Vida CristãSantos franciscanos › 12/03/2018

São Luís Orione

Sacerdote da Terceira Ordem Franciscana (1872-1940). Fundador da Pequena Obra da Providência.

Orione é um dos maiores e mais conhecidos dos apóstolos da caridade do nosso tempo, que nos deu um luminoso testemunho de amor a Cristo e aos irmãos, mediante uma profunda fidelidade e devoção à Santa Igreja de Roma e ao Papa.

Nascido em Pontecurone, em 23 de junho de 1872, de uma família muito pobre, mas de uma fé viva, grande honestidade e assíduo trabalho.

Muito cedo sentiu o impulso para a vocação sacerdotal e religiosa. Passou seis meses com os frades franciscanos de Voghera; porém, o Senhor, não lhe reservava a vocação de frade franciscano. Amava a São Francisco e seu ideal de pobreza evangélica. Em toda a sua vida procurou viver seus exemplos e a espiritualidade franciscana. Ingressou na Ordem Terceira.

Durante três anos foi aluno entusiasta de São João Bosco, estando com ele na hora de sua morte. Também o Senhor não o queria salesiano. No seminário diocesano de Tortona preparou-se para o sacerdócio. Aos vinte anos encontrou-se com um jovem expulso da catequese por indisciplina e daquele encontro nasceu sua congregação: a Pequena Obra da Divina Providência. Desta surgiu o ramo feminino com o nome de Pequenas Missionárias da Caridade.

Em 1903, Dom Orione recebeu a aprovação canônica aos “Filhos da Divina Providência”, Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa propunham-se a “trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade”.

Dom Orione teve atuação heroica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos. Vinte anos depois da fundação dos “Filhos da Divina Providência”, em 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das “Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade”, Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional.

O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida, à Argentina, ao Uruguai e diversos países espalhados pelo mundo. Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile. Foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.

Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado para Sanremo. E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, aos 68 anos, sussurrando suas últimas palavras: “Jesus! Jesus! Estou indo.”

Vinte e cinco anos depois, em 1965, seu corpo foi encontrado incorrupto e depositado numa urna para veneração pública, junto ao Santuário da Guarda, em Sanremo na Itália.

O Papa Pio XII o denominou “pai dos pobres, benfeitor da humanidade sofredora e abandonada” e o Papa João Paulo II depois de tê-lo declarado beato em 26 de outubro de 1980, finalmente o canonizou em 16 de maio de 2004.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.