13/10/2011

FREI PASCOAL KNEIPP, OFM

* 04.04.1918               †13.11.2000

Por volta das 9:30 h, do dia 13/11, faleceu o 10º confrade neste ano jubilar, Frei Pascoal.Internado no sábado, dia 11, no Hospital da VOT-RJ, com complicações diversas decorrentes de pneumonia, derrame cerebral, teve falência múltipla dos órgãos. Já nos últimos tempos seu estado geral de saúde vinha se agravando. Perdia progressivamente a memória e a consciência.

Às 9:30 h, do dia 13 de novembro do ano 2000, morreu e, às 18:00 h, depois de uma piedosa missa de corpo presente, concelebrada por 12 confrades e assistida por um bom número de fiéis e cinco sobrinhos, foi enterrado nosso querido professor de Português, FREI PASCOAL. Foi dada como causa mortis a falência múltipla dos órgãos ou choque séptico. Já vinha, nos últimos dois dias, de uma pneumonia, pressão alta, febre decorrente e, na madrugada do dia 13, tudo culminou com um derrame cerebral. Morreu deixando nossa vida fraterna mais pobre e nos corredores do Convento de Santo Antônio só sobraram o eco de seus passos e de sua voz sempre forte e sonora.

Não será preciso relembrar, pois já publicados no anúncio de sua morte, detalhes de seu itinerário e trabalhos em seus quase 60 anos de sacerdócio e quase 65 anos como frade menor. Basicamente foi um excelente educador nos Seminários de Rio Negro e Agudos (que o digam seus alunos de Português) e serviu em muitas igrejas e cidades. Filho da imperial Petrópolis, sempre mostrou especial afeto por Paty do Alferes (onde esteve transferido por três vezes) e pelo Convento de Santo Antônio, onde viveu seus últimos anos. Como homenagem a todos os professores de nossos seminários, vale a pena notar que seus dois primeiros amores mais assentados foram os seminários do Rio Negro e de Agudos. Mesmo sem formação específica, como costumava se lamentar, ensinou Português e seus alunos sabiam quase de cor as gramáticas de Carlos Eduardo Pereira e de Napoleão Mendes de Almeida. Com inusitado rigor, ensinou-nos a amar o idioma pátrio e a falá-lo escorreitamente. “Subia a serra” (ficava irritado) quando um aluno dizia que iria “fazer um passeio”. Apoquentado, perguntava se já tinha comprado as pedras e o cimento. O inocente fazer passeio de hoje era, na pureza do vernáculo pela qual fadigosamente zelava, dar ou realizar um passeio ou simplesmente passear.

Nos últimos dois anos, mesmo locomovendo-se com alguma dificuldade, sempre participou dos atos comunitários e foi extremamente educado. Nunca reclamava de nada. Achava que tudo estava, graças a Deus, bem. Costumava recitar o versinho que foi publicado no n.º 79 do V.P. e que poderia imortalizar sua lápide sepulcral: “A vida é sempre bela, quando enfeitada de amor. Se para amar nós nascemos, amemos Nosso Senhor!” Antes que fosse, no sábado, para o Hospital da Penitência, dei-lhe a Unção dos Enfermos. Reagiu agradecido. Morreu na segunda-feira. Nós, seus alunos, pranteamos sua morte e sentiremos muitas saudades de sua vida. Tudo o que sempre quis ser e que o orgulhava muito, nós testemunhamos que foi: um excelente professor. Professor de Português.

Dados Pessoais e formação

Nascimento: 04/04/1918 (82 anos)
Natural: Petrópolis – RJ.
Nome de batismo: João Augusto Kneipp
18/12/1935: Admissão na Ordem – (65 de vida religiosa)
19/12/1936: 1ª Profissão
19/12/1939: Profissão Solene
30/11/1941: Ordem Sacerdotal – (59 anos de sacerdote)

Formação e atividades

1928 – 1935: Seminário de Rio Negro – PR.
1936 – 1937: Rodeio/Noviciado e 1º Filosofia
1938 – 1939: Estudos Filosofia / Curitiba – PR.
1940 – 1943: Estudos Teológicos / Petrópolis
1944: Ano Pastoral, Rio de Janeiro
1945 – abril/1946: S. Sebastião – SP – Vigário Paroquial
Mai/1946 – 1947: Blumenau – SC – Vigário Paroquial
1948 – 1952: Rio Negro – PR – Professor
1953 – 1956: Agudos / Seminário – Professor
1957 – 1958: D. Caxias – RJ. – Vigário Paroquial
1959 – 1961: Sorocaba / Bom Jesus – Vigário Paroquial
Dez/1962 – fev/1963: S. José do Rio Preto – Vigário Paroquial
1963 – 1966: São Paulo / Pari – Vigário Paroquial
1967: RJ / S. Antônio – Atendente
1968: Paty do Alferes – RJ – Vigário Paroquial
1969 – 1973: Niterói – RJ – Vigário Paroquial
1974: Cabo Frio – RJ – Vigário Paroquial
Jun/1975 – ago/1978: RJ / S. Antônio – Vigário em Piabetá
Set/1978 – 1982: Cabo Frio – RJ – Vigário Paroquial
1983 – 1994: Paty do Alferes – RJ – Vigário Paroquial
Jan – jul/1995: Blumenau / Atendente Capelania de V. Itoupava
Ago – nov/1995: RJ – S. Antônio – Atendente Conventual
Dez/95 – dez/1996: Paty do Alferes – RJ – Vigário Paroquial
1997: Seminário Frei Galvão – Guaratinguetá – SP
1998 – 2000: RJ / S. Antônio – tratamento