A InstituiçãoNotícias › 13/09/2018

Partilha da experiência dos Capuchinhos do RS

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Érika Augusto 

São Paulo (SP) – Na quarta-feira, 12 de setembro, a Frente de Evangelização da Comunicação realizou o 6º encontro do Programa de Formação Permanente. Neste mês, o grupo contou com a assessoria de Frei João Carlos Romanini, frade capuchinho da Província do Rio Grande do Sul e presidente da Signis Brasil – Associação Católica de Comunicação. Ele partilhou com o grupo sua experiência na gestão da Comunicação dos veículos e meios ligados à Província dos Capuchinhos do RS.

O encontro, que acontece por videoconferência, contou com a presença de colaboradores do Colégio Bom Jesus e FAE, de Curitiba (PR); Fundação Frei Rogério, de Curitibanos (SC); TV Sudoeste, de Pato Branco (PR); Universidade São Francisco, de Bragança Paulista (SP), Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras), de São Paulo e da Sede Provincial (SP). Este encontro será a primeira parte do Encontro Ampliado da Frente de Evangelização da Comunicação, por isso participaram também o Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel e o Vigário Provincial, Frei César Külkamp.

Frei João partilhou com os presentes sobre o trabalho realizado na Província Sagrado Coração de Jesus, dos Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul. Segundo ele, são 120 anos de experiência na comunicação. Nos anos 90, eles iniciaram o projeto para produção de um manual para os veículos de comunicação da Província, intitulado “O nosso jeito de fazer comunicação”. “Nossa Província tinha na época o setor de Comunicação. Sentimos a necessidade de uma linha editorial clara e objetiva dos nossos veículos de comunicação”, afirmou. Ele acrescentou que é preciso diferenciar a evangelização da pregação do Evangelho através dos veículos de comunicação.

Para ele, é importante que os veículos de comunicação busquem esta integração. “Quando já se deseja falar uma linguagem comum, já é o início da construção do caminho”, assinalou. Ele destacou também que muitas vezes só o caminho até a versão final do material é mais importante que o produto final. Frei João frisou também que o manual não pode ser uma receita de bolo, algo a ser seguido a risca, mas um balizador do trabalho dos veículos.

Frei Romanini destacou que com a presença do Papa Francisco, a Igreja ganhou um grande aliado, pois sua fala e seus posicionamentos estão sempre na mídia. Ele ressaltou também que é importante levar em consideração o diferencial da comunicação – da comunicação franciscana, especificamente – diante dos outros veículos de comunicação seculares. “Dentro dos mercados, das cidades onde estamos, quais barreiras podemos romper?”, questionou. Para ajudar nesta reflexão e na construção do manual, ele colocou as seguintes perguntas, que podem ajudar: O que queremos? O que defendemos? O que não defendemos? Para que finalidade queremos um manual?

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Está bem clara a nossa missão, que é promover a cultura de paz e bem na vida das pessoas e comunidades. “Isso define o nosso projeto de comunicação e de negócios. Quando se fala em cultura de paz e bem, teremos que comprar algumas brigas, sejam políticas, econômicas, etc. Se nós somos franciscanos, que temos um veículo de comunicação servindo a Igreja, nós temos que dar a cara a tapa”, alertou o assessor. “Temos que ser proféticos, missionários, ter cuidado com a Casa Comum, valores que nós defendemos que estão implícitos dentro da missão”, completou Frei João Romanini.

Outro aspecto levantado por ele foi a credibilidade que os veículos franciscanos possuem, pois aliam qualidade técnica com valores, sem perder a atualidade. Para isso, é importante que os profissionais estejam sempre atentos aos critérios básicos: checagem da comunicação, ouvir todos os lados envolvidos nas notícias, a isenção e busca permanente do interesse coletivo.”É um jornalismo que jamais deve ser pautado pelo sensacionalismo, pela ‘carnificina das rodovias’ e ‘porta de cadeias’, temos que ir além disso, sair do assistencialismo, buscando a verdade e a ética, com utilização de uma linguagem inclusiva”, ressaltou.

Em seguida, os participantes fizeram suas colocações e perguntas ao assessor. Frei Fidêncio Vanboemmel agradeceu e disse que é necessário sair dos pequenos “guetos” que se formam para aprender de outras experiências, crescer a partir da partilha. Ele afirmou que é preciso valorizar a origem e a história de cada veículo de comunicação da Província, que nasceu dentro de um contexto histórico e local, mas que a cada dia a Província sente a necessidade de ter linhas e metas comuns. “Temos que ter, enquanto Ordem Franciscana, denominadores comuns, respeitando a característica de cada veículo, mas ter uma mística comum é muito importante”, ponderou. Frei César Külkamp destacou que os encontros de formação, que acontecem mensalmente, favorecem a comunhão entre os veículos. Para ele, ainda é necessário reforçar a identidade em tudo o que é feito.

O próximo encontro acontece no dia 10 de outubro, concluindo a reunião ampliada da Frente de Evangelização da Comunicação.