Vida CristãFrei AlmirO Sabor da Palavra › 15/09/2018

Maria das Dores do povo

23ª Semana do Tempo Comum

Memória Nossa Senhora das Dores

sabor_150918Jo 19, 25-27


“Então disse à mãe: ‘Mulher, eis aí o seu filho'” (Jo 19, 26)


Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, já uma espada de dor atravessa-lhe a alma. Seu Filho, o salvador de todos, serviria de ruína para muitos. Fugiram depois para o Egito, um anjo avisou José em sonhos. Avisou-o sobre o Menino e as más intenções de Herodes. Não sabia José da sorte das outras crianças, algumas ou muitas, que passariam a ser os Santos Inocentes Mártires.

Como ficou para trás e se perdeu no Templo, não sabemos. Sabemos que os pais estavam aflitos e o procuraram até encontrá-lo. Maior aflição ainda sentiu Nossa Senhora quando encontrou seu Filho com a cruz às costas, subindo o Calvário. Depois, aos pés da cruz, em companhia de sua irmã, Maria de Cléofas, de Maria Madalena e do Discípulo Amado, viu e sentiu todos os sofrimentos de seu Filho até o último suspiro. Depois de morto, um soldado transpassou-lhe o coração, de onde jorrou sangue e água.

Descido da cruz, foi sepultado num túmulo novo oferecido por José de Arimateia. São estas, pois, as sete dores de Nossa Senhora: 1ª Apresentação de Jesus no Templo; 2ª A fuga para o Egito; 3ª Perda do Menino Jesus; 4ª Doloroso encontro no caminho do Calvário; 5ª Aos pés da Cruz; 6ª Uma lança atravessa o Coração de Jesus; 7ª Jesus é sepultado.

Por volta do século XIII foi elaborada uma “sequência” para a Missa das Dores de Nossa Senhora, conhecida como Stabat Mater: “De pé, a mãe dolorosa junto da cruz, lacrimosa, via o filho que pendia”.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.