O CarismaNotícias › 12/06/2018

Dar sabor à vocação a que fomos chamados, pede Frei Diego

trezena_sp_200618_2

Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Desde o dia 1º de junho, fiéis, devotos e frequentadores do histórico e centenário Convento e Santuário São Francisco, situado no Largo São Francisco em São Paulo (SP), celebram a Trezena de Santo Antônio. E, nesta terça-feira, 12 de junho, a Celebração Eucarística das 15 horas marcou o 12º dia da Trezena de Santo Antônio e teve como tema: “Santo Antônio e o Pão da Vocação”. O Animador Vocacional da Província Franciscana da Imaculada Conceição, Frei Diego Melo, foi o celebrante e também o pregador. Segundo ele, o primeiro grande chamado que todas as pessoas recebem é o chamado à existência.

trezena_sp_200618_1O pregador iniciou a homilia perguntando quem dos presentes tinha vocação. Algumas pessoas levantaram a mão, outras não, por isso o frade explicou que todas as pessoas possuem uma vocação. “Às vezes ouvimos esta palavra e automaticamente associamos aos padres, religiosos a religiosas, como se somente eles tivessem uma vocação. Nós possuímos uma vocação, sim, porém todos somos vocacionados”, diferenciou.

Segundo Frei Diego, que trabalha diretamente no acolhimento de jovens que querem experimentar a vida franciscana, a palavra vocação significa chamado, vem de vocare, e significa uma voz que chama. O primeiro grande chamado que todos recebem é o chamado à vida, de modo que ninguém pode pensar estar aqui por acaso.

“Todos nós, ainda que tenhamos sido frutos de um relacionamento de nossos pais que não deu certo, fomos concebidos porque Deus nos escolheu e nos chamou para esta primeira grande vocação: a vocação à vida”, ressaltou.

Para Frei Diego é a partir do chamado à existência que o ser humano vai se construindo e se lapidando aos moldes de Deus. “Vamos construindo a nossa história e a nossa existência tentando responder a outros tantos chamados, porque o chamado de Deus é contínuo, acontece hoje amanhã e depois”, disse ele.

O jovem frade também falou sobre as vocações matrimoniais, religiosas, sacerdotais e laicais. “Existem também os leigos e leigas que dão testemunho de uma vocação bonita e necessária na Igreja. Todos possuem uma vocação e um chamado de Deus”, enfatizou o celebrante.

Referindo-se ao Evangelho do dia, o pregador revelou que é necessário dar uma resposta à vocação que Deus chama. “Que seja de fato uma resposta cheia de sentido! Quando Jesus pede, não somente para alguns, mas para todos nós, que sejamos sal da terra e luz do mundo, Ele quer dizer que independentemente de qual for a vocação, é importante dar sentido à existência. Você como pai ou como mãe, viva essa vocação específica, com paixão, vigor, sentido. Ser sal da terra e luz do mundo significa não ‘empurrar com a barriga’”, realçou.

Frei Diego ainda lembrou que neste dia 12 de junho celebra-se o Dia dos Namorados. Segundo ele, não é difícil ver em alguns relacionamentos que existem pessoas que não sabem se estão ou não felizes, ‘empurram com a barriga’, repetiu. “Não estão dando o verdadeiro sabor que Jesus pede àquele relacionamento, àquela vocação”, completou.

trezena_sp_200618

“O sal ele não existe para si mesmo, existe para o outro e para dar gosto às coisas. Ou seja, Jesus pede para sermos sal da terra. Ele está dizendo para vivermos para os outros, dando sabor à vida do outro. Só assim descobriremos o valor e o sabor da própria vida. Por isso, em um relacionamento é muito importante termos bem claro isso, não nos fechando ao outro, mas, sim, nos preocupando e nos doando”, destacou.

Frei Diego afirmou que o convite de Jesus se estende. Ele também convida a ser luz do mundo. Uma luz que não exista apenas para iluminar a si mesma, mas sim as coisas que estão a sua volta. “Quem é luz é capaz de brilhar e de fazer aparecer a beleza das cores, das formas, das coisas que estão ao seu redor. Você, com certeza, conhece pessoas que são sal da terra e luz do mundo. Gente que dá gosto de estarmos perto. Gente que pela simples presença transmite uma força e alegria por aquilo que faz”, mencionou.

trezena_sp_110618_4Frei Diego se lembrou do fato da mudança de congregação de Santo Antônio, dos Cônegos Regulares para os franciscanos. Para ele, Santo Antônio é colocado como um exemplo e um referencial vocacional, porque ele foi alguém que buscou viver com paixão a sua vida. Vida esta que foi tão intensa que até nos dias atuais ilumina outras vidas. “Quem descobre a sua vocação e abraça com paixão e de fato acredita que Deus esta chamando para aquilo, ilumina a vida dos irmãos. Dá sabor e agrega!”, sublinhou.

O POUCO COM DEUS É MUITO

Fazendo referência à primeira leitura, Frei Diego mencionou a pobre viúva que possuía apenas um punhado de farinha e um pouco de óleo numa vasilha. Segundo ele, ao atender o pedido de Elias, ela soube partilhar do pouco que tinha.

“O que ela tinha Deus multiplicou e nunca mais lhe faltou. Quando partilhamos daquilo que temos, seja do pouco da nossa história, vida, conhecimento, dos nossos dons, da nossa vocação, sempre multiplicaremos e o ‘pote nunca se esvaziará’. Quem de fato está sempre preocupado em ser sal e luz na vida dos outros, sempre tem pra dar, sempre tem uma palavra, uma direção porque Deus faz multiplicar. Saibamos exercer a partilha sendo sal da terra e luz do mundo”, finalizou o pregador.

13 DE JUNHO – FESTA DE SANTO ANTÔNIO

Missas às: 6h30, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h.

Bênção durante todo o dia, comidas típicas, bolo e pão de Santo Antônio, Stand vocacional, artesanatos e muito mais. Prestigie.

ACOMPANHE AS IMAGENS DA CELEBRAÇÃO