Vida CristãFrei AlmirO Sabor da Palavra › 25/03/2018

Jesus, Servo Sofredor

Domingo de Ramos

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Mc 15, 1-39


“Soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.”


Lá fora se arma uma conspiração. Dentro, a traição está em andamento. Começam os últimos dias de Jesus. Procuram um meio para prendê-lo e matá-lo. Em Betânia, há uma refeição na casa de Simão, o leproso. Uma mulher, anônima, unge a cabeça de Jesus com um perfume muito caro. Outros evangelistas dizem que a mulher ungiu os pés de Jesus. Quem unge a cabeça são os sacerdotes e os profetas. Judas encaminha a sua traição. No fim da tarde, celebra-se o primeiro dia da Páscoa judaica. No Cenáculo, Jesus celebra a primeira Missa e anuncia a traição de Judas. Tomou o pão e disse: “Isto é meu Corpo”. Tomou o cálice e disse: “Isto é o meu Sangue, o Sangue da Aliança”. Jesus anuncia a traição de Pedro. No Jardim das Oliveiras, Jesus é o Cordeiro humilhado, que será levado ao matadouro. Judas chega com muita gente, com armas e paus. Dá um beijo em Jesus. Jesus é preso e todos os seus discípulos o abandonam e fogem. Um jovem enrolado num lençol é agarrado, mas foge também, nu. Acredita-se que este jovem seja Marcos, o evangelista. Não sobrou nada. O último dos discípulos escapou sem roupa. Durante a noite: Jesus é julgado pelos judeus, e os judeus zombam dele como profeta. Pedro, que seguiu Jesus de longe, diz que não o conhecia. De manhã: Jesus é julgado pelos romanos, e os romanos zombam dele como rei. Jesus é crucificado e sofre a zombaria da multidão como Messias. Ao meio-dia: A terra se cobre de trevas e o véu do Santuário se rasga. Zombam dele ainda duas vezes, invocando Elias, o precursor do Messias. De tarde: um grito: “Por que me abandonastes?”. Outro grito, este forte, e a morte. O romano zombador reconhece: “Este é o filho de Deus!”. Antes do cair da noite: José de Arimateia, do Sinédrio dos judeus, cuida do corpo e o sepulta.

Por três vezes Jesus tinha anunciado a sua Paixão dolorosa, mas não foi compreendido pelos discípulos. Eles tiveram muita dificuldade em entender quem era Jesus. Pensavam estar seguindo um Messias poderoso como os poderosos deste mundo. Jesus, porém, já tinha dito: “Os chefes das nações as dominam e oprimem. Entre vocês não será assim”. Jesus vence o poder demoníaco, que é o poder deste mundo, agindo como o servidor de todos, a partir do último lugar. Jesus não permanece na morte. Ele ressuscitará e começará tudo de novo, num novo encontro com os discípulos na Galileia. O evangelista São Marcos vê Jesus em sua Paixão e Morte como um cordeiro manso e humilde, levado ao matadouro. É o Servo Sofredor que, abandonado, grita pelo Pai.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas.