Celebração Franciscana

“A Trindade, Francisco e a Nova Criação”

1. Preparação do ambiente
(Bíblia, imagem de São Francisco, elemento da natureza, flores e três velas, de preferência. E, se possível, o ícone da SS. Trindade de André  Rublev; este ícone foi pintado no início do século XV, em honra de São Sérgio de Radonesh, outro monge do século XIV, que tinha o seguinte lema, que pode ser colocado em um cartaz para a meditação de todos: “Vamos vencer a crueldade do mundo com a contemplação da SS. Trindade”)

2. Acolhida
(Canto à escolha)
(Dar boas vindas aos irmãos e irmãs)
(Fazer memória dos grandes fatos que fazem parte das comemorações e festividades, em especial da FFB)
Dirigente: Que alegria estarmos juntos como irmãos e irmãs. Estamos vivenciando com grande júbilo e ação de graças esta grande festividade litúrgica. Queremos celebrar a fé no Deus Trindade e comunhão de amor, que em Francisco se revelou sobremaneira e continuamente como Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo; Uno e Trino, “o mais desejável que qualquer outro bem”(Ct 50,52).
Todos: “Creiamos verdadeiramente e humildemente…/ enaltecemos e rendamos graças ao Altíssimo e Sumo Deus, Trino e Uno, Pai, Filho e Espírito Santo”(1Rg 23,27-34)

 3 – Momento penitencial
Dirigente: (Deverá motivar um momento de contemplação junto ao ícone da SS. Trindade ou, caso não tenha, junto às três velas; em atitude de entrega e reconciliação por nem sempre sermos fiéis a esta comunhão de doação e amor).
Todos: “Considera, querido irmão e irmã, / a que excelência te elevou o Senhor/ criando-te/ e formando-te segundo o corpo/ à imagem do seu dileto Filho/ e, segundo o Espírito,/ à sua própria semelhança. Entretanto, as criaturas todas estão debaixo do céu,/ a seu modo,/ servem e conhecem ao seu Criador melhor do que tu” (Adm 5,1-2).

4 – Oração de louvor
Canto à escolha ou canta-se o Cântico das Criaturas, podendo-se intercalar com fatos de nossa história pessoal ou de toda a humanidade em que o nosso Deus Trindade se revela. Pode-se usar velas, para que, na medida em que se narra os fatos, cada um receba a sua vela, acesa na vela do altar que esteja junto ao ícone da Trindade, simbolizando o amor trinitário encarnado em nossa história.

5 – A Palavra de Deus Trindade para nossa vida
(Neste momento, cada irmão com sua vela acesa para a escuta da Palavra:
Sugestões: Is 42,1-4.6-7; 61, 1-3; Rm 8, 1-17; Sl 62 (61); 62 (62); Lc 4, 14-21; 3, 15-16.21-22;
Silêncio – Reflexão – Partilha – Canto a escolher)

6 – Proposta
(Propõe-se ao dirigente criar meios que ajudem os participantes a se envolverem na relação do texto. Favorecer a integração entre a proposta evangélica, a pessoa de Francisco e seu relacionamento de amor com a Trindade. Para a reflexão do mistério trinitário, recomendamos o texto de Dom Frei Valfredo Tepe, Nós somos um: retiro trinitário, Petrópolis, Vozes, 1997, p. 147)

7 – Compromisso
O que cada um levará de concreto para viver a partir do tema que refletimos e celebramos?

8 – Oração final
(Canto à escolha)

Pai Nosso….
ORAÇÃO À TRINDADE

“Eterno Deus onipotente,
justo e misericordioso,
concedei-nos a nós míseros
praticar por vossa causa
o que reconhecermos ser a vossa vontade
e querer sempre o que vos agrade,
a fim de que,
interiormente purificados, iluminados e abrasados
pelo fogo do Espírito Santo,
possamos seguir as pegadas de vosso Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
e por vossa graça unicamente
chegar até vós,
ó Altíssimo,
que em Trindade perfeita e Unidade simples
viveis e reinais na glória
como Deus onipotente
por toda a eternidade”

São Francisco de Assis – Carta a toda Ordem, 50-52

9 – Bênção de Santa Clara – Canto