona e Favarone, uma fam\u00edlia considerada nobre na sociedade local. Acredita-se que a data mais precisa de seu nascimento \u00e9 1194 (embora h\u00e1 historiadores que apontem o ano de 1193), em plena Idade M\u00e9dia, marcada pelo desmoronamento do sistema feudal e o crescimento do com\u00e9rcio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Como filha primog\u00eanita, natural que sua m\u00e3e Hortolona temesse pela gravidez e, principalmente, pelo parto. Extremamente religiosa, ela sempre pedia um bom parto em suas ora\u00e7\u00f5es, quando, um dia, ouviu uma voz que lhe dizia: \u201cN\u00e3o temas, mulher, porque ter\u00e1s um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecer\u00e1 com mais claridade que um dia de sol\u201d. Por esse motivo, no Batismo, deu o nome de Clara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A menina Clara cresceu num ambiente de nobreza e fartura, pois segundo o bi\u00f3grafo Tom\u00e1s de Celano, o pai era militar e a fam\u00edlia, dos dois lados, de cavaleiros. Seu pai, Favarone, filho de Ofred\u00facio e neto de Bernardino, morava com os irm\u00e3os em uma bela e grandiosa casa, que a fam\u00edlia possu\u00eda junto \u00e0 Catedral de Assis havia mais de cinq\u00fcenta anos, embora eles tamb\u00e9m eram propriet\u00e1rios rurais, com castelos nas redondezas. Mas Clara tamb\u00e9m teve o suporte da f\u00e9. Sua m\u00e3e n\u00e3o se descuidou de educ\u00e1-la para a\u00e7\u00f5es mais nobres ainda, principalmente fazendo piedade e caridade com o mais necessitados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u00c9 Celano quem fala: \u201cEstendia a m\u00e3o com prazer para os pobres e, da abund\u00e2ncia de sua casa, supria a indig\u00eancia de muitos\u201d. Nesse per\u00edodo da Idade M\u00e9dia, o dinheiro foi se tornando um novo rei. Os pobres e os doentes, aqueles que n\u00e3o podiam subir na escala social, eram marginalizados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Celano lembra bem que, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostenta\u00e7\u00e3o, Clara compreendia que as apar\u00eancias e os adornos mundanos podiam ser enganosos. \u201cFoi compreendendo que as coisas da terra, por mais belas que fossem, n\u00e3o podiam prender seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u00c9 bom lembrar que a cultura cavalheiresca foi a primeira da Idade M\u00e9dia a ser elaborada por leigos e n\u00e3o por cl\u00e9rigos e tinha uma proposta de como deviam ser educadas as mulheres para serem agrad\u00e1veis, discretas, piedosas, vindo a ser gentis esposas e m\u00e3es de fam\u00edlia. Tinham, enfim, que cuidar da boa fama e, as nobres, tinham uma vida bastante reclusa, enquanto as outras participavam dos neg\u00f3cios dos maridos, da luta di\u00e1ria para manter a fam\u00edlia e para construir a civiliza\u00e7\u00e3o da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 no final deste cap\u00edtulo, uma pergunta se faz pertinente: onde estar\u00e1 Francisco nesta \u00e9poca? Ele e Clara s\u00e3o contempor\u00e2neos e v\u00e3o se encontrar no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo deste livro: O primeiro amor de Clara<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;O Primeiro Amor&#8221; tab_id=&#8221;1541514996380-410523b4-f9d2&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">O Primeiro Amor<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"278_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/278_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1168\" title=\"278_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/278_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostenta\u00e7\u00e3o, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma caracter\u00edstica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Quando estava pr\u00f3xima de completar 18 anos, os pais j\u00e1 come\u00e7aram a pensar no seu casamento. Clara n\u00e3o concordava com a id\u00e9ia de se casar t\u00e3o jovem e estava sempre adiando a decis\u00e3o. Na realidade, ela come\u00e7ava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tom\u00e1s de Celano explica assim: \u201cQuando ouviu falar do ent\u00e3o famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfei\u00e7\u00e3o, t\u00e3o apagado no mundo, quis logo v\u00ea-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos esp\u00edritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. N\u00e3o poucas vezes ela escutou as prega\u00e7\u00f5es de Francisco, que costumava falar na Igreja de S\u00e3o Rufino ou na Catedral de S\u00e3o Jorge.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A prega\u00e7\u00e3o de Francisco impressionava porque era diferente dos \u201cserm\u00f5es\u201d. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a for\u00e7a do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostenta\u00e7\u00e3o. Suas palavras s\u00e3o inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irm\u00e3os \u00e9 extremamente pobre.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a freq\u00fc\u00eancia dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cA mo\u00e7a sa\u00eda de casa levando uma s\u00f3 companheira e freq\u00fcentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas a\u00e7\u00f5es sobre-humanas\u201d. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelf\u00facio, testemunha em seu Processo e irm\u00e3 de Pac\u00edfica de Guelf\u00facio, uma das primeiras religiosas de S\u00e3o Dami\u00e3o. J\u00e1 com 18 anos, Clara tinha consci\u00eancia de que n\u00e3o seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua voca\u00e7\u00e3o e ele a guiaria para cumprir os des\u00edgnios de Deus. \u201cEnt\u00e3o se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exorta\u00e7\u00f5es, e a acolhia num cora\u00e7\u00e3o caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">J\u00e1 tinha dificuldade para suportar a eleg\u00e2ncia dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem l\u00e1 fora, para poder ganhar a Cristo\u201d, completa o seu bi\u00f3grafo.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;A Decis\u00e3o e a Fuga&#8221; tab_id=&#8221;1541515194646-aba4f7cd-3b70&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">A Decis\u00e3o e a Fuga<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"279_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/279_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1172\" title=\"279_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/279_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>Exultante de alegria, Clara fixou seus olhos nos olhos de Francisco e, sem hesitar, disse: \u201c\u00c9 minha firme inten\u00e7\u00e3o viver s\u00f3 para Cristo, pobre como Ele. Por isso, decidi fugir de casa, para n\u00e3o retornar jamais!\u201d Francisco olhou-a ternamente e disse-lhe com simplicidade: \u201cIrm\u00e3, se assim te inspira o Senhor, no momento em que fugires, eu estarei a te esperar com meus irm\u00e3os em Santa Maria dos Anjos!\u201d Depois, antes de se despedirem, ambos combinaram a data: a noite de Domingo de Ramos para segunda-feira santa. No dia 18 de mar\u00e7o de 1212, Clara levantou-se bem cedo, vestiu o mais belo vestido e, com algumas amigas, dirigiu-se \u00e0 catedral para a cerim\u00f4nia religiosa. A liturgia do Domingo de Ramos era muito longa: dDevia-se proceder \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos ramos; seguia a prociss\u00e3o, a celebra\u00e7\u00e3o da missa com as leituras, as ora\u00e7\u00f5es e a \u201cPaix\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara estava sentada e acompanhava em sil\u00eancio. Pensava na fuga daquela noite, que a levaria para longe de casa, para n\u00e3o mais retornar. Quando o Bispo Guido come\u00e7ou a distribui\u00e7\u00e3o das palmas, ela n\u00e3o se moveu; permaneceu sentada, com a cabe\u00e7a inclinada. O Bispo notou a sua aus\u00eancia; olhou-a e, como que inspirado, levantou-se, desceu os degraus da c\u00e1tedra e, acompanhado dos cl\u00e9rigos, encaminhou-se para ela; entregou-lhe a palma e a aben\u00e7oou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara beijou o anel do Bispo, tomou a palma e, comovida, estreitou-a ao seio. Depois inclinou ainda a cabe\u00e7a e recitou uma ora\u00e7\u00e3o. Agora, n\u00e3o lhe restava sen\u00e3o andar\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>A fuga na noite<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Quando a noite j\u00e1 estava avan\u00e7ada, colocou um manto negro sobre o vestido de festa, cobriu a cabe\u00e7a com um v\u00e9u e, na ponta dos p\u00e9s, dirigiu-se para a \u201cporta dos mortos\u201d. Queria sair escondida e, saindo por aquela porta, estava certa de que n\u00e3o encontraria ningu\u00e9m. Com suas m\u00e3os delicadas, removeu a lenha e os utens\u00edlios que estavam colocados contra a sa\u00edda, fez for\u00e7a sobre os ferrolhos e sobre as trancas e, pouco depois, se encontrou na estrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A espreita, numa esquina, uma amiga muito querida a esperava: Pac\u00edfica de Guelfuccio. Com passo ligeiro, juntas, encaminharam-se para Santa Maria dos Anjos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Narram os \u201cFioretti\u201d que aquela noite era mais \u201cclara\u201d do que de costume, e que as estrelas olhavam do alto para proteger o seu caminho. Aguardando-as no limite do bosque, estavam dois frades com archotes acesos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Com eles, embrenharam-se entre as folhagens, em dire\u00e7\u00e3o a uma luz que brilhava pouco al\u00e9m: era a Porci\u00fancula.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;A Consagra\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1541515255122-a3c5d9bd-e95b&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<div id=\"master\">\n<div id=\"conteudo\">\n<div id=\"texto\">\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">A Consagra\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"280_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/280_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1175\" title=\"280_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/280_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>Em pouco tempo, Clara chegou \u00e0 Porci\u00fancula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por alguns instantes, deteve-se em ora\u00e7\u00e3o. Depois, levantou-se com decis\u00e3o; tirou o cal\u00e7ado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma t\u00fanica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda \u00e1spera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabe\u00e7a inclinada, \u00e0 espera do \u00faltimo sacrif\u00edcio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerim\u00f4nia estava acabada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>A rea\u00e7\u00e3o dos parentes<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Como era de se prever, a rea\u00e7\u00e3o dos parentes de Clara n\u00e3o se fez esperar. Pela manh\u00e3, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em p\u00e9 de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de S\u00e3o Paulo para reconduzi-la \u00e0 casa. Amea\u00e7aram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as amea\u00e7as, esperam assust\u00e1-la, mas iludem-se! Clara \u00e9 irremov\u00edvel. Visto que era v\u00e3 toda a amea\u00e7a, recorrem \u00e0s boas maneiras, \u00e0s lisonjas e \u00e0s promessas; fazem apelo aos sentimentos, \u00e0 dor da m\u00e3e, das irm\u00e3s, de toda a fam\u00edlia, mas Clara \u00e9 inflex\u00edvel; sabe que est\u00e1 mais em seguran\u00e7a entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Agarra-se ao altar \u2013 Quando se d\u00e1 conta de que est\u00e3o a ponto de perder o controle e recorrer \u00e0 viol\u00eancia, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilus\u00f5es deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das m\u00e3os segura a toalha e com a outra retira o v\u00e9u da cabe\u00e7a, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ningu\u00e9m podia toc\u00e1-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa n\u00e3o restou sen\u00e3o abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Transferida para o mosteiro de Santo \u00c2ngelo \u2013 Em S\u00e3o Paulo, Clara p\u00f4de permanecer s\u00f3 poucos dias. Foram talvez as pr\u00f3prias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confus\u00e3o provocada por sua presen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Francisco interessou-se pela transfer\u00eancia dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transfer\u00eancia de Clara para o mosteiro de Santo \u00c2ngelo de Panzo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Finalmente um pouco de paz! \u2013 Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo \u00c2ngelo, Clara p\u00f4de revigorar o seu ideal de vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Apegava-se cuidadosamente \u00e0s prescri\u00e7\u00f5es da Regra de S\u00e3o Bento, que possui como fundamento: \u201cOra et Labora\u201d! Com isso, Clara n\u00e3o pretendia, certamente, abra\u00e7ar a Regra de S\u00e3o Be nto. N\u00e3o teria tido sentido sua fuga para a Porci\u00fancula, durante a noite, seu total abandono a Deus para al\u00e9m de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">No mosteiro de Santo \u00c2ngelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescrit\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma m\u00e3e protege sua filhinha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A fuga de casa lhe havia fechado o mundo \u00e0s costas para abrir-lhe um umbral do mist\u00e9rio de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-\u00edris de ora\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o: em um agradecimento alegre e infantil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Fugira de casa em uma noite de primavera, para abra\u00e7ar o ideal de total pobreza, e encontrara a verdadeira liberdade, a perfeita alegria. Havia atingido o seu sonho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Encontra-se com sua irm\u00e3 In\u00eas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experi\u00eancia m\u00edstica. Quase todos os dias, sua irm\u00e3 In\u00eas ia visit\u00e1-la: era uma jovem bel\u00edssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cCara In\u00eas \u2014 confiava-lhe a irm\u00e3 \u2014 lembra-te: \u00e9 prefer\u00edvel viver um s\u00f3 dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude \u00e9 vento que passa. A beleza se desvanece como a fuma\u00e7a. A vida termina e aqui n\u00e3o fica nada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cOh! minha irm\u00e3, se tu pudesses provar a do\u00e7ura do amor do Senhor! E um amor sempre jovem, que ningu\u00e9m nos pode arrebatar!\u201d.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;O Primeiro Lar: S\u00e3o Dami\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1541515296931-38d85e68-2fdd&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">O Primeiro Lar: S\u00e3o Dami\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"281_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/281_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1179\" title=\"281_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/281_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>Clara e In\u00eas, que se julgavam portadoras de nova Ordem, n\u00e3o podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a S\u00e3o Dami\u00e3o, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">S\u00e3o Dami\u00e3o se tomar\u00e1, assim, cen\u00e1culo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento.\u201dTendo subido no muro da dita igreja, assim gritava ent\u00e3o, com voz elevada e em l\u00edngua francesa: \u2018Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de S\u00e3o Dami\u00e3o, porque, dentro em breve, vir\u00e3o habit\u00e1-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-\u00e1 gl\u00f3ria ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara e In\u00eas n\u00e3o ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atra\u00eddas por seu exemplo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Destas primeiras companheiras, ficam-nos, al\u00e9m do nome, tamb\u00e9m documenta\u00e7\u00e3o que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Pouco depois da entrada em S\u00e3o Dami\u00e3o, pediu para unir-se \u00e0s irm\u00e3s Offreducci uma amiga de inf\u00e2ncia de Clara, Pac\u00edfica; e de Per\u00fagia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua fam\u00edlia . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Todas prometeram obedi\u00eancia a S\u00e3o Francisco, que n\u00e3o deixar\u00e1 de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Para as irm\u00e3s, que come\u00e7aram a ser chamadas \u201cDamianitas\u201d, depois de terem provado sua coragem, a pr\u00f3pria Clara prescreveu, com evang\u00e9lica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica a aprova\u00e7\u00e3o do Privil\u00e9gio da Pobreza, documento singular, \u00fanico, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de n\u00e3o aceitar nenhuma posse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, est\u00e1 escrito: \u201cO bem aventurado pai, considerando que n\u00e3o tem\u00edamos nenhuma pobreza, fadiga, tribula\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os t\u00ednhamos em conta de grande del\u00edcia, movido de paterno afeto, escreveu para n\u00f3s a forma de vida deste modo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u2018Como, por divina inspira\u00e7\u00e3o, vos fizestes filhas e servas do alt\u00edssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Esp\u00edrito Santo, escolhendo viver segundo a perfei\u00e7\u00e3o do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de v\u00f3s e deles atento cuidado e especial solicitude\u2019. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Depois de tr\u00eas anos de vida mon\u00e1stica, Francisco julgou oportuno dar \u00e0 comunidade de S\u00e3o Dami\u00e3o um esbo\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o: pensou em nomear uma abadessa. Esta n\u00e3o podia ser sen\u00e3o Clara, a primog\u00eanita da Ordem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Mas Clara refutou: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, n\u00e3o posso me colocar no comando das minhas irm\u00e3s. Quero s\u00f3 servir e obedecer!\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">\u201cBem!\u201d \u2013 disse-lhe Francisco em resposta \u2013 \u201cse tu queres obedecer, ent\u00e3o eu te pe\u00e7o que o fa\u00e7as por obedi\u00eancia!\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Desejosa da palavra de Deus<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, n\u00e3o ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Mas o \u201cPoverello\u201d estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freq\u00fcentemente a S\u00e3o Dami\u00e3o para n\u00e3o suscitar \u201cadmira\u00e7\u00e3o e suspeita\u201d entre as pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Havia recomendado aos seus frades para n\u00e3o terem muita \u201cfamiliaridade\u201d com as monjas e n\u00e3o entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em S\u00e3o Dami\u00e3o, Clara se encontrou, finalmente, \u00e0 vontade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Transpondo aquelas paredes em ru\u00ednas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desola\u00e7\u00e3o dos locais, os muros sem reboco, as r\u00fasticas t\u00e1buas nem mesmo esquadradas do assim chamado \u201cpequeno coro\u201d, a escada \u00edngreme e desconexa que levava ao dormit\u00f3rio, um grande quarto nu e frio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Sem d\u00favida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;As Primeiras Disc\u00edpulas&#8221; tab_id=&#8221;1541515335246-789a9c4a-6efc&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">As Primeiras Disc\u00edpulas<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"282_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/282_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1182\" title=\"282_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/282_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>Francisco havia predito a Clara que outras senhoras a haveriam de seguir e abra\u00e7ariam o seu ideal de vida. Depois de In\u00eas, a primeira a acorrer a S\u00e3o Dami\u00e3o foi Pac\u00edfica de Guelfuceio, aquela que a ajudou na fuga noturna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Depois, veio Benvinda de Perusa, sua car\u00edssima amiga. Em seguida, ajuntaram-se Balvina de Offreduccio, Cec\u00edlia de Gualtiero, Angel\u00facia de Angeleio, Filipa de Ghislerio, Francisca de messer Capit\u00e2neo, Amata de Martino e tantas outras. Beatriz, irm\u00e3 menor de Clara, e a mam\u00e3e Hortolana completaram o grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Nasceu, assim, em S\u00e3o Dami\u00e3o, a segunda Ordem franciscana, o ramo feminino, ao qual Francisco gostava de chamar o das \u201cSenhoras Pobres\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>Um o\u00e1sis de paz<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Em pouco tempo, a comunidade de S\u00e3o Dami\u00e3o tornou-se um aut\u00eantico o\u00e1sis de paz, onde tudo era calor e intimidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A pr\u00f3pria desola\u00e7\u00e3o do local, das paredes, dos utens\u00edlios, transmitiam serenidade e alegria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Lamento nenhum se levantava de S\u00e3o Dami\u00e3o: a pobreza da casa, inc\u00f4modos, os leitos, o frio, a fome, n\u00e3o atormentavam. As Irm\u00e3s, quanto mais pobres, mais se sentiam contentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Para Clara, cada recanto do convento era um recanto do para\u00edso, cheio de calor e de intimidade: um perene convite \u00e0 festa, \u00e0 alegria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><strong>As mais pobres do mundo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Nada era de sua propriedade, mas tudo era aceito como empr\u00e9stimo; julgavam-se \u201cperegrinas e forasteiras neste mundo\u201d. Andavam de p\u00e9s descal\u00e7os em todas as esta\u00e7\u00f5es, com vestimentas grosseiras e uma corda \u00e0 cintura, a cabe\u00e7a raspada e coberta com um pano branco e preto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Seu alimento era \u201cmoderado e austero\u201d; haviam-se proposto \u201cjejuar durante todo o ano\u201d.Por leito, tinha uma esteira estendida sobre o pavimento nu e, por travesseiro, um peda\u00e7o de madeira. O dormit\u00f3rio era um grande quarto frio e miser\u00e1vel, onde os pobres catres eram alinhados junto \u00e0 parede.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Os Milagres do P\u00e3o e do Azeite&#8221; tab_id=&#8221;1541515373923-2c6189d6-2651&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Os Milagres do P\u00e3o e do Azeite<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"283_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/283_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1186\" title=\"283_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/283_080911-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" \/><\/a>Com a pobreza de esp\u00edrito, que \u00e9 a verdadeira humildade, harmonizava a pobreza de todas as coisas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara de Assis recebia muito alegremente as esmolas em fragmentos e os pedacinhos de p\u00e3o levados pelos esmoleres. Parecia ficar triste ao ver p\u00e3es inteiros e pulava de alegria diante dos restos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Dentro deste esp\u00edrito, Tom\u00e1s de Celano narra os seus primeiros milagres. A multiplica\u00e7\u00e3o do p\u00e3o Havia no mosteiro um s\u00f3 p\u00e3o e j\u00e1 apertavam a fome e a hora de comer. A santa chamou a dispenseira e mandou cortar o p\u00e3o, enviando uma parte para os frades e deixando a outra em casa para as Irm\u00e3s. Dessa metade mandou tirar cinquenta fatias, de acordo com o n\u00famero das senhoras, para servi-las na mesa da pobreza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A devota filha respondeu que iam ser necess\u00e1rios os antigos milagres de Cristo para que t\u00e3o pouco p\u00e3o desse cinquenta fatias, mas a m\u00e3e a contestou dizendo: \u201cFilha, fa\u00e7a com confian\u00e7a o que falei\u201d. Apressou-se a filha a cumprir o mandato da m\u00e3e, que foi dirigir a seu Cristo piedosos suspiros em favor das filhas. O peda\u00e7o pequeno cresceu por gra\u00e7a de Deus nas m\u00e3os de quem o cortava e cada uma da comunidade p\u00f4de receber uma bela por\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">O azeite dado por Deus Certo dia, acabou t\u00e3o completamente o azeite das servas de Cristo, que n\u00e3o havia nem para o tempero das doentes. Dona Clara pegou uma vasilha e, mestra da humildade, lavou-a com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Colocou-a l\u00e1 fora, vazia, para que o irm\u00e3o esmoler a recolhesse, e chamou o frade para ir conseguir o azeite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">O devoto irm\u00e3o quis socorrer depressa tanta indig\u00eancia e correu a buscar a vasilha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Mas essas coisas n\u00e3o dependem de querer e correr, e sim da piedade de Deus. De fato, s\u00f3 por Deus, a vasilha ficou cheia de \u00f3leo, pois a ora\u00e7\u00e3o de Santa Clara foi \u00e0 frente da ajuda do frade, para al\u00edvio das pobres filhas. O frade, crendo que o haviam chamado \u00e0-toa, comentou num murm\u00fario: \u201cEssas mulheres me chamaram por brincadeira, pois, olhe, a vasilha est\u00e1 cheia!\u201d<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Padroeira da Televis\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1541515414133-38f3bcfa-25a5&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Padroeira da Televis\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">O que transformava o Mosteiro de S\u00e3o Dami\u00e3o num lugar privilegiado de ora\u00e7\u00e3o era, em particular, a celebra\u00e7\u00e3o da Liturgia das Horas, ora\u00e7\u00e3o oficial da Igreja, \u00e0 qual Clara e toda a comunidade consagravam maior parte do dia e da noite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Numa noite de Natal, Clara encontrava-se acamada, doente, e n\u00e3o p\u00f4de ir \u00e0 capela rezar as Matinas. Ficou sozinha em S\u00e3o Dami\u00e3o e come\u00e7ou a meditar sobre o pequenino Jesus e, sofrendo muito por n\u00e3o assistir seus louvores, suspirou: \u201cSenhor Deus, deixaram-me aqui sozinha para V\u00f3s\u201d. Segundo Celano, nas Fontes Hist\u00f3ricas, eis que de repente come\u00e7ou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso concerto que se desenrolava na Igreja de S\u00e3o Francisco. Escutava o j\u00fabilo dos irm\u00e3os salmodiando, ouvia a harmonia dos cantores, percebia at\u00e9 o som dos instrumentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">O lugar n\u00e3o era t\u00e3o pr\u00f3ximo que pudesse chegar a isso humanamente: ou a solenidade tinha sido amplificada at\u00e9 ela pelo poder divino, ou seu ouvido tinha sido refor\u00e7ado de modo sobre-humano. Mas o que superou todo esse prod\u00edgio foi que mereceu ver o pr\u00f3prio pres\u00e9pio do Senhor. Quando as filhas vieram, de manh\u00e3, disse a bem-aventurada Clara: \u201cBendito seja o Senhor Jesus Cristo, que n\u00e3o me deixou quando voc\u00eas me abandonaram. Escutei, por gra\u00e7a de Cristo, toda a solenidade celebrada esta noite na Igreja de S\u00e3o Francisco\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Devido a esse fato, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da Televis\u00e3o por decreto de 14 de fevereiro de 1958<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Ardente Amor ao Crucificado&#8221; tab_id=&#8221;1541515442703-73ac2913-e1e3&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Ardente Amor ao Crucificado<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"285_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/285_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1194\" title=\"285_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/285_080911.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"273\" \/><\/a>Confiando na presen\u00e7a do Senhor e no sacr\u00e1rio e no ostens\u00f3rio, Clara conseguiu expulsar os sarracenos de seu convento. Normal que uma filha de S\u00e3o Francisco tivesse especial carinho para com a Eucaristia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Segundo Tom\u00e1s de Celano, em a Legenda de Santa Clara, Clara \u201censinava as novi\u00e7as a chorar o crucificado dando junto o exemplo do que dizia. Muitas vezes, ao exort\u00e1-las a isso em particular, vinham-lhe as l\u00e1grimas antes de acabarem as palavras\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Muitas horas, ela passava diante do Sant\u00edssimo. Eram confid\u00eancias feitas ao esposo t\u00e3o pr\u00f3ximo sob as apar\u00eancias do p\u00e3o imaculado. Francisco insistia sempre que houvesse muito cuidado para com as coisas do altar. Queria que tudo fosse impec\u00e1vel quando destinava a tocar o corpo e o sangue do Senhor Jesus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Celano conta melhor: \u201cQu\u00e3o grande foi o devoto amor de Clara pelo Sacramento do Altar demonstram-nos os fatos. Durante a grave doen\u00e7a que a prendeu \u00e0 cama, fazia-se erguer e sustentar colocando apoios. Assim, sentada, fiava panos fin\u00edssimos, com os quais fez mais de cinq\u00fcenta jogos de corporais que, colocados dentro de bolsas de seda ou de p\u00farpura, destinava a diversas igrejas do vale e das montanhas de Assis\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">As contemplativas, como \u00e9 o caso das Irm\u00e3s de Santa Clara, t\u00eam como centro de sua vida religiosa a Capela do Sant\u00edssimo.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;A Visita e o Tr\u00e2nsito do Pai Francisco&#8221; tab_id=&#8221;1541598624566-a6d7a885-5e07&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">A Visita e o Tr\u00e2nsito do Pai Francisco<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Depois de receber as chagas de Nosso Senhor, Francisco precisava partilhar o fato com uma pessoa: Clara. Ent\u00e3o, determinou que o levassem at\u00e9 S\u00e3o Dami\u00e3o. Fora l\u00e1 que o Crucificado lhe tinha falado pela primeira vez. L\u00e1 estavam as irm\u00e3s pobres de Clara. Sabia Francisco que se tratava de um viveiro de almas escolhidas e aben\u00e7oadas por Deus. Para abriga-lo foi constru\u00edda uma cabana perto do conventinho. Ali, Francisco haveria de se proteger do sol porque seus olhos n\u00e3o suportavam mais a claridade forte. Contam as lendas que os morcegos n\u00e3o abandonavam sua cabana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara se disp\u00f4s a preparar ataduras, fios, emplastros, feitos com ervas medicinais, chinelos de tecido para os p\u00e9s chagados do Pai. Podemos bem imaginar a alegria e a tristeza vividas pelas irm\u00e3s. N\u00e3o cessavam de rezar pelo Pai t\u00e3o doente e t\u00e3o repleto de gra\u00e7as do amor do Senhor. Foi nesse quadro de exulta\u00e7\u00e3o e dor que Francisco teria composto o C\u00e2ntico das Criaturas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Todo abrasado de fervor o cantor das criaturas, j\u00e1 quase cego, vivendo mais no c\u00e9u do que na terra, perto de suas irm\u00e3s estimadas, apresentou a Deus um dos mais belos louvores que j\u00e1 subiram da terra at\u00e9 o c\u00e9u.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">No final de setembro de 1226, o Santo manifestou o desejo de terminar seus dias na Porci\u00fancula. L\u00e1 tudo havia come\u00e7ado e l\u00e1 a Irm\u00e3 Morte o visitou. A P\u00e1scoa de Francisco se deu a 3 de outubro de 1226.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">As clarissas de S\u00e3o Dami\u00e3o tiveram a alegria de receber o corpo de Francisco por alguns instantes. Antes de entrar na cidade, o cortejo tomou um atalho que conduzia at\u00e9 S\u00e3o Dami\u00e3o. Entre sentimentos de alegria e de tristeza, as irm\u00e3s beijavam suas m\u00e3os aben\u00e7oadas e enfeitadas com as chagas do Senhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Com a morte e o sepultamento de Francisco, encerrava-se a conviv\u00eancia de Clara com o exemplo vivo do Evangelho.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Como o Sumo Pont\u00edfice Visitou Clara&#8221; tab_id=&#8221;1541598668674-5b5fe60d-32a8&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Como o Sumo Pont\u00edfice Visitou Clara<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Segundo Tom\u00e1s de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. \u201cO vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penit\u00eancia, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquec\u00ea-la, doente, com o m\u00e9rito das obras. A virtude aperfei\u00e7oa-se na enfermidade\u201d, diz o bi\u00f3grafo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Quando a enfermidade come\u00e7a a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de \u00d3stia, padroeiro e protetor da fam\u00edlia franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirma\u00e7\u00e3o do Privil\u00e9gio da Pobreza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Sabendo do estado de Clara, o Papa Inoc\u00eancio IV,que residira com a C\u00faria em Per\u00fasia no per\u00edodo de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: \u201cEntrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a m\u00e3o \u00e0 boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior rever\u00eancia para beijar o p\u00e9 do Apost\u00f3lico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pont\u00edfice a remiss\u00e3o de todos os pecados. Ele exclamou: \u201cOxal\u00e1 precisasse eu de t\u00e3o pouco perd\u00e3o!\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A irm\u00e3 In\u00eas veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irm\u00e3 Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irm\u00e3: \u201cIrm\u00e3 car\u00edssima, apraz a Deus que eu me v\u00e1; tu, por\u00e9m, deixa de lado o pranto, porque chegar\u00e1s junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te conceder\u00e1 um grande consolo antes que eu me aparte de ti\u201d. Na realidade, In\u00eas morreu logo depois.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;O Tr\u00e2nsito Final&#8221; tab_id=&#8221;1541598708932-bcc83b68-fe5d&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">O Tr\u00e2nsito Final<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"286_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/286_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1201\" title=\"286_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/286_080911-188x300.jpg\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"300\" \/><\/a>Tom\u00e1s de Celano relata que no final pareceu debater-se em agonia durante muitos dias, nos quais foi crescendo a f\u00e9 das pessoas e a devo\u00e7\u00e3o do povo. Tamb\u00e9m foi honrada diariamente como verdadeira santa por visitas freq\u00fcentes de cardeais e prelados. O admir\u00e1vel \u00e9 que, n\u00e3o podendo tomar alimento algum durante dezessete dias, revigorava-se o Senhor com tanta fortaleza, que ela confortava no servi\u00e7o de Cristo todos que a visitavam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">No leito de Clara, a presen\u00e7a dos frades: Frei Jun\u00edpero, Frei \u00c2ngelo e Frei Le\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">O bi\u00f3grafo diz que, no momento da partida, Clara conversava com sua alma nestes termos: \u201cVai segura, porque tens um bom companheiro de viagem. Vai, porque aquele que te criou, tamb\u00e9m te santificou e cuidando de ti, como uma m\u00e3e cuida de seu filho, te amou com terno amor. Senhor, sede bendito porque me criaste\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A agonia durou uma noite inteira. Na manh\u00e3 de 11 de agosto de 1253, Clara entrava na gl\u00f3ria e ia encontrar-se com o Amado Esposo de sua alma. Nas portas do para\u00edso seria recebida pelo Pai Francisco.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Ex\u00e9quias e Canoniza\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1541598866195-bbeaea23-12ef&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<h1><span style=\"color: #ffffff;\">Ex\u00e9quias e Canoniza\u00e7\u00e3o<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\"><a class=\"fancybox\" style=\"color: #ffffff;\" title=\"287_080911\" href=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/287_080911.jpg\" rel=\"fancybox\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1204\" title=\"287_080911\" src=\"http:\/\/franciscanos.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/287_080911-175x300.jpg\" alt=\"\" width=\"175\" height=\"300\" \/><\/a>Segundo a Legenda de Santa Clara, logo ap\u00f3s a sua morte, as pessoas \u201caflu\u00edram em tamanha multid\u00e3o que a cidade parecia deserta\u201d. At\u00e9 o podest\u00e1, ou prefeito, apresentou-se imediatamente \u201ccom um cortejo de cavaleiros e uma tropa de homens armados\u201d. E, no dia seguinte, moveu-se a corte pontif\u00edcia inteira. Foi, ent\u00e3o, que o papa e os cardeais, \u201cachando que n\u00e3o era seguro nem digno que t\u00e3o precioso corpo ficasse longe dos cidad\u00e3os, levaram-no honrosamente para S\u00e3o Jorge, com hinos de louvor, ao som das trombetas e com solene j\u00fabilo\u201d (LSC 37).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Logo depois, a igreja de S\u00e3o Jorge foi reformada e ampliada, transformando-se na Bas\u00edlica de Santa Clara, que ainda estava em obras quando, no dia 3 de outubro de 1260, seu corpo foi solenemente transladado. L\u00e1 ficou at\u00e9 1850. O sarc\u00f3fago foi descoberto no dia 30 de agosto desse ano, e aberto no dia 23 de setembro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">A partir da\u00ed, cavou-se uma cripta no solo da bas\u00edlica e se cuidou de apresentar o corpo da Santa, revestido de h\u00e1bito e deitado sobre um colch\u00e3o, dentro de um precioso relic\u00e1rio, para que os peregrinos pudessem vener\u00e1-la. Tudo isso ficou pronto no dia 30 de outubro de 1872.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Clara foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV, j\u00e1 que o Papa Inoc\u00eancio IV morreu em dezembro de 1254. O an\u00fancio solene foi feito na antiga cidade de Anagni, conquistada pelos romanos no s\u00e9culo IV aC. N\u00e3o se sabe exatamente a data, mas h\u00e1 uma corrente que coloca como marco o dia 15 de agosto, festa da Assun\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">Antes de partir, Clara deixou a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o:<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">Eu vos aben\u00e7\u00f4o, ainda viva, e<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">e aben\u00e7oar-vos-ei depois da morte;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">quanto posso vos bendigo,<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">E mais do que posso vos aben\u00e7\u00f4o com todas<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">As b\u00ean\u00e7\u00e3os com as quais o Pai das miseric\u00f3rdias<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">Aben\u00e7oa e aben\u00e7oar\u00e1 os seus filhos<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">Do c\u00e9u e da terra.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_tour][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row_content_no_spaces&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1541533081664{background-image: url(http:\/\/franciscanos.org.br\/carisma\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/bg-clara.jpg?id=175011) !important;background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221;][vc_column width=&#8221;1\/6&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_custom_heading text=&#8221;A vida de Santa Clara&#8221; font_container=&#8221;tag:h2|font_size:40px|text_align:left|color:%23ffffff|line_height:40px&#8221; google_fonts=&#8221;font_family:Playfair%20Display%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic%2C900%2C900italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal&#8221;][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221;][vc_tta_tour style=&#8221;outline&#8221; color=&#8221;orange&#8221; spacing=&#8221;&#8221; active_section=&#8221;1&#8243; no_fill_content_area=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Inf\u00e2ncia e Juventude&#8221; tab_id=&#8221;1541514208205-e9957a9f-f930&#8243;][vc_column_text] Inf\u00e2ncia e Juventude S\u00e9culo XII, Assis, na It\u00e1lia. 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