A Clausura

“Um mosteiro é uma realidade desconcertante”, já disse alguém. João Paulo 2º advertia: “É uma necessidade vital para a Igreja”. Um mosteiro é uma realidade questionante.
Por que jovens, cheias de vida, de  entusiasmo de ideal, se fecham num mosteiro? Por que o contato com elas nos revela que são pessoas tão felizes, tão normais, transbordando alegria e paz em todo o seu ser?

Não existe resposta humana. Existe o mistério do absoluto: Deus, que é capaz de fascinar uma vida em todo o seu sentido.

A clausura, as grades, clamam por si! Clamam que existe algo maior, que está além do que se vê, que existe o transcendente, o indizível, o infinito… E pensar que este Deus se fez tão próximo, que habita entre nós, que quer a intimidade de sua criatura…

Sim, vale a pena uma vida reclusa, de silêncio e solidão, na busca de  responder a tão grande amor de Deus! E todo simbolismo de grades, de separação, querem dizer apenas: Deus existe! Nós podemos encontrá-lo Vale a pena deixar tudo pelo Tudo!

“Clara, permanecendo encerrada no segredo de seu convento, irradiava fora raios resplandecentes; reclusa, iluminava fora; enquanto permanecia escondida, sua vida era conhecida”.

Texto do livro “Nas pegadas de Clara de Assis”, das Clarissas do Mosteiro de Nazaré em Lages (SC)