Vida CristãSantos franciscanos › 26/03/2018

Ven. João Batista de Borgonha

Sacerdote da Primeira Ordem (1700-1726). Em processo de beatificação.

Nascido em Borgonha, França, viveu em Roma e morreu em Nápoles. Parece ter voado sobre a terra respirando o ar do céu. Ele viveu em silêncio numa serena fortaleza, sacrificando-se para o Senhor em uma doença longa e contínua. Com a sua morte começou uma chuva de graças e favores. Era chamado de anjo pela pureza, mártir pelos sofrimentos, serafim do amor a Deus e ao próximo.

Nascido 30 de julho de 1700, em Nozerly, muito pequeno perdeu seu pai e mãe. Ele recebeu sua primeira comunhão e confirmação na igreja franciscana do lugar. Aos 12 anos, pr interesse em seu irmão mais velho, camareiro de Clemente XI, foi para Roma e frequentou o Roman College dos Jesuítas. Seu diretor espiritual o definiu como “um anjo em tudo semelhante a São Luís Gonzaga”. Fascinado com o retiro de São Boaventura no Palatino, São Pio X definiu como “viveiro de santos e de sábios”, apesar da oposição de seus familiares, ingressou na comunidade, embora soubesse dos rigores do convento.

Fez o noviciado no santuário de Santa Maria delle Grazie, em Ponticelli Sabino (Rieti), imitando os santos que viveram lá: San Carlos de Sezze, São Leonardo de Porto Maurício, o Beato Boaventura de Barcelona, e assim por diante. Com uma queda fatal enquanto regava o jardim, ele começou o seu calvário doloroso. Ele estudou filosofia no Retiro em San Cosimato Vicovaro (Roma), a teologia no Palatino de Roma, sempre com a saúde debilitada.

Feliz por juntar-se às dores da Paixão de Jesus, alegremente enfrentou um sofrimento indescritível, repetindo muitas vezes: “O Senhor me faz sofrer, porque me quer!”. “Desde a cruz para o céu há um só passo!”. Admirando a sua resignação, seus superiores queriam que ele se ordenasse padre. No Ano Santo de 1725, em São João de Latrão, o Papa Clemente XIII o ordenou presbítero. Ao impor as mãos sobre a sua cabeça, edificado pelo seu rosto angelical, exclamou: “Meu filho, em breve se tornarás santo!”. Para curar uma doença misteriosa que o incomodava, foi enviado por um tempo para os conventos de Lazio: Montorio Romano, Fara Sabina, Vallecorsa e finalmente a Nápoles na enfermaria interprovincial de Santa Cruz. Apesar dos muitos cuidados dos confrades e de médicos ilustres, após 10 meses morreu santamente no dia 22 de Março de 1726, com a idade de 26 anos. Hoje ainda é um modelo para os jovens e os órfãos, um exemplo para o doente, uma pérola sacerdotal. Sua glorificação é solicitada pela França, Alemanha e a Ordem dos Frades Menores.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.