Vida CristãSanto do dia › 21/10/2018

Santa Úrsula e companheiras

21Segundo os historiadores, Santa Úrsula era filha de rei cristão da Inglaterra, chamado Noto ou Mauro. Ela era notável pela sua honestidade de seus costumes, sabedoria e beleza, o que fez com que sua fama se espalhasse por toda a parte. O poderoso rei da Inglaterra, que subjugara muitas nações, ao ouvir falar daquela virgem dizia que seria o mais feliz dos homens se ela desposasse seu filho único.

A bela menina, que tinha a alma mais bela ainda, já havia se doado a Deus secretamente com um voto e como visse que o próprio pai olhava com simpatia o jovem pretendente, que não era cristão, julgou mais prudente não manifestar logo essa circunstância. Devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança. Para isso, rezava muito junto com suas damas da Corte.

Mas parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada, uma expedição, com dois navios, partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam, também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em onze mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram onze meninas. O fato real e trágico foi que, navegando pelo rio Reno, quando chegaram a Colônia, na Alemanha, a cidade estava sob o domínio do exército de Átila, rei dos hunos, povo bárbaro e pagão.

Logo os soldados hunos mataram todos da comitiva e, das virgens, apenas Úrsula escapou, pois Átila ficou maravilhado com a beleza e juventude da nobre princesa. Ele tentou seduzi-la e propôs-lhe casamento. Ao custo da própria vida, Úrsula recusou-o, dizendo que era já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Cego de ódio, ele mesmo a degolou. Tudo aconteceu em 21 de outubro de 383.

Na Idade Média a italiana Ângela de Mérici, leiga e terciária franciscana, fundou uma Congregação de religiosas chamada Companhia de Santa Úrsula, destinada à formação cristã das famílias através da educação das meninas, futuras mães em potencial. Um avanço para as mulheres, pois até então só os homens eram contemplados com a instrução. A fundadora escolheu santa Úrsula como padroeira após uma visão que teve. Atualmente, as irmãs ursulinas, como são chamadas as filhas de santa Ângela, celebrada em 27 de janeiro, estão presentes nos cinco continentes.

Assim, quando se encontrou no século VIII, nas proximidades de uma Igreja da Colônia, na Alemanha, um túmulo com algumas relíquias de meninas e com uma inscrição que falava de Úrsula e companheiras, foi muito fácil a devoção popular e fiéis que deram à história notoriedade e difusão.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:  Celina e Dásio.